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Os mistérios de Atlântida

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o que talvez venha a ser provado quando for
devidamente estudado. Dezenas de vestígios arquitetônicos fora do comum foram encontrados
em diferentes lugares das Bahamas, alguns dos quais são apenas sugeridos pela vegetação do
fundo do mar que, crescendo sobre formações de pedra "enterradas no fundo do oceano,
formam linhas retas e formas perfeitamente circulares ou retangulares, o que, evidentemente,
não ocorre na natureza.
Nos casos de diversas descobertas que são de fácil acesso a mergulhadores de superfície
foram feitos exames para datar o material. Se bem que a pedra não possa ser datada dentro de
períodos "históricos", como pode a matéria orgânica, as raízes fossilizadas de mangue, que
cresceram em cima das pedras da estrada de Bimini, foram datadas de dez a doze mil anos
atrás, o que coincide não só com a data indicada por Platão quanto à destruição da Atlântida
mas também com a data geológica para o derretimento das últimas geleiras.
Existem inúmeras outras estruturas feitas pelo homem no Caribe e áreas vizinhas. Quando
a água está clara e tranqüila pode-se ver, ao longo da costa, no fundo do mar, caminhos ou
estradas que partem da costa e seguem por baixo do mar para pontos excessivamente
profundos para se poder segui-los. Sondagens submarinas revelaram um muro de cem milhas
no fundo do mar, próximo à Venezuela. Os geólogos declararam que é um fato natural,
explicando que é "grande demais" para ser considerado uma obra humana. A mesma
explicação é dada para um muro de dez milhas no fundo do Atlântico perto do cabo Hatteras.
A norte de Cuba um complexo de construções submerso, cobrindo mais de dez acres, foi
descoberta e aparentemente explorado com a ajuda russa. Na verdade a URSS tem
demonstrado um considerável interesse na pesquisa da Atlântida, e que deve aumentar através
das novas manobras de exploração dos submarinos russos. Uma expedição russa relativamente
recente enviada aos Açores confirmou a tese de P. Termier sobre o taquilito (um tipo de lava
que se forma acima d'água à pressão atmosférica), que foi descoberto em 1898, quando partiu-
se um cabo submarino no Atlântico. Devido à presença de taquilito, Termier afirma que
grandes áreas em torno dos Açores estavam acima do nível da água do mar há quinze mil anos
atrás.
A maioria das descobertas no oeste do Atlântico e no Caribe ocorreram na plataforma
continental em profundidades relativamente baixas, isto é, de 30 a 150 pés ou 200 pés. As
descobertas foram feitas com crescente freqüência desde 1965-1969, coincidindo com o
período predito por Cayce para o ressurgimento da Atlântida. Entre várias razões para não
terem sido feitas antes inclui-se a dificuldade em se encontrar o mar absolutamente calmo,
com a superfície lisa; apesar do aumento do número de rotas aéreas, da crescente atividade
dos mergulhadores, o motivo principal da demora em se fazerem essas descobertas é que
jamais ocorreu aos arqueólogos procurar ruínas pré-históricas em águas das Américas.
Existem, é claro, indicações de que ruínas e artefatos muito mais impressionantes podem
estar mais no fundo ainda. O submarino francês Archimède, submergindo junto à costa de
Porto Rico, encontrou degraus de escada cavados nas encostas mais íngremes da plataforma
continental próxima a Andros, a uma profundidade muito maior que a das outras descobertas.
E se por um lado não sabemos quem fez as escadas ou construiu as estruturas, de uma coisa
podemos estar certos — não foram feitas debaixo d'água.
Um fato que pode não ser uma extraordinária coincidência em relação a esses
remanescentes pré-históricos é que eles estão dentro do tão discutido Triângulo das Bermudas
— a área de oceano entre as Bermudas, o leste da Flórida e o leste do Porto Rico, onde
centenas de aviões, grandes navios e pequenos barcos vêm desaparecendo sem deixar
vestígios há cerca de trinta anos (e talvez décadas antes). Alguns aspectos de seu
desaparecimento envolvem bússolas girando, mau funcionamento de instrumentos, interrupção
total de rádio e radar e parada eletrônica. Uma das muitas explicações sugeridas para essas
anomalias eletromagnéticas é de que uma avançada civilização atlanteana possuía fontes de
poder laser — gigantescos cristais, um ou mais dos quais, ainda em funcionamento, pode estar
no fundo de certos abismos oceânicos, tais como o Tongue of the Ocean, uma região maldita,
entre Andros e a Cordilheira de Exuma. Através de suas leituras psíquicas, Edgar Cayce
relatou que os atlanteanos realmente possuíam esse poder, descrevendo com alguns detalhes
operações com laser várias décadas antes de o laser se tornar uma realidade.
Se supusermos termos encontrado partes submersas da Atlântida nas vizinhanças das
Bahamas e das ilhas do Caribe, como fica a tese de Platão de que a Atlântida era no meio do
oceano? As descobertas nas Bahamas não mudariam as observações de Platão. Lembremo-nos
que ele disse: "... Esse poder veio do Oceano Atlântico, pois naquele tempo o Atlântico era
navegável; e havia uma ilha situada em frente ao estreito que vocês chamam de Colunas de
Hércules: a ilha era maior que a Líbia e a Ásia juntas, e era o caminho para outras ilhas, e das
ilhas se podia passar para todo o continente oposto que circundava o verdadeiro oceano; pois
esse mar que fica entre as Colunas de Hércules é apenas uma baía, tendo uma entrada estreita,
mas o outro é um mar verdadeiro, e a terra que o circunda pode verdadeiramente ser chamada
de continente..." Temos que admitir que uma parte muito importante de seu relato recebeu
apoio científico através da descoberta do continente americano, enquanto que a prova do
restante poderá em breve existir.
Vistas aéreas de construções e cidades inteiras sob o mar, nas vizinhanças dos Açores,
foram relatadas já em 1942, quando pilotos que iam do Brasil para Dakar viram o que parecia
ser uma cidade submersa na encosta oeste das montanhas da cordilheira do Centro-Atlântico,
da qual os Açores são os picos mais altos, apontando à superfície da água. Essas vistas
ocasionais ocorrem quando o sol e a tensão superficial atingem condições ideais para vistas
submarinas. Outras vistas de ruínas arquitetônicas submersas do que era, talvez, o centro da
região atlanteana foram notadas próximo à Ilha de Boa Vista, nas Ilhas de Cabo Verde, junto a
Fayal, nos Açores. Ao mesmo tempo, remanescentes não submersos de construções e cidades,
datando talvez do tempo da Atlântida, foram encontrados nas Ilhas Canárias pelos
conquistadores espanhóis. (Note-se que os guanches, habitantes das Canárias por ocasião da
chegada dos espanhóis, e que haviam preservado tradições de uma grande civilização perdida
no mar, não eram capazes de construir, a não ser simples cabanas.)
Ao longo de todas as plataformas continentais e planícies costeiras do Atlântico estamos
começando a encontrar remanescentes do que podem ser relíquias da Atlântida — ou relíquias
dos que sobreviveram à catástrofe. É evidente, também, que as águas que engolfaram a
Atlântida e as forças sísmicas que mudaram a crosta terrestre operaram em nível global.
Nas costas da Irlanda, França, Espanha e Portugal, além do norte da África, existem lendas
de portos perdidos, cidades submersas, enquanto que verdadeiras estradas e muros projetam-
se por baixo do Atlântico. Há dois tipos de remanescentes submersos no Mediterrâneo — as
construções que afundaram em águas rasas em tempos históricos (2.500 anos), a um ritmo não
maior que um pé por século, e outro nível muito mais profundo, que data de dez mil anos ou
mais, muito antes de estar registrada a história do Egito, da Grécia e de Roma.
Provas desse nível mais profundo, talvez herdado por povos civilizados na época em que
o Mar Mediterrâneo era uma série de lagos interiores, foram recentemente encontradas por
mergulhadores. Um muro submerso, bem construído, com 14 quilômetros de comprimento foi
encontrado perto de Marrocos por um mergulhador que perseguia um peixe. O Dr. J.