INTRODUÇÃO À PESQUISA uniaselvi
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INTRODUÇÃO À PESQUISA uniaselvi


Disciplina<strong>metodoloia</strong>2 materiais
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INTRODUÇÃO À PESQUISA 
Alexandre
Daniela Pereira
Lívila
Nilson
Prof.José Edson Robalo Baxinski
Centro Universitário Leonardo da Vinci \u2013IERGS ZONA NORTE
Gestão de Recursos Humanos(EMD1019)-Seminário interdisciplinar: Introdução á Pesquisa
10/10/2018
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo caracterizar os principais pontos para apresentação dos trabalhos científicos para os cursos da UNIASSELVI. Um elemento obrigatório do trabalho científico e o primeiro item a ser visualizado é o resumo, que deve ser montado somente após o desenvolvimento do trabalho, pois explicita a essência do trabalho e das ideias do autor e é através deste que se motivará aos leitores a leitura do trabalho na íntegra. Os itens indispensáveis para compor o resumo são: o tema a ser tratado, os objetivos, as referências teóricas que apoiaram a construção do trabalho, a metodologia adotada, os resultados e as conclusões. Para esta etapa, portanto, deve-se construir um resumo de, no máximo, 250 palavras, composto de um único parágrafo, sem recuo na primeira linha. Use fonte Times New Roman, espacejamento simples, alinhado à esquerda, tamanho 12, itálico.
Palavras-chave: Artigo científico. Normatização. NBR-6022. 
1. INTRODUÇÃO
A introdução é a apresentação inicial do trabalho e possibilita uma visão global do assunto a ser tratado (contextualização), com definição clara do tema e dos limites do estudo do problema e dos objetivos a serem estudados. É uma etapa importante em que se deve esclarecer ao leitor sobre o que trata o texto. Segundo Perovano (2016, p. 57), \u201ca introdução da pesquisa corresponde ao alicerce, à porta de entrada, à vitrine de uma investigação científica, sendo considerada em alguns momentos o marketing de uma investigação científica\u201d.
A partir desta explanação este trabalho levanta o seguinte problema: como os cursos ofertados pela UNIASSELVI, focalizando-se em aspectos estruturais e de formatação de artigos científicos, podem instruir, de modo eficiente, a formatação dos trabalhos de seus acadêmicos no EAD?
Com base neste questionamento, este trabalho busca caracterizar os principais pontos para apresentação dos trabalhos científicos para os cursos da UNIASSELVI.
Para a construção da introdução, devem-se contemplar os seguintes itens: 
(1) escolha do tema: que consiste em anunciar sua ideia de forma precisa e evidenciar o assunto que será abordado. Na medida em que se descreve a ideia, deve-se procurar mostrar a importância da temática e do estudo a ser realizado; 
(2) problematização: consiste em definir o que será estudado, em que situação este conhecimento será aplicado. Trata-se do problema que você precisa resolver com esta pesquisa/trabalho. Quando possível, pode-se associar os conteúdos vistos em livros e artigos científicos com alguma aplicação prática que pode lhe auxiliar a resolver o problema proposto; 
(3) estabelecimento dos objetivos: selecione ao menos dois objetivos. Inicie com verbos abrangentes na forma infinitiva que indiquem ação (estudar, avaliar, mensurar, analisar); 
(4) indicação breve da metodologia para mencionar como você resolverá o problema proposto. Explicitar as fontes de pesquisa, o local da realização, o objeto de análise, quais são os passos utilizados para a realização do trabalho. Imagine que o leitor do seu trabalho queira repetir o seu experimento e você precisa descrever a ele o roteiro da realização da atividade (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2006).
A introdução, para os trabalhos da UNIASSELVI, poderá ser construída ocupando cerca de uma página do trabalho completo.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Etimologicamente, o termo ciência provém do verbo em latim Scire, que significa aprender, conhecer. Essa definição etimológica, entretanto, não é suficiente para diferenciar ciência de outras atividades também envolvidas com o aprendizado e o conhecimento. Segundo Trujillo Ferrari (1974), ciência é todo um conjunto de atitudes e de atividades racionais, dirigida ao sistemático conhecimento com objetivo limitado, capaz de ser submetido à verificação. Lakatos e Marconi (2007, p. 80) acrescentam que, além der ser \u201cuma sistematização de conhecimentos\u201d, ciência é \u201cum conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar.\u201d
Trujillo Ferrari (1974), por sua vez, considera que a ciência, no mundo de hoje, 
tem várias tarefas a cumprir, tais como:aumento e melhoria do conhecimento, descobertas de novos fatos ou fenômenos , aproveitamento espiritual do conhecimento na supressão de falsos milagres, mistérios e superstições,a proveitamento material do conhecimento visando à melhoria da condição de vida humana e estabelecimento de certo tipo de controle sobre a natureza. 
Demo (2000, p. 22), em contrapartida, acredita que \u201cno campo científico é sempre mais fácil apontarmos o que as coisas não são, razão pela qual podemos começar dizendo o que o conhecimento científico não é.\u201d Para o autor, apesar de não haver limites rígidos para tais conceitos, conhecimento científico: Primeiro,não é senso comum porque este se caracteriza pela aceitação não problematizada, muitas vezes crédula, do que afirmamos ou temos por válido. Disso não segue que o senso comum seja algo desprezível; muito ao contrário, é com ele, sobretudo, que organizamos nossa vida diária, mesmo porque seria impraticável comportarmo-nos apenas como a ciência recomenda, seja porque a ciência não tem recomendação para tudo, seja porque não podemos dominar cientificamente tudo. No entanto, conforme 
Demo (2000), o conhecimento científico representa a outra direção, por vezes 
vista como oposta, de derrubar o que temos por válido; mesmo assim, em 
todo conhecimento científico há sempre componentes do senso comum, na 
medida em que nele não conseguimos definir e controlar tudo cientificamente.
Segundo, não é sabedoria ou bom-senso \u2013porque estes apreciam componentes como convivência e intuição, além da prática historicamente comprovada em sentido moral.Terceiro, não é ideologia \u2013porque esta não tem como alvo central tratar a 
realidade, mas justificar posição política. Faz parte do conhecimento científico, 
porque todo ser humano, também o cientista, gesta-se em históriaconcreta,politicamente marcada.Diferencia-se porque, enquanto o conhecimento científico busca usar 
metodologias que \u2013 pelo menos na intenção \u2013 salvaguardam a captação 
da realidade, a ideologia dedica-se a produzir discurso marcado pela 
justificação. (DEMO, 2000, p. 24).Quarto, não é paradigma específico \u2013\u201ccomo se determinada corrente pudesse comparecer como única herdeira do conhecimento científico, muito embora lhe seja inerente essa tendência.\u201d (DEMO, 2000, p. 25). Com maior realismo, conhecimento científico é representado pela disputa dinâmica 
e interminável de paradigmas, que vão e voltam, somem e transformam-se. Com isso, podemos dizer que não é produto acabado, mas processo produtivo histórico, que não podemos identificar com métodos específicos, teorias datadas, escolas e culturas.
Apesar das diversas definições de ciência, seu conceito fica mais claro 
quando se analisam suas características, denominadas critérios de cientificidade.
TRUJILLO FERRARI, A. Metodologia da ciência. 3. ed. Rio de Janeiro: Kennedy, 1974
DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico
. São Paulo: Atlas, 2000
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. 5. reimp. São Paulo: Atlas, 2007