2015 Apostila de Estetica e Historia da Arte
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2015 Apostila de Estetica e Historia da Arte


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usadas ainda hoje como o símbolo do teatro. As tragédias retratavam as sagas de heróis e suas relações com os deuses de forma didática, visando instruir os cidadãos da polis no exemplo a ser ou não seguido. O espectador encherga no herói trágico a sua própria dor, servindo esta como um alerta para não cair no mesmo erro que ele. As comédias, por sua vez, tratavam de temas coloquiais e visavam na maioria das vezes o entretenimento.
Aristófanes é considerado como sendo o maior representante da comédia grega clássica. Os principais dramaturgos de tragédias deste período foram:
- Ésquilo, autor de \u201cPrometeu Acorrentado\u201d. - Sófocles, autor de \u201cÉdipo Rei\u201d. - Eurípedes, autor de \u201cAs Troianas\u201d.

Figura 17 Teatro de Dionísio em reconstituição do século XIX.

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:DionysiusTheater.jpg. Acessado em: 23/05/2012

No tocante à arquitetura, o teatro grego era uma estrutura construída em lugares abertos e que possuíam uma parte dedicada à encenação dos atores, outra dedicada ao coro e uma terceira aos espectadores. Mas estruturalmente, o que realmente chamou a atenção dos homens no transcorrer dos séculos foram os templos gregos.
Talvez a característica mais importante dos templos gregos seja a simetria, simbolizando o equilíbrio e a racionalidade de seu povo. Três degraus constituíam a base do templo, sendo o mais elevado deles chamado de estilóbata . Era sobre este último que se erguiam as colunasque sustentavam um entablamento horizontal.
As construções gregas obedecem a um sistema arquitetônico dotado de elementos previamente definidos que, ao relacionar-se entre si, conferem harmonia, unidade e proporção à obra. A estes sistemas dão se o nome de \u201cordens\u201d.
Figura: Concepção artística de 1891 do Partenon.

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:ParthenonRekonstruktion.jpg. Acessado em: 25/05/2012

O Partenon foi construído no estilo dórico, mas muitos outros templos utilizaram o estilo jônico. Ao compararmos um estilo ao outro perceberemos que as colunas do templo jônico são muito menos robustas e fortes. São como suportes delgados e a cabeça da coluna deixou de ser uma simples almofada sem enfeites para se tornar ricamente decorada com espirais. Através da combinação destes recursos consegue-se um resultado de extrema graça e suavidade. A arte grega da pintura chegou até nós por meio da cerâmica. Seus vasos possuíam uma função utilitária, além da ritualística. Razão pela qual possuem diversos formatos condizentes com as funções a que serviam. Em geral, as pinturas dos vasos representavam pessoas comuns em atividades cotidianas, mas também, cenas da mitologia. Em razão das características gerais, podemos dividir a pintura grega em três grupos, que são as figuras negras sobre o fundo vermelho, as figuras vermelhas sobre o fundo negro e as figuras vermelhas sobre o fundo branco.

 Figura : Exemplo de pintura vermelha sobre fundo negro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Chryses_Agamemnon_Louvre_K1.jpg. Acessado em: 27/05/2012
As esculturas gregas, por sua vez, representam o apogeu da técnica, atingindo no equilíbrio, a perfeição das formas e a idéia de movimento. No princípio, a estatuária grega era rígida como a egípcia, mas com o passar do tempo, seus escultores foram incorporando os êxitos obtidos através de muitos estudos e tentativas até alcançar o que muitos consideram ser insuperável.Um dos maiores exemplos da escultura grega está no discóbolo, ou arremessador de discos. Nele, a harmonia da composição é dada pelo encontro de dois segmentos de linha curva. Uma que se inicia no disco e alcança o pé esquerdo da estátua e outra que começa neste mesmo pé e vai até a cabeça, passando pelas costas do atleta. Este encontro de curvas transmite a idéia de movimento, sem sacrificar a leveza e a harmonia. O próprio rosto da estátua permanece impassível, como se não estivesse realizando nenhum esforço, o que reforça a idéia de leveza.
 Figura 23: Réplica de um Discóbolo.

Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Discobolus_icon.png?uselang=pt-br. Acessado em: 12/05/2012

Após a morte de Alexandre Magno, em 323 a.C., iniciou-se um período conhecido como helenístico, que irá durar até a anexação do mundo grego por Roma em 146 a.C.. Caracterizou-se pela junção da cultura grega com a cultura oriental. Durante um primeiro momento, prevaleceram os ideais racionalistas gregos, porém, estes foram fortemente influenciados pelas doutrinas orientais. Apesar dos avanços na matemática, na medicina e na astronomia, a filosofia e a arte passaram a sucumbir diante de um misticismo e cepticismo crescente.
Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas possuíam um temperamento completamente diferente. Eram um povo mais voltado para o êxito de suas conquistas militares e econômicas do que para a inclinação intelectual ou científica. Foi somente a partir do governo de Otaviano, iniciado em 27 a.C., que a arte romana assumiu o caráter especial de expressão da vida nacional. Antes disto, praticamente toda a arte romana era importada ou copiada do mundo helenístico.
Durante muito tempo, Roma foi abastecida com carregamentos de estátuas, colunas de mármore e relevos, oriundos dos saques da Grécia e da Ásia Menor. Este espólio servia para decorar as casas dos poderosos, esgotando rapidamente e gerando uma demanda que fomentou a produção de muitas cópias. Daí a pouca originalidade da arte romana. Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito nos retratos.
 Figura : Busto de mármore de Marco Antônio

Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/File:MarkAntony1.jpg. Acessado em: 23/05/2012

Além dos gregos, os romanos sofreram uma forte influência dos etruscos, de quem herdaram o uso do arco e da abóbada nas construções. Com efeito, será na arquitetura que os romanos irão se destacar. Este povo construiu grandes obras públicas visando atender aos vários aspectos de suas vidas, como templos religiosos, basílicas para a prática do comércio e do civismo, termas para sua higiene, além de circos, teatros, casas, entre outros.
Como características gerais, a arquitetura romana possuía o senso de realismo, ou seja,a busca do útil imediato, daí sua inclinação para o urbanismo. Através da grandeza material, buscava realçar a ideia de força, energia e virilidade. É patente o predomínio do caráter sobre a beleza. Talvez o maior símbolo arquitetônico deste período seja o Coliseu, construído entre 68 e 79 depois de Cristo.

 Figura :Desenho do Coliseu, em Roma, feito em 1891[15].

Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:ColosseumRoma.jpg. Acessado em: 13/05/2012

Assim como aconteceu com a civilização grega, os romanos, no crepúsculo de sua civilização, assistiram ao fortalecimento do misticismo e do pessimismo. Em meio a uma realidade insuportável, o homem perde o interesse nas realizações terrenas e volta desesperadamente suas atenções para uma vida após a morte. Isto se deve em grande parte à influência das religiões orientais e, principalmente,do cristianismo.

2.3 IDADE MÉDIA
Três novas culturas surgem na Europa após o fim do Império Romano. A civilização bizantina, a civilização islâmica e os reinos da Europa ocidental. Os períodos relativos à história dessas três civilizações se sobrepõem parcialmente.

2.3.1 Arte bizantina