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estar recebendo o total de seu trabalho, mas, na verdade, essa quantia representa apenas uma parcela do trabalho desenvolvido durante o mês. Marx entende que nessa relação de troca há uma aparência (salário pelo trabalho) e algo oculto (salário apenas por parte do trabalho). Essa ocultação seria uma forma de alienação. Na economia marxista, mais-valia é a diferença entre o valor que o trabalhador produz e o seu salário. O salário equivale a apenas parte do valor produzido pelo trabalhador e o restante é a mais-valia, apropriada pelo capitalista. 
A outra dimensão desta relação é a alienação do trabalho: o trabalhador se aliena — se distancia — do produto de seu próprio trabalho, pois tudo aquilo que produziu torna- -se propriedade de outra pessoa. O resultado do trabalho não pertence mais ao trabalhador, pois esse produto pertence ao capitalista, na forma de propriedade privada. Ao se alienar do produto de seu trabalho, segundo Marx, o trabalhador se aliena do seu próprio trabalho, isto é, de sua atividade vital como ser humano, alienando-se, com isso, do que o caracteriza como ser humano.
TAYLORISMO E FORDISMO - Marx demonstrou uma desigualdade estrutural: para produzir mercadorias, o trabalhador se submete a uma relação na qual seu trabalho é explorado de forma cada vez mais intensa. Para entender como se dá a produção no capitalismo é necessário compreender as grandes transformações produtivas. O que podemos chamar de reestruturação produtiva, revolução tecnológica ou, nas palavras do pensador marxista italiano Antonio Gramsci, como uma forma de revolução passiva.
Fim do século XIX e começo do XX, com a utilização de formas de gerência taylorista e de produção fordista, até a produção toyotista dos anos 1960 e 1970, podemos constatar uma extraordinária transformação da produção industrial A transformação industrial tem como objetivo central aumentar os lucros capitalistas. Para isso é necessário, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade e controlar o coletivo de trabalhadores. O taylorismo e o fordismo datam do fim do século XIX e início do XX; o toyotismo, ou ohnismo, se desenvolveu nos anos 1960 no Japão e na década de 1970 na Europa e nos Estados Unidos, para então ganhar o mundo. 
O taylorismo é um tipo de organização gerencial, o que hoje se pode chamar de método de administração do trabalho. Desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Winslow Taylor (1856-1915) e condensado em seu livro Princípios de organização científica (1911), pode ser sintetizado como um método de tempos e movimentos cujo princípio geral era retirar o controle da produção das mãos dos operários para com isso aumentar a produtividade do trabalho.
O taylorismo e o fordismo foram introduzidos praticamente ao mesmo tempo nas fábricas de automóveis dos Estados Unidos e depois na Europa ocidental. O industrial estadunidense Henry Ford (1863-1947) se utilizou de todas as técnicas gerenciais introduzidas por Taylor e a elas somou outras.
 Juntos, o taylorismo e o fordismo caracterizam uma forma de reestruturação produtiva, que teve como objetivo central restaurar os lucros capitalistas. Tal reestruturação não se restringiu ao chão de fábrica: a introdução de técnicas gerenciais de controle dos trabalhadores (taylorismo), somada à tecnologia (esteira mecânica), à elevação dos salários por metas produtivas e a certas formas de conduta social fora das fábricas, constituiu um modo de vida intrinsecamente vinculado à produção em larga escala e, por consequência, ao consumo em massa.
TOYOTISMO E NEOLIBERALISMO - As reestruturações produtivas podem ser consideradas, apesar de separadas no tempo, elementos estruturais das sociedades capitalistas. É sempre necessário incrementar a produção para aumentar os lucros, e esse incremento se caracteriza como uma grande transformação tecnológica, política, cultural e social. Na maioria das vezes, as reestruturações produtivas vêm remediar as crises econômicas.
O toyotismo concebe também um novo tipo de trabalhador. O trabalhador das indústrias taylor-fordistas, o operário que produzia em massa (o operário-massa) foi substituído por um trabalhador polivalente. As novas máquinas ou robôs, com funções muito mais avançadas, exigem novas qualificações para serem operados. Enquanto o operário taylor-fordista operava uma só máquina, em uma rotina de tarefas simplificadas, o operário polivalente opera várias máquinas. A implantação do toyotismo foi diferenciada em todo o mundo e dependeu das particularidades de cada sociedade. 
Mas, acima de tudo, essa forma de reestruturar a produção cumpriu seu papel histórico de reproduzir as classes sociais e a desigualdade social entre elas. Seu desenvolvimento pleno serviu-se de políticas macroeconômicas implantadas pelo Estado.
Boa Prova!
Revisão para prova objetiva- 3º ano
1º Bimestre – 2019
POLÍTICA, PODER E ESTADO
POLÍTICA E PODER- Mas o que, afinal, é o poder? Você já deve ter alguma ideia do que significa poder. Tem poder quem manda, quem é capaz de impor sua vontade sobre a dos outros. Essa é a definição clássica de poder: a possibilidade de impor sua própria vontade, mesmo que contra a vontade dos outros.
 Weber chamou de dominação a probabilidade de encontrar obediência em um grupo de pessoas. A dominação, para durar, precisaria ser legítima: isto é, precisaria, de alguma forma, convencer as pessoas de que é certo obedecer. As pessoas podem se convencer por motivos diferentes. Weber identificou três principais tipos de dominação legítima. Eles não são os únicos possíveis e, na prática, quase sempre se misturariam em um processo de dominação. Os três tipos de dominação legítima, segundo Weber, são os seguintes:
• Dominação tradicional
• Dominação racional-legal
• Dominação carismática
Concluímos que o poder que é só imposto não consegue se estabelecer por muito tempo, descobrimos que aqueles que obedecem precisam de motivos para obedecer. Esses motivos são muito mais complexos do que o medo da violência: a dominação, para ser bem-sucedida, precisa respeitar as tradições dos dominados, ou precisa oferecer-lhes a inspiração e o entusiasmo que uma grande liderança é capaz de produzir, ou precisa garantir a ordem segundo os princípios da lei.
 No fim, os dominados não se limitam a obedecer; eles têm valores, expectativas e exigências que impõem limites a quem exerce o poder.
O ESTADO- A definição de Estado mais utilizada pelos especialistas também foi formulada por Max Weber, e diz o seguinte: o Estado é o detentor do monopólio da violência legítima em um determinado território. O Estado é o detentor do monopólio da violência legítima em um determinado território. Em outras palavras: o Estado tenta ser a única instituição à qual a população reconhece o direito de, em determinadas ocasiões, praticar a violência. A população aceita essa situação por diferentes motivos, que variam de sociedade para sociedade.
Monopólio é uma palavra emprestada da economia e descreve uma empresa que consegue se estabelecer como única vendedora de certo produto. Quando afirmou que o Estado tenta exercer um monopólio da violência legítima em determinado território, Weber quis dizer que o Estado tenta se tornar a única instituição capaz de praticar a violência legítima naquele território.
A violência da polícia só é considerada legítima quando praticada conforme a lei.
Estados modernos não se formaram porque seus fundadores desejavam proporcionar bem-estar à população, respeitar a tradição, garantir o respeito à lei, ou porque desejavam ser “modernos”.
As classes populares foram motivadas por essas conquistas de direitos, e também passaram a se organizar para exigir o direito de votar, de formar sindicatos, de defender suas próprias ideias, etc. O resultado desse processo foi a formação das democracias modernas.
As diferentes classes e os diferentes grupos sociais lutam, entre outras coisas, para convencer a sociedade de que suas ideias representam o interesse de todos.
Maquiavel é considerado o fundador da Ciência Política e

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