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Arritmias e valvulopatias

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São descritos 3 feixes de condução preferencial do estímulo elétrico do nó sinusal para o nó atrioventricular (AV): Anterior (faz conexão com o átrio esquerdo através do feixe inter-atrial de Bachmann), Médio, Posterior;
Nó atrioventricular: Localiza-se abaixo do endocárdio do AD, próximo ao folheto septal da válvula tricúspide, anterior ao óstio do seio coronário;
- A artéria que irriga o nó AV em geral origina-se da artéria coronária direita;
- O nó AV pode ser dividido em 4 segmentos: Transicional, Compacto,Porções penetrantes ,Ramificadas do feixe de His 
- A região entre o óstio do seio coronário e a borda posterior do nó AV é ricamente suprida por gânglios colinérgicos. 
- Os quimiorreceptores retronodais podem deflagrar reflexos vagais durante isquemia da parede anterior do coração. Esses reflexos podem causas bradicardia, vasodilatação periférica, náuseas, sudorese e salivação
Sistema His-Purkinje: O feixe de His é uma estrutura espessa que emerge da borda ântero-inferior do nó AV.
- Penetra no corpo fibroso central e progride para a crista do septo interventricular muscular, onde se divide nos ramos esquerdo e direito. 
- Este é suprido com sangue das artérias coronárias descendentes anterior e posterior, sendo necessária uma doença coronariana arterial extensa para causar lesão isquêmica nessa região 
O ramo esquerdo percorre as regiões abaixo da cúspide não-coronariana da válvula aórtica e abaixo do lado esquerdo do septo interventricular. Primeiramente, conecta-se com o miocárdio do septo, próximo aos músculos papilares, causando ativação precoce dessa região
O ramo direito emerge do feixe de His e progride pelo lado direito do septo interventricular. Suas principais conexões são com o miocárdio ventricular, próximo à base do musculo papilar anterior
Impulso elétrico:
Nó SA: dispara espontaneamente e uma onda de despolarização começa a se espalhar para fora pelo miocárdio atrial. 
- A despolarização das células miocárdicas atriais resulta em contração atrial ONDA P(registro da disseminação da despolarização pelo miocárdio atrial do início ao fim. Pequeno curto de atividade elétrica que dura uma fração de um segundo)
- Como o nó SA está localizado no átrio direito, esse começa a se despolarizar do átrio esquerdo e também termina mais cedo. Portanto, a primeira parte da onda P representa, predominantemente, a despolarização do átrio direito e a segunda parte representa a despolarização do átrio esquerdo
- Quando a despolarização atrial está completa, o ECG se torna eletricamente silencioso
Condução átrios/ventrículos:
- A onda de despolarização tendo completado sua jornada pelos átrios, é impedida de se comunicar com os ventrículos pelas válvulas cardíacas que separam os átrios dos ventrículos. 
- A condução elétrica deve ser canalizada pelo septo intraventricular (parede que separa os ventrículos direito e esquerdo). Aqui, uma estrutura chamada nó atrioventricular (AV) diminui a velocidade de condução para um rastejo. Essa pausa dura apenas uma fração de um segundo
- Esse retardo fisiológico na condução é essencial para permitir que os átrios terminem a sua contração antes que os ventrículos comecem a se contrair;
Ventrículos:
- Após cerca de um décimo de segundo, a onda de despolarização escapa do nó AV e é disseminada rapidamente para os ventrículos por meio de células especializadas do tecido de condução elétrica
- Esse sistema de condução ventricular consiste em três partes: Feixe de His, Ramos do feixe, Fibras de Purkinje
- Feixe de His: emerge do nó AV e quase imediatamente se divide em ramo direito e ramo esquerdo. O ramo direito leva a corrente para baixo pelo lado direito do septo interventricular até o ápice do ventrículo direito. O ramo esquerdo se divide em três fascículos: 
Fascículo septal: despolariza o septo interventricular em uma direção esquerda-direita
Fascículo anterior: corre pela superfície anterior do ventrículo esquerdo 
Fascículo posterior: cobre a superfície posterior do ventrículo esquerdo 
- Fibras de Purkinje: fornecem a corrente elétrica para o miocárdio ventricular 
- A despolarização do miocárdio ventricular produz a contração ventricular. É marcada pelo complexo QRS. A amplitude do complexo QRS é muito maior do que a da onda P porque os ventrículos têm muito mais massa muscular do que os átrios
- Repolarização: Após as células miocárdicas se despolarizarem, passam por um curto período refratário durante o qual elas são resistentes a outra estimulação. Elas, então, se repolarizam
ELETROFISIOLOGIA CELULAR CARDÍACA:
- Excitabilidade celular:
- A célula cardíaca comum, em situação basal, apresenta diferença de potencial entre o interior e o exterior da célula de -90mV. Esse potencial é denominado de potencial de repouso transmembrana ou potencial de repouso diastólico. O potencial de repouso é determinado, fundamentalmente, pelas [ ]s intracelulares de K+;
- A excitabilidade celular consiste na capacidade apresentada por todas as células cardíacas em responder frente a um estímulo de intensidade suficiente (elétrico, químico ou mecânico), com alteração, de maneira transitória, na relação intra/extracelular de cargas elétricas
Quando o estímulo celular alcança uma amplitude crítica, origina-se uma intensa alteração no potencial transmembrana, desencadeando:
Fase rápida (fase 0):
Potencial positivo (fase 1):
Fase 2 ou platô: 
Descenso (fase 3): 
Potencial de repouso (fase 4)
FASE 0 (fase rápida): Despolarização da célula miocárdica. Essa fase começa quando o estímulo proveniente do nó sinusal é transmitido célula a célula. 
Na PARA DENTRO. Isso deixa o interior da célula menos negativo. Ao atingir cerca de -70mV, todos os rápidos canais de sódio se abrem e mais íons Na+ entram. Isto eleva ainda mais a polaridade da membrana, até atingir entre +20 a +30mV. Então os canais de sódio se fecham até a polaridade voltar para -90mV. 
 ECG: corresponde à onda R (ou complexo QRS) 
A célula começa a se repolarizar, preparando a célula para o próximo estímulo. A repolarização corresponde às fases 1,2 e 3.
FASE 1 (potencial positivo): ocorre logo após o fechamento brusco dos canais rápidos de sódio. 
K PARA FORA. Isso diminui o potencial de +20mV para 0mV. 
 ECG: Ponto J (final do complexo QRS e início do segmento ST)
FASE 2 (platô): onde ocorre um platô. O potencial elétrico se mantem em 0mV. Ocorrem, simultaneamente, dois fenômenos opostos. Durante toda essa fase a célula permanece em estado de contração. Permanece em período refratário absoluto, ou seja, não pode ser despolarizada por estímulo externo. 
Ca PARA DENTRO. Isso é responsável pelo mecanismo de contração da célula muscular. 
K PARA FORA
 ECG: Segmento ST
FASE 3 (Descenso): fase de repolarização rápida. Durante esta fase, o potencial elétrico se torna cada vez mais negativo, até atingir -90mV. 
FECHAMENTO CANAIS DE Ca
K PARA FORA
 ECG: onda T
FASE 4: fase de repouso. O potencial da membrana se mantem em torno de -90mV e se mantem assim até receber um novo estímulo externo. 
 ECG: Segmento ST
Refratariedade celular:
- Durante a fase 2 do potencial de ação transmembrana, as células cardíacas se encontram inexcitáveis, qualquer que seja a intensidade do estímulo aplicado. Essa fase denomina-se período refratário absoluto (PRA) 
- Durante a fase de repouso (fase 4), a célula pode ser excitada e, geralmente, a amplitude do impulso necessária para ativá-la é estável 
- Na fase 3, a célula está recuperando a sua excitabilidade e, assim, precise da uma intensidade de estimulação superior à necessária na fase 4. Essa fase denomina-se período refratário relativo (PRR)
Automatismo:
- O automatismo normal consiste na propriedade de auto-excitação rítmica, apresentada por células especializadas do coração. As células que possuem esta propriedade são as células marca-passo do nó sinusal e de focos subsidiários do coração 
- Esses marca-passos subsidiários encontram-se fundamentalmente situados ao longo da crista terimnalis, na