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Rocha ígnea – Wikipédia, a enciclopédia livre

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As Rochas ígneas, rochas
magmáticas ou rochas eruptivas
(derivado do latim ignis, que significa
fogo) são um dos três principais tipos
de rocha (sendo que as outras são as
rochas sedimentares e as rochas
metamórficas). A formação das
rochas ígneas vêm do resultado da
O granito, um exemplo de rocha ígnea.
consolidação devida ao resfriamento
do magma derretido ou parcialmente
derretido.[1] Elas podem ser formadas
com ou sem a cristalização, ou abaixo
da superfície como rochas intrusivas
(plutônicas) ou próximo à superfície,
sendo rochas extrusivas (vulcânicas).
O magma pode ser obtido a partir do
derretimento parcial de rochas pré-
existentes no manto ou na crosta
terrestre. Normalmente, o
derretimento é provocado por um ou
mais dos três processos: o aumento
da temperatura, diminuição da
pressão ou uma mudança na
composição. Já foram descritos mais
de 700 tipos de rochas ígneas, sendo
que a maioria delas é formada sob a
superfície da crosta da Terra com
diversas propriedades, em função de
sua composição e do modo de como
foram formadas.
O processo de solidificação é
complexo e nele podem distinguir-se
a fase ortomagmática, a fase
pegmatítica-pneumatolítica e a fase
hidrotermal. Estas rochas são
compostas de feldspato (59,5%),
quartzo (12%), piroxênios e
anfibolitos (16,8%), micas (3,8%) e
minerais acessórios (7%). Ocupam
cerca de 25% da superfície terrestre e
90% do volume terrestre, devido ao
processo de gênese.
As rochas ígneas podem, de maneira
geral, ser classificadas sob dois
critérios: texturais e mineralógicos. [2]
O critério textural é especialmente útil
na identificação do ambiente onde a
rocha se cristalizou, enquanto o
mineralógico é baseado na proporção
entre seus minerais principais.[2] A
classificação da maior parte das
rochas ígneas, segundo o critério
mineralógico, é feito com base no
diagrama QAPF, usado para rochas
com menos de 90% de minerais
máficos.[2]
As rochas ígneas intrusivas
(conhecidas também como
plutônicas ou abissais) são formadas
a partir do arrefecimento do magma
no interior da crosta, nas partes
profundas da litosfera, sem contato
com a superfície. Elas só apareceram
à superfície depois de removido o
material sedimentar ou metamórfico
que a recobria. Em geral, o
resfriamento é lento e ocorre a
Rochas ígneas intrusivas
cristalização de todos os seus
minerais, apresentando então uma
textura holocristalina, ou seja,
apresenta grande número de cristais
observáveis à vista desarmada.
Normalmente as rochas plutônicas ou
intrusivas apresentam uma estrutura
maciça. A sua estrutura mais corrente
é granular, isto é, os minerais
apresentam-se equidimensionais
ligados entre si.
Granito do Vale Yosemite, Califórnia, Estados
Unidos.
Diorito, uma rocha ígnea intrusiva.
Basalto, uma rocha ígnea extrusiva.
Rochas ígneas extrusivas
As rochas ígneas extrusivas
(conhecidas também como
vulcânicas ou efusivas) são formadas
a partir do resfriamento do material
expelido pelas erupções vulcânicas
atuais ou antigas. A consolidação do
magma, então, acontece na superfície
da crosta ou próximo a ela. O
resfriamento é rápido, o que faz a que
estas rochas, por vezes, apresentem
material vítreo, logo, possuem uma
textura vidrosa (vítrea), ou seja, uma
textura que não apresenta cristais (a
olho nu) ou até mesmo uma textura
hemicristalina, isto é, apresenta
alguns cristais no seio de uma massa
amorfa. Há uma grande diversidade
de rochas vulcânicas que se agrupam
em alguns tipos gerais: riólitos,
traquitos, andesitos e basaltos, entre
os quais existe uma série de rochas
intermediárias, do mesmo modo que
nas rochas plutônicas, e sua
classificação, na maior parte dos
casos, também é feita com base no
diagrama QAPF;
São as rochas que alguns autores
consideram, de certo modo, fazer a
Rochas filonianas ou
hipoabissais
transição entre as rochas vulcânicas
e as rochas plutônicas. Sem atingir a
superfície, aproximam-se muito dela e
podem preencher as fissuras da
crosta terrestre. Umas formam-se por
resfriamento do magma numa
fissura, outras formam o recheio das
fissuras e fraturas, devido à presença
de soluções hidrotermais (de águas
térmicas) que aí precipitam os
minerais. Todas as rochas filonianas
se encontram em relação direta com
o magma, isto é, com rochas
intrusivas. São exemplo de rochas
filonianas os aplitos, os pegmatitos e
os lamprófiros.
As rochas são praticamente
compostas pelos minerais que as
caracterizam. No início do século XIX,
Norman Levi Bowen, geólogo e
mineralogista canadiano, descreveu
como se cristalizam os minerais
quando sujeitos a variações de
pressão e temperatura e formulou a
conhecida série reaccional de Bowen,
aceite actualmente como a
progressão ideal dos minerais dado o
arrefecimento de magma.
Série reaccional de Bowen
Composição das rochas
A série reaccional de Bowen é
constituída por duas séries:
Série descontínua: constituída por
4 minerais que são, por ordem
decrescente da temperatura a que
se formam, a olivina, a piroxena, a
anfíbola e a biotite. Estes minerais
não apresentam igual estrutura
cristalina e a transição entre eles
não é gradual. Progressivamente,
os minerais possuem menos ferro
e magnésio (minerais máficos) e
mais sílica e alumínio (minerais
félsicos) e quando se dá a
cristalização da biotite, a
percentagem de ferro e magnésio é
nula na composição do magma
residual.
Série contínua: constituída por
plagioclases, a composição a
maiores temperaturas permite a
criação de minerais com mais
cálcio. Quanto mais baixa a
temperatura, menor a quantidade
de cálcio na composição da rocha
e maior a de sódio. A transição
entre os minerais é gradual, pois as
plagioclases são minerais
isomorfos, ou seja, apresentam a
mesma forma cristalina mas
composição química diferente. A
anortite é cálcica por completo,
enquanto que a albite é somente
constituída por sódio.
Depois das séries: ocorre
cristalização dos restantes
componentes, formando minerais
ricos em sílica. O quartzo, o último
mineral formado, é completamente
constituído por sílica.
Família de rochas
magmáticas
A classificação detalhada das rochas
magmáticas requer um estudo
microscópico da mesma e, na maior
parte dos casos, é feita com base no
diagrama QAPF. Em linhas gerais,
Série
Descontínua
OlivinaPiroxenaAnfíbolaBiotite
Série
Contínua
Anortite (+Ca) → Albite
(+Na)
No sentido → (esquerda-direita): diminuição da temperatura relativa de
cristalização e do ponto de fusão, aumento da resistência do mineral e
da hidratação do magma
podem considerar-se as seguintes
famílias de rochas magmáticas, entre
as quais existe toda uma série de
rochas intermédias:
Família do granito: o granito é uma
mistura de quartzo, feldspato e
micas, além de outros minerais,
que se podem encontrar em
menores proporções e que
 
Diagramas de Streckeisen para classificação de
rochas ígneas
recebem a denominação de
acessórios. Estes podem ser
turmalinas, plagioclases, topázio, e
outros mais. O granito é uma rocha
ácida e pouco densa que aparece
abundantemente em grandes
massas, formando regiões inteiras
ou as zonas centrais de muitos
acidentes montanhosos. O
equivalente vulcânico do granito é o
riólito;
Família do sienito: tem como
minerais essenciais os feldspatos
alcalinos, especialmente a
ortoclase, aos quais se associa a
hornblenda, a augite e a biotite. Não
apresentam nem moscovite nem
quartzo. São rochas neutras. O
equivalente vulcânico do sienito é o
traquito;
Família do diorito: tem como
minerais essenciais os feldspatos
calcossódicos ácidos - oligoclase e
andesina.