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Antagonistas dos receptores beta adrenérgicos

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ANTAGONISTAS DO RECEPTOR β-ADRENÉRGICO 
 
SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO 
• O sistema nervoso simpático possui como neurotransmissor principal a Adrenalina 
(epinefrina); 
• É o principal regulador da homeostase do organismo, ou seja, da constância do meio 
interno do organismo; 
• A cascata de reação para origem da adrenalina: 
 
• Sofre ação da MAO (monoaminoxidase) ou da COMT (catecol o-metiltransferase), 
respectivamente metabolismo de fase I e fase II; 
• Existem receptores Pré e Pós-sinápticos para o sistema nervoso simpático, gerando 
respostas biológicas distintas; 
• Existe um sistema de recaptação dos neurotransmissores na fenda sináptica, buscando 
evitar a superestimulação dos receptores; 
• Os receptores são divididos em dois grupos, os receptores α-adrenérgicos e os β-
adrenérgicos, sendo que ambos possuem subgrupos, sendo eles: α1-adrenégico, α2-
adrenérgico, β1-adrenérgico, β2-adrenérgico e β3-adrenérgico.] 
• Todos os receptores adrenérgicos são do tipo Receptor Proteína G; 
• A ação dos receptores adrenérgicos: 
o Depende de quem se liga aos receptores, podendo ser um agonista ou 
antagonista; 
o A resposta dos receptores depende de qual tecido estão localizados, podendo 
gerar estímulos excitatórios ou inibitórios. 
 
• Ao analisar os efeitos pressóricos dos receptores β-adrenérgicos, pode-se observar que 
β3 possui baixa atividade pressórica, mesmo sendo encontrado no coração, enquanto 
que β1-adrenérgico possui uma ação pressórica muito mais ativa que o receptor β2-
adrenérgico. 
 
 
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES β-ADRENÉRGICOS 
 
INDICAÇÕES DE USO 
I. Hipertensão Arterial; 
II. Cardiopatia Isquêmica 
III. Insuficiência Cardíaca Congestiva; 
IV. Alguns tipos de Arritmias Cardíacas. 
 
AÇÃO DOS ANTAGONISTAS β-ADRENÉRGICOS 
• Afetam a regulação da circulação devido diversos mecanismos de ação; 
• Diminuem a contratilidade miocárdica, a frequência e o débito cardíaco devido a ação 
do receptor β1-adrenérgico cardíaco, podendo haver envolvimento dos receptores β2 
e β3-adrenérgicos; 
• Os antagonistas β-adrenérgicos são populares, bem tolerados, com raros efeitos 
adversos graves, a administração crônica, eficazes para prolongarem a vida em 
pacientes com insuficiência cardíaca; 
 
VIA DE AÇÃO AGONISTA DOS EFEITOS CARDÍACOS 
• A adrenalina ao se ligar ao receptor β-adrenérgico, por meio do sistema proteína G, 
onde ativa a enzima adenilciclase (AC), onde transforma ATP em AMP cíclico, no qual, 
posteriormente se transforma em proteína quinases, além de, por meio de 
fosfodiesterases, produzir 5’AMP. 
• A adrenalina, ao ser liberado pelos neurônios pré-sinápticos, se encontrar noradrenalina 
(NE) ligada aos receptores adrenérgicos, possui capacidade química de causar 
deslocamento da noradrenalina, se ligando aos receptores. 
 
OUTROS MECANISMOS DE AÇÃO DOS RECEPTORES β-ADRENÉRGICOS 
• Causam liberação de renina pelas células justaglomerulares, quando estimulados os 
receptores β1 pelo sistema nervoso simpático sobre os rins; 
• O bloqueio do receptor β1 presente no complexo justaglomerular ocasiona: 
o REDUÇÃO na secreção de renina; 
o REDUÇÃO na produção de angiotensina II circulante, devido à ausência de 
renina. 
 
• Os receptores β-adrenérgicos pré-sinápticos aumentam a liberação de noradrenalina 
(NE) nos neurônios simpáticos, gerando uma infrarregulação positiva quando a NE 
atravessa a barreira hematoencefálica; 
• DIMINUIÇÃO das catecolaminas nas sinapses nervosas ocasionam alteração no controle 
nervoso simpático, gerando vasodilatação. 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES β-ADRENÉRGICOS 
 
PRIMEIRA GERAÇÃO, são fármacos não seletivos, tendo como representantes: 
I. NADOLOL 
II. PENBUTOLOL 
III. PINDOLOL 
IV. PROPRANOLOL 
V. TIMOLOL 
VI. SOTALOL 
VII. LEVOBUNOLOL 
VIII. METIPRANOLOL 
 
SEGUNDA GERAÇÃO, são fármacos com caráter seletivo para os receptores β1, tendo como 
representantes: 
I. ACETABULOL 
II. ATENOLOL 
III. BISOPROLOL 
IV. ESMOLOL 
V. METOPROLOL 
 
TERCEIRA GERAÇÃO, são fármacos que podem ser seletivos ao receptor β1, ou não seletivos. 
A. SELETIVOS AO RECEPTOR β1: 
I. BETAXOLOL 
II. CELIPROLOL 
III. NEBIVOLOL 
 
B. NÃO SELETIVOS: 
I. CARTEOLOL 
II. CARVEDILOL* 
III. BUCINDOLOL 
IV. LABETALOL* 
 
• Os fármacos de terceira geração causam bloqueio do receptor, além de desencadearem 
respostas extras. 
 
ATIVIDADE SIMPÁTICOMIMÉTICA INTRÍNSECA 
• É a propriedade de possuir agonismo parcial no receptor que o fármaco possui atividade 
de bloqueio, com isto, ocasionam: 
o Menor redução de frequência cardíaca; 
o Menor redução do débito cardíaco; 
o Menor redução da contratilidade miocárdica; 
o Menor redução da pressão arterial e da vasoconstrição; 
o Causam uma manutenção do tônus simpático basal. 
 
FÁRMACOS ABSORÇÃO MEIA-
VIDA 
ELIMINAÇÃO POLARIDADE ASI DOSES 
HABITUAIS 
(mg/dia) 
TEMPO 
DE 
AÇÃO 
FÁRMACOS 
SELETIVOS 
 
NADOLOL 30% 10 a 24 
horas 
Via Renal HIDROFÍLICO AUSENTE 80 a 240 24 hr 
PROPRANOLOL SUPERIOR A 
90% 
3 a 6 
horas 
Via Hepática LIPOFÍLICO AUSENTE 80 a 320 12 hr 
SOTALOL SUPERIOR A 
90% 
7 a 15 
horas 
Via Renal HIDROFÍLICO AUSENTE 80 24 hr 
PINDOLOL SUPERIOR A 
90% 
2 a 5 
horas 
Via Renal e 
Hepática 
LIPOFÍLICO PRESENTE 5 a 45 8 a 12 
hr 
FÁRMACOS 
NÃO SELETIVOS 
 
ATENOLOL 40 a 60% 5 a 7 
horas 
Via Renal HIDROFÍLICO AUSENTE 50 a 100 24 hr 
METOPROLOL SUPERIOR A 
90% 
3 a 4 
horas 
Via Hepática LIPOFÍLICO AUSENTE 50 a 200 12 hr 
ACEBUTALOL 70% 2 a 7 
horas 
Via Renal e 
Hepática 
HIDROFÍLICO PRESENTE 400 a 800 12 hr 
ASI é a Atividade Simpaticomimética Intrínseca. 
PINDOLOL é o fármaco com ASI de maior atividade, tendo USOS RECOMENDADOS em: Alto 
Risco de Hipotensão, Risco de Bradicardia, Pacientes com Insuficiência Vascular Periférica, 
diminuindo o risco de redução abrupta do retorno venoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROPRANOLOL 
FARMACOCINÉTICA 
• Possui absorção, por via oral, completa; 
• Apresenta metabolismo de primeira passagem hepático; 
• Apenas 25% da dose administrada alcança a circulação sistêmica, o uso junto com a 
alimentação causa aumento na biodisponibilidade; 
• Existe variação interpessoal na depuração pré-sistêmica (Farmacogenômica); 
• Exibe uma ampla faixa de doses terapêuticas iniciando em 80mg, e habitualmente, no 
uso crônico, varia entre 160 a 320mg; 
• Exibe remoção de dose via hepática em 90%, sendo que a porcentagem declina com o 
aumento da posologia devido a saturação enzimática; 
• Após o metabolismo de primeira passagem, o metabólito ativo 4-hidroxipropanolol 
possui ação antagonista β-adrenérgico, sendo metabolizado pelo CYP450-2D6; 
• É uma mistura racêmica, sendo que o isômero S(-)propranolol é a forma ativa, 
enquanto que a forma S(+)propranolol não possui atividade significativa, além da 
inibição na conversão de tiroxina em triiodotironina; 
• Apresenta um tempo de meia vida curto, de 3 a 6 horas (normalmente 4 horas), 
necessitando de duas administrações diárias para manutenção da ação anti-
hipertensiva; 
o Existe preparações de liberação prolongada, reduzindo administração diária 
para 1 vez ao dia. 
 
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES β-ADRENÉRGICOS DE 
TERCEIRA GERAÇÃO 
NÃO SELETIVOS SELETIVOS A β1-ADRENÉRGICOS 
CARVEDILOL BETAXOLOL 
LABETALOL CELIPROLOL 
BUCINDOLOL NEBIVOLOL 
CARTEOLOL ---------------------- 
 
• Possuem ação vasodilatadora; 
• Causam bloqueio dos receptores α1-adrenérgicos; 
• Causam aumento na produção de NO e de ação antioxidante;