parte geral direito civil
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ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DE DIREITO PRIVADO
AULA 02
TEORIA GERAL DO DIREITO CIVIL
- Negócio Jurídico \u2013
Questão 01 \u2013 A respeito da Escala Ponteana, assinale a opção CORRETA:
a) ( ) As análises dos planos da existência, validade e eficácia podem ser feitas de forma independente, sem que haja uma ordem sequencial entre eles.
b) ( ) No plano da existência, se analisa a compatibilidade do negócio jurídico com o ordenamento.
c) ( ) No plano da validade, o negócio jurídico terá forma livre, salvo quando expressamente convencionada por lei.
d) ( ) No plano da eficácia, o negócio sujeito à condição resolutiva somente produzirá seus efeitos diante de evento futuro, de ocorrência certa.
e) ( ) No plano da validade, é indiferente a capacidade do agente.
Questao 02 
\u201cTodos os anos, pelo mês de março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos. Primeiro trouxeram o imã. Um cigano corpulento, de barba rude e mãos de pardal, que se apresentou com o nome de Melquíades, fez uma truculenta demonstração pública daquilo que ele mesmo chamava de a oitava maravilha dos sábios alquimistas da Macedônia. Foi de casa em casa arrastando dois lingotes metálicos, e todo o mundo se espantou ao ver que os caldeirões, os tachos, as tenazes e os fogareiros caíam 
do lugar, e as madeiras estalavam com o desespero dos pregos e dos parafusos tentando se desencravar, e até os objetos perdidos há muito tempo apareciam onde mais tinham sido procurados, e se arrastavam em debandada turbulenta atrás dos ferros mágicos de Melquíades. \u201cAs coisas têm vida própria\u201d, apregoava o cigano com áspero sotaque, \u201ctudo é questão de despertar a sua alma.\u201d José Arcadio Buendía, cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza, e até mesmo além do milagre e da magia, pensou que era possível se servir daquela invenção inútil para desentranhar o ouro da terra. Melquíades, que era um homem honrado, preveniu-o: \u201cPara isso não serve.\u201d Mas José Arcadio Buendía não acreditava, naquele tempo, na honradez dos ciganos de modo que trocou o seu jumento e um rebanho de cabritos pelos dois lingotes imantados (MARQUES, Gabriel Garcia. Cem Anos de Solidão. 93ª ed. Rio de Janeiro: Ed. RECORD, 2016)\u201d.
Considerando-se o erro como hipótese de defeito dos negócios jurídicos e tomando em conta a passagem acima, é possível afirmar que:
a) ( ) José Arcádio Buendía não poderá desfazer o negócio jurídico alegando erro, na medida em que ausente o requisito da escusabilidade.
b) ( ) A conduta de Melquíades configura dolo, tornando o negócio anulável.
c) ( ) O negócio celebrado entre José Arcadio Buendía e Melquíades é nulo.
d) ( ) A anulabilidade do negócio jurídico celebrado poderia ser alegada a qualquer tempo.
e) ( ) O erro, para que tenha o condão de anular um negócio jurídico, pode recair sobre elemento periférico da avença.
Questão 03 (OAB, XXI EXAME DE ORDEM UNIFICADO) - Ronaldo tem um crédito de R$ 20.000,00 com Celso. O referido crédito foi proveniente de contrato de mútuo celebrado entre as partes, subscrito por duas testemunhas. Apesar do vencimento da obrigação, Celso não cumpre o avençado. Ronaldo propõe ação de execução para o adimplemento da obrigação, restando evidenciado que Celso efetivamente doou seus dois únicos bens (automóveis) para Jorge antes da propositura da ação. 
De acordo com as informações constantes no caso, responda aos itens a seguir. 
 A) É possível identificar algum vício na doação dos bens (automóveis)?
B) Indique o instrumento processual do qual Ronaldo pode se valer para permitir que os bens doados possam ser expropriados na execução proposta. Fundamente a resposta com os dispositivos legais pertinentes. 
Questão 04
Pão de Açúcar
Erasmo Carlos
Paisagem super tropical
Faz sucesso num postal
Diz a foto que o morro do pão-de-acúcar
é um eterno carnaval
Pega o milho, galinha na boca
Se é malandro, não dorme de touca
Leva a vida ele mesmo levando
por pura exigência da sobrevivência
Mas meio-dia barriga vazia
pega a nega e cai na folia
só não pode é ficar domingando
e o samba esperando sem grana na mão
Pagamento a vista, vendeu pro turista
o morro da foto do cartão postal
dando de graça a conexão
da praia vermelha com cara de pão
Chegou a polícia e o pão de açúcar
virou notícia.
(Disponível em: https://www.cifraclub.com.br/erasmo-carlos/651628/letra/. Acesso em: 05.01.2018).
Considerando os defeitos do negócio jurídico, é possível afirmar que a situação narrada na letra acima retrata hipótese de:
a) ( ) Erro.
b) ( ) Dolo.
c) ( ) Coação.
d) ( ) Lesão.
e) ( ) Estado de perigo.
Questão 05 \u2013 Analise as situações hipotéticas abaixo:
I. ANDERSON, valendo-se de grave ameaça realizada por telefonema, coage PEDRO a vender-lhe um automóvel, por valor muito inferior ao de mercado. Receoso de sofrer dano pessoal, PEDRO celebra o negócio.
II. GUSTAVO, credor de FELIPE, interessado em que este sane o débito, ameaça FABIO para que este empreste a soma necessária a FELIPE, mesmo sem garantias de pagamento.
III. VIRGÍNIA é ameaçada por FABIANA, que afirma que contará a seu pai (homem severo e conservador) sobre o fato dela ter vida sexual ativa, caso esta não lhe empreste uma quantia em dinheiro. Não desejando desgostar o pai, VIRGINIA celebra o negócio.
Considerando a coação como defeito do negócio jurídico, é CORRETO afirmar que:
a) ( ) Na situação I, o negócio jurídico é considerado inexistente.
b) ( ) O prazo para a anulação do negócio motivado por coação será de 3 anos, uma vez cessada a ameaça.
c) ( ) Na situação II, o negócio jurídico será anulado, ainda que FELIPE desconheça o vício, respondendo solidariamente com o coator pelas perdas e danos.
d) ( ) Na situação III, o negócio jurídico não poderá ser anulado.
e) ( ) Na situação I, não poderia ser alegada coação, caso a ameaça fosse direcionada à pessoa da família de PEDRO.