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APORTES
INTRODUÇÃO À PRÁTICA CLÍNICA
Existem estereótipos sobre a expectativa inicial da atuação do psicólogo na clínica, como todo psicólogo usar jaleco, o problema ser sempre a mãe e ser necessária loucuras para que se faça uma psicoterapia.
Além do estereótipo da imagem do psicólogo, há confusões acerca de como se deve agir durante uma análise. Responder todas as perguntas do cliente, bem como trabalhar demais comprometem o processo psicoterapêutico. As mentiras contadas ao paciente – ou tentar resolve algo que não está no poder do analista, contribuem para a quebra de confiança entre psicólogo-cliente. Outros erros clássicos – porém totalmente errôneos, são os conselhos dados durante a consulta e criar uma relação de amizade com os clientes, podendo gerar uma suposição/inferência de entendimento sobre os sentimentos/perspectivas do cliente para determinada situação de sua vida. Um dos erros mais graves feitos em um setting terapêutico é o de rotulagem dos clientes e de suas situações vividas, pois define a vida e vivencias do paciente a partir de um rótulo.
Deixando os estereótipos de lado, a atuação do psicólogo deve estritamente profissional, porém acolhedora e de suporte. Imaginar o cliente como um quarto escuro e o psicólogo como uma lanterna facilita no entendimento da dinâmica “cliente conduz seu caminho com o suporte do psicólogo”. Com essa dinâmica, o paciente adquire uma nova perspectiva sobre determinada experiencia por si próprio, podendo ressignifica-lá.
Os medos sobre o desempenho de um estudante de psicologia como por exemplo não ser bom o suficiente para atuar clinicamente ou não ser capaz de entender o cliente durante a intervenção ou não ser acolhedor o suficiente – gerando um medo de perder o cliente. O medo de preconceitos vindos de outros terapeutas também causa certa apreensão.
INTERVENÇÃO
PROBLEMAS ÉTICOS E LEGAIS
Durante a intervenção, os alunos terão supervisores responsáveis como superiores imediatos, sendo eles responsáveis éticos e legais do aluno. O supervisor tem o dever de guiar o psicólogo em formação para que não cometa atos antiéticos, como quebra de confidencialidade por exemplo – e quando se deve quebra-lo. Para um melhor entendimento da sessão, os supervisores orientam os psicólogos em formação para que transcrevam as sessões, para que possam debater abordagens ou corrigir falhas – caso a orientação seja de gravação do áudio das sessões, o cliente deverá ser notificado sobre a gravação e deverá assinar um termo de consentimento.
O RAPPORT
O rapport ocorre nos primeiros momentos de contato entre psicólogo-paciente. Essa técnica permite a criação de um link empático para com o cliente, permitindo – quando efetuado com sucesso, uma comunicação com menor resistência.
Um dos exemplos de rapport seria o cumprimento inicial – sendo o aperto de mãos um cumprimento padrão. A partir do aperto de mão, o cliente guiará sutilmente para o que se procede (se irá abraçar ou beijar no rosto como continuação do cumprimento ou soltará as mãos, deixando subentendido que o cumprimento já fora efetuado). A evolução do cumprimento ( aperto de mãos -> abraço -> beijo no rosto, por exemplo) permite entender em qual nível de intimidade o cliente tem com seu psicólogo.
A apresentação profissional faz parte do rapport por ser parte da criação do vínculo entre o cliente e o psicoterapeuta. Essa apresentação profissional se reflete na postura (física e profissional) do psicólogo e no ambiente preparado para a psicoterapia. Para se adaptar a postura necessária, o psicólogo deve detectar sua ansiedade e lidar com ela, sem leva-la ao setting. Outro ponto importante é que o psicólogo deve-se entender o cliente. Esse entendimento ocorre através de triagens (entender o porque ele está ali) e de questionários. Saber dados importantes do cliente (como seu nome) facilita a conexão durante a etapa inicial.