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2015 Apostila de Estetica e Historia da Arte

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contribuição. Aqueles que desejarem aprender mais sobre a Idade Média encontrarão uma boa guarida na obra de Hilrio Franco Junior, chamada “AIdade Média, Nascimento do Ocidente”. Nela encontramos informações seguras e precisas sobre todo este ultimo período estudado. Outros importantes autores são Gombrich, R. H. A historia da Arte. Tradução de Alvaro Cabral, Rio de Janeiro: LTC 199, Strickland, Carol; Boswell, John. Arte Comerciada: Pré-Hisória ao Pós-Moderno. Trad. Angela lobo de Andrade. 2 ed. Rio de Janeiro; Ediouro 1999, Baumgart, F. Breve História da Arte São paulo: martins Fontes, s.d. Estes e outros autores encontram-se a disposição na Biblioteca da Unipar.
A ARTE MEDIEVAL
INTRODUÇÃO
	Após séculos de glórias e conquistas territoriais o Império Romano, começa a apresentar sinais de crise no século III d.C. Sua enorme extensão territorial dificultava a administração e controle militar (defesa).Com o fim das guerras de conquistas diminuíram a entrada de escravos, e com menos mão-de-obra ocorreu uma forte queda na produção de alimentos gerando a diminuição de impostos. Conflitos entre os patricios e plebeus ocasionaram a instabilidade politica em todo Império Romano. O crescimento do cristianismo que contestava as bases políticas do império (guerra, escravidão, domínio sobre os povos conquistados) e religiosas (politeísmo e culto divino do imperador) ganhou força durante esse periodo. O aumento da corrupção no centro do império (Roma) e em suas províncias enfraqueceram seus exercitos e as fronteiras do Império ficaram desprotegidas, facilitando assim a invasão dos povos bárbaros germânicos no século V.
	No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média. Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. 
Podemos destacar como exemplos deste legado: 
O Direito Romano;
Técnicas de arquitetura;
Línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano);
Técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.
	A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente. Essa época estende-se até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano. A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada.Prevaleceu na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. 
	O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Todo os poderes jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).
	A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).
	A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.
	Durante a Idade Média (século V ao XV), a arte europeia foi marcada por uma forte influência da Igreja Católica. Logo, a arte medieval também foi influenciada pelo clero católico.
	A arte medieval pode ser dividida em três períodos distintos:
Período Cristão
Período Românico
Período Gótico 
PERÍODO CRISTÃO – (200 - 900 d.C)
	Marca o início do cristianismo e obedecem praticamente os mesmos padrões da Arte Bizantina.
	
Suas principais caracteristicas são:
Surgimento de símbolos para aceitação do cristianismo;
Criação de templos para cultos católicos;
Pintura reflexo de cópia bizantina, resumindo-se à mosaicos e afrescos;
Simples e tosca;
Arte catacumbária (catacumbas).
Nesse período ocorre uma mudança de pensamento com as seguintes características:
Foco: a salvação e a vida eterna;
Desaparecimento pela representação realista do mundo;
Os nus foram proibidos: os ideais greco-romanos desapareceram;
Os artistas medievais se interessavam pela alma dispostos a iniciar uma conversão de novos fiéis nos dogmas da Igreja;
A arte se tornou serva da Igreja;
Os teólogos acreditavam que os cristãos aprenderiam a apreciar a beleza divina através da beleza material, no que resultou numa profusão de mosaicos, pinturas e esculturas.
Na arquitetura forma de construções mais arejadas, mais leves: discretos no exterior mas refulgentes com mosaicos, afrescos e vitrais espiritualmente no interior.
A arte medieval se compõe em três estilos: bizantino, romanico e gótico.
A ARTE BIZANTINA
	Em 330, antes da divisão do Império Romano, o imperador Constantino transferiu a capital do ocidente para o oriente. Após a divisão do Império Romano enquanto no ocidente as cidades desapareciam, o Império Bizantino manteve-se predominantemente urbano. Atingindo sua máxima extensão no reinado de Justiniano (527-565). A arte tinha um objetivo: expressar a autoridade absoluta do imperador, considerado sagrado, representante de Deus e com poderes temporais e espirituais.
 
 Imperador Justiniano
	A arte bizantina foi uma mistura de influências helênicas, romanas, persas, armênias e de varias fontes orientais, sendo assim preservada a cultura clássica greco-romana. Com essa mistura de etnias, foi possível associar todas as partes da cultura bizantina: como o idioma grego, a religião cristã, o direito romano, o gosto pelo requinte oriental, a arquitetura de inspiração persa entre outros, formando assim um novo estilo de arte, rico na técnica e na cor.
	Na maioria das vezes com relação à igreja cristã, o objetivo principal da arte bizantina foi representar por meio da arte a supremacia do espiritual sobre o material, da essência sobre a forma, e a elevação da contemplação das coisas espirituais conseqüência dessa proposição. Podemos afirmar então que a arte bizantina está dirigida pela religião. O clero também organizava a arte, fazendo com que os artistas fossem meros executores de suas obras.
	O imperador não só tinha poderes administrativos e espirituais, mas era também considerado o representante de Deus. Assim os artistas faziam a imagem dele com uma auréola sobre a cabeça, muito encontrado em mosaicos, onde imperador e imperatriz na maioria das vezes encontravam-se ao lado da Virgem Maria e o Menino Jesus.
	
	A aparência grandiosa das figuras frontais, fortalecidas nas obras da arte bizantina, deu lugar a obras que além de se manter solenes e majestosas, eram mais vivazes e variadas.Foi da arte bizantina que surgiu os modelos para toda a Idade Média. Nela também surgiu, pela primeira vez, representações das côrtes angelicais. Dentro dos