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Artigo Direito das Obrigações. Civil III

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¹ Paulo Lôbo. Di reito Ci vi l. Obrigaçõe s. 2° e di ção, e di tora Saraiva.
² V ade Me cum. Consti tui ção Fe de ral. 17° e di ção, Edi tora S araiv a.A rt. 196. P. 65
³ STF. Jul gado, A RE 839 974.Ri o Grande do Sul.
D IR EITO D AS OB R IG AÇ ÕE S
Martins, M ilen a C ris tin a.
AC AD ÊMICOS D E D IRE IT O
Princ iv al, P atc ia Zim mermann
P ara a a pli caçã o do D i rei to de obrig ações exi g e -se a media ção d a
consti t ui ção em especi al os di rei tos f unda me ntai s para, assi m ter um
funci o name nto j usto da jus tiça.
V amos ve r o caso j ulgad o pelo S TF no q ual se di sc ute o D irei to à vi da e
saúde. Procedi mento ci rgico de urgê nci a , a pa rte solici tou q ue o E stado
for neça tra nsp or te a éreo e estadi a para reali zação da ci r urgi a, bem como
custeasse 20% do t rata me nto e m ra zão do se u pla no de sa úde não cobrir
todas a s despesa s. O pe did o fundo u-se no e nte ndi mento de que se trata de
obrig ação soli daria de todo s o s e ntes d a fed e ração .
O P rofe ssor P aulo bo fala q ue não p odemos ver o di reito das ob ri gaçõe s
como algo ali enad o, i solado de ntro do ordename nto j ur ídi co e si m à luz d a
C onsti t ui ção. Nesse caso tem relaçã o com ar t.196 C F . ¹
A saúde é di reito de to dos e d ever do E s tado, g aran tind o m edi ante pol ítica s
soci ai s e eco m i cas que vi sem à redução d o ri sco de doen ça e de o utros
agravos e ao acesso uni versal e i gual i tário à s açõ es e serviços p ara prom o ção,
prote ção e re cuperação .²
S egundo o mesmo au to r as Ob rigaçõ es estão sempre no p lano
consti t uci o na l dos princ ípi os f und ame ntai s e princi palme nte a proteção da
ti ma e danos . O di reito e vo l ui u pa ra pri ori za r a so lidar i ed ade soci al e a
di gni dade d a huma na , resg uarda nd o os mais vul ne rá vei s.
Com a codi fi cação, atua lme nte a legi slaçã o civi l assegura a a uto nomi a dos
i nd ivíd uos , ao mesmo te mpo oferece g arantias. As normas busca m equi l íb ri o
de di rei tos e d eve res e nt re co nt rata ntes .

D i retos das Obrig ações não está somente d escri to no C ódi go C i vi l, mas com
destaque no direi to d o cons umido r logo, de ve mos i nterp re ta r o di go Civi l
sempre à l uz da C o nstit ui ção da Rep ública, poi s os a ltos das o brigaçõ es
também es tão reg ulados no pla no Constit uci o nal.
S egui ndo fu nd ame nto do a rt. 102 , III a , C F, alega -se vi olação ao a r t. 196
C F. O E s ta do não tem o de ver d e a uxi li ar to tal ou parcia l o tra tame nto
parti cular e co nve ni ado , se u deve r é o que está i mposto no art .196 d eve
presta r ate nd imento i gua li tári o aos ci dad ãos. A pa cie nte foi avali a da e por
servi ços espe cia li zados e centros d e referê nci a do S US, não há c onve nci me nto
da co rreção da indi ca ção médi ca, ale ga -se um proced imento p lei teado era
desnece ssári o, nã o ha ve ndo recomendaçã o para rea li za ção ci r úrgi ca. Não
ha ve ndo mai s pro vas , q ue nã o há poss ível nos te rmos da j urispr ud ê nci a . ³

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¹ Paulo Lô bo. Di rei to Ci vi l. Obri gaçõe s. 2° ed i ção, e di tora Saraiv a.
² V ade Me cum. Consti tui ção Fe de ral. 17° e di ção, Edi tora S araiv a.A rt. 196. P. 65
³ STF. Jul gado, A RE 839 974.Ri o Grande do Sul.
R EF ER ÊN C IAS
C on stituição F ede ral- D ire itos F un damentais.
Pa ulo L ôb o- D ireito D as Obr igaçõe s.
Julgad o: AR E 839974 - RE CU R SO E STR AORD IN ÁR IO C OM A GR AV O.
C omarca: RIO GR AN D E DO S U L.