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Complexo de Golgi RESUMO

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Paola Luiz Casteler 
 
COMPLEXO DE GOLGI 
 
 Conjunto de membranas, sem ribossomos ligados a ele 
 Toda proteína que é mandada para o Golgi, obrigatoriamente é sintetizada no RER 
o Promove alterações químicas nas proteínas, alterações muito complexas 
o Glicosilações complexas; adição de açúcar muito complexo 
o Alterações químicas, adição ou remoção de fosfatos 
o Modificações sequenciais 
Tráfego de vesículas e secreção na célula: 
Núcleo -> RER -> Golgi -> Membrana Celular 
 
 As células caliciformes não param de produzir muco, mas não entope a traqueia, pois 
tem células ciliares que empurram esse muco. A nicotina do cigarro paralisa o 
batimento ciliar, então o muco começa a se acumular e obstruir a respiração, 
causando a tosse 
 Golgi é dividido em face CIS e TRANS 
o A face CIS está voltada para o RER, onde chegam a maioria das vesículas vindas 
do RER 
o A face TRANS é onde sai a maioria das vesículas, pode ir para membrana, pode 
ir para outra organela 
FORMAÇÃO DE VESÍCULAS 
 Toda proteína que não for de citoplasma vai para ser produzida no RER. Portanto, 
proteínas não produzidas no RER são só proteínas citoplasmáticas 
 Proteínas que estão dentro de lisossomos, dentro do RER, do Golgi, vesículas que 
serão secretadas, proteínas inseridas na membrana, TODAS são sintetizadas pelo RER 
 Como as poteinas que foram produzidas no RER vão para outros lugares? Elas não 
ficam lá, é a região que são colocadas dentr de vesículas, por exemplo. O transporte é 
feito via transporte de vesículas. É possível formar uma vesícula que vai formar um 
lisossomo, ou que vai ser secretada, mas principalmente, as vesículas formadas no RER 
vão para o Golgi. Sofrem processamento e forma outra vesícula e vai pra outro lugar 
 O complexo de golgi possui vários compartimentos, e assim consegue organizar 
enzimas dentro dele. Agrupar enzimas que tem certa função em um compartimento, 
sofrer modificações e ir para outro compartimento antes de ser liberada. Muitas 
combinações possíveis. Por isso, o golgi consegue fazer muito mais modificações no 
RER 
 Toda vesícula é formada na mesma forma. 
o Primeiro: é selecionado o que a vesícula irá transportar. Para isso, tem 
receptores espalhados pelo RER e que são específicos, só se ligam a proteínas 
de interesse. 
 Proteína e receptor se ligaram, ou seja, já está definido o que a vesícula vai 
transportar. A proteína muda de conformação 
Paola Luiz Casteler 
 
 Outra proteína (ADAPTINA) se liga no receptor, e a partir disso, uma proteína de 
revestimento vai se ligar para externamente curvar a membrana. Vão se ligando várias 
dessas proteínas curvas até que encontre a outra, e destaque a vesícula. 
Para formar uma vesícula: 
1. Receptor 
2. Proteína transportadora 
3. Proteína de revestimento 
a. Clatrina, COP I e COP II 
Dependendo de onde for formada a vesícula, vai ter um revestimento 
 RER: COP I 
 Golgi: COP II 
 Endocitose, que saem do Golgi para M.P. ou lisossomos: CLATRINA 
 
 Se uma droga interferir na produção de COP II ou ADAPTINA não tem formação de 
vesículas 
 Se uma droga bloquear a produção de COP II irá interferir na produção de muco das 
células caliciformes, pois eles precisam ir do RER para o Golgi. O golgi vai parar seu 
funcionamento 
 Logo, depois que a vesícula forma, a proteína de revestimento se solta 
 
 Após as vesículas chegarem no Golgi, elas precisam se fusionar. Para isso, precisa 
haver a aproximação entre elas. As vesículas possuem uma proteína chamada SNARE, 
o local onde ela se fixa tem outro tipo de SNARE. 
 Uma SNARE interage com outra, uma começa a se torcer sobre a outra, assim a 
vesícula começa a se aproximar da membrana, até se fusionarem, liberando o 
conteúdo para dentro da organela. 
 2 tipos de SNARE: 
o SNARE CONSTITUTIVA: ligou elas, já torce e libera a secreção 
o SNARE CONTROLADA: ficam ligadas nas suas snares, mas sem torcer. Quando 
precisa, torce. SECREÇÃO CONTROLADA POR UM FATOR 
 Ex.: neurotransmissores, insulina... 
 Neurotransmissor: entrou cálcio na célula, ativa a SNARE, fusiona e o 
neurotransmissor é liberado 
 
 As vesículas vão saindo do RER e do Golgi e se fixando na M.P. assim, era o Golgi e o 
RER vai diminuindo e a membrana aumentando de espessura. Isso não acontece por 
causa do SISTEMA DE RECICLAGEM. 
 Após a vesícula se ligar e liberar secreção, a membrana dessa vesícula – com 
receptores e SNAREs utilizados – forma uma vesícula vazia que volta a fazer parte do 
Golgi 
o Secreção de insulina: vesículas pequenas 
o Secreção de muco: vesículas grandes 
Paola Luiz Casteler 
 
 Se olhar e ver que saem vesículas grandes, da para pressupor que é uma secreção 
constitutiva, que saem vesículas pequenas tá secretando algo controlado, tá liberando 
aos pouquinhos. 
 
MITOCÔNDRIA: não possui sistema de endereçamento, portanto não consegue receber 
nenhuma vesícula 
 Para uma vesícula se ligar precisa de sistema de endereçamento 
 Golgi realiza modificações pós-tradicionais, normalmente glicosilações 
Face CIS: voltada para o RER, onde chegam vesículas 
Face TRANS: voltada para a membrana, onde saem as vesículas 
 
 Glicosilações simples podem ser realizadas no RER. Pode sair uma glicoproteína do 
RER, mas vai ser uma glicoproteína simples. Maiores modificações que o Golgi faz. 
 Glicoproteína é uma proteína com uma cadeia de açúcar ligada nela. Pode ser simples 
ou complexo, não importa. As proteínas que tem cadeias complexas e muito longas de 
açúcar ligadas são chamadas de PROTEOGLICANOS 
o Portanto, proteoglicano é um grupo dentro da glicoproteína.