A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
41 pág.
Metodologia e prática do ensino de Matemática e Ciências - Unidade III

Pré-visualização | Página 1 de 8

154
Unidade III
Re
vi
sã
o:
 L
uc
as
 -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: F
ab
io
 -
 2
9/
05
/1
2
Unidade III
7 EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS PARA VOCÊ FAZER COM SEUS ALUNOS
Exemplos práticos de experiências realizadas pela professora Renata Amadeo em classes do primeiro 
ciclo do Ensino Fundamental segundo o seu próprio relato.
7.1 Área temática “corpo humano”
7.1.1 Olhos
Apresentação
Você já reparou na maneira como nós enxergamos as coisas?
Se o ambiente está escuro, não conseguimos visualizar detalhes ou as cores como elas realmente 
são. Entretanto, se o ambiente está muito claro, nossa visão também fica dificultada. Por quê?
Nossos olhos são formados por três partes, as quais conseguimos observar externamente: a 
esclerótica (a parte branca), a íris (a parte colorida) e a pupila (parte preta). A pupila é a grande aliada 
da visão, pois é por meio dela que se dá a entrada da luz, que sensibiliza o nervo ótico, e leva a imagem 
para o nosso cérebro.
Materiais
• ambiente escuro;
• uma lanterna para cada dupla.
Descrição do experimento
Separe seus alunos em duplas e dê a eles uma lanterna.
Num ambiente escuro, cada aluno deverá observar os olhos da sua dupla e perceber se a pupila 
está ou não dilatada. Em seguida, acenda a lanterna, mas tome o devido cuidado de nunca direcionar 
a luz diretamente nos olhos de outra pessoa, pois isso pode machucar. A intenção é apenas deixar o 
ambiente um pouco mais claro para que os alunos percebam, por observação, a contração que a pupila 
faz na presença de luz, ficando com o diâmetro um pouco menor em relação à primeira observação, no 
ambiente escuro.
155
Re
vi
sã
o:
 L
uc
as
 -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: F
ab
io
 -
 2
9/
05
/1
2
METODOLOGIA E PRÁTICA DO ENSINO DA MATEMÁTICA E CIÊNCIAS
Conclusão
Os nossos olhos foram feitos para enxergar tanto em ambientes claros quando em ambientes escuros. 
Assim, a pupila aumenta de tamanho quando precisa captar mais luz e diminui de tamanho quando 
existe muita luz no ambiente. 
Uma dica importante é nunca olhar diretamente para a luz solar, pois não temos proteção suficiente 
para todos os tipos de raios emanados pelo sol.
7.1.2 Dentes
Apresentação
Estar banguela é temporário? Você já reparou que seus dentes têm formatos diferentes?
Quando você quer morder um pedaço de uma maçã, quais dentes você utiliza? Os da frente, 
chamados de incisivos. 
Quando você quer rasgar um sache de ketchup ou mostarda, quais dentes você utiliza? Aqueles 
pontudos, chamados caninos.
E quando você vai mastigar um sanduiche ou uma porção de arroz e feijão? Quais você utiliza? Os 
do fundo, chamados molares e pré-molares.
Materiais
• bolacha água e sal;
• água;
• prego;
• papel toalha molhado;
• pistilo ou colher;
• espátula ou colher;
• potinho de metal ou plástico (para que não quebre).
Descrição do experimento
Vamos fazer uma simulação do funcionamento de nossos dentes ao mastigarmos a comida até que 
vire bolo alimentar. Cada grupo pode fazer o experimento com um kit para que os alunos sintam como 
os dentes trabalham.
156
Unidade III
Re
vi
sã
o:
 L
uc
as
 -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: F
ab
io
 -
 2
9/
05
/1
2
Primeiramente, vamos usar os dentes da frente, os incisivos. Com a bolacha inteira e a colher ou 
espátula, apertemos com a parte mais fina até que a bolacha quebre ou seja “mordida”: usamos esses 
dentes para partir os alimentos em pedaços menores que caibam na nossa boca.
Para simular os caninos, vamos usar o prego e rasgar o papel molhado, que estará em cima da mesa, 
com a pontinha do prego: usamos esses dentes para rasgar os alimentos mais duros.
Para simular como os molares e os pré-molares são usados para amassar e triturar os alimentos, agora 
vamos amassar a mesma bolacha com a parte convexa da colher e, ao mesmo tempo, ir misturando um 
pouco de água até que fique uma papa, que será a simulação do bolo alimentar.
Conclusão
A mastigação é uma etapa muito importante para a nossa digestão, pois com os alimentos partidos 
em pedaços cada vez menores o sistema digestório funciona de modo mais eficiente. 
Uma atenção especial deve ser dada aos chicletes: quando mantemos a mastigação do chiclete, nosso 
corpo vai se preparando para receber uma quantidade de alimento que não virá, pois nada engolimos. 
Com isso, é possível gerar dor de estômago.
7.1.3 Tato
Apresentação
 
O corpo humano é dotado de cinco sentidos: 
• Tato: permite sentir o mundo exterior por meio da pele. 
• Paladar: permite sentir sabores e gostos por meio da língua. 
• Olfato: permite sentir odores por meio do nariz. 
• Audição: permite ouvir o mundo exterior por meio dos ouvidos. 
• Visão: permite visualizar o mundo por meio dos olhos. 
Nesta experiência vamos estudar mais sobre o tato.
Você consegue distinguir qual o objeto que está em suas mãos utilizando apenas o sentido do tato? 
Materiais
• objetos do experimento que serão tateados, como sapato, bolinha de tênis, colher, rolha, 
corrente, copo de plástico, copo de metal etc.;
• vendas, ou tecido.
157
Re
vi
sã
o:
 L
uc
as
 -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: F
ab
io
 -
 2
9/
05
/1
2
METODOLOGIA E PRÁTICA DO ENSINO DA MATEMÁTICA E CIÊNCIAS
Descrição do experimento
Organize a classe em uma roda e dê a cada um dos alunos uma venda para garantir que eles fiquem 
de olhos fechados. Combine por qual lado os materiais serão passados ao colega do lado. É preciso 
encostar o objeto no amigo no momento da passagem, pois aí está o objetivo do experimento: como 
ninguém está vendo, é uma maneira de saber se há uma nova sensação tátil.
Somente após dar início à passagem dos objetos é que começamos a prestar atenção se existe algum 
material que foi perdido no caminho. 
Quando todos os materiais forem utilizados, guarde-os numa caixa e peça aos alunos que tirem as 
vendas. Pela memória, peça que eles identifiquem o que foi passado e que depois justifiquem como foi 
o processo pelo qual eles descobriram de qual objeto se tratava.
Conclusão
Os alunos devem levantar suas justificativas em relação à forma, temperatura, maleabilidade, textura, 
peso, entre outras características, para distinguir qual era o objeto em questão. 
Por exemplo: qual a diferença entre o copo de metal e o copo de plástico? Algumas das justificativas 
poderiam ser a maleabilidade maior no copo de plástico, a sensação térmica mais gelada no copo de 
metal, entre outras.
7.2 Área temática “seres vivos”: plantas e animais
7.2.1 Classificações: pena, pelo, escamas
Apresentação
Por que ficamos arrepiados quando sentimos frio? Qual a roupa que os animais usam? Pelos, penas 
ou escamas e outros revestimentos são o que cobre os animais. 
Materiais
• figura de animais diversos;
• placas com os escritos: penas, pelos, ou escamas.
Descrição do experimento
 
O objetivo deste experimento é ajudar os alunos a separar os animais em suas espécies a partir 
de suas características peculiares: mamíferos possuem pelos, peixes têm escamas e aves têm 
penas. 
158
Unidade III
Re
vi
sã
o:
 L
uc
as
 -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: F
ab
io
 -
 2
9/
05
/1
2
Além de apontar as diferenças entre eles, podemos realizar esta atividade de diversas maneiras. 
No entanto, você verá que o modo que mais anima as crianças será o experimento na forma de 
jogo.
Ao mostrar uma foto por vez, as crianças escolhem qual placa levantar. Pode-se também mostrar 
várias figuras para que elas as separem conforme o tipo de cobertura de cada animal.
Após o experimento, seria interessante trazer para a aula textos informativos ou um filme que 
explique o porquê de os animais ficarem arrepiados. Pode ser que algum aluno já tenha visto