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2 Platão

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Prof. Ms. Maria Cristina Leite Gomes
2012
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Ateniense
Aristocrata
Poesia, depois Filosofia
Vocação política
Frustração política
Modelo ideal de sociedade
Prática: Dionísio I e II (Sicilia)
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Academia (influência de Sócrates, dos pitagóricos e das muitas viagens)
Pórtico: “Não entre aqui quem não for geômetra”
Obras: Diálogos Socráticos
Diálogos de Fase Intermediária - 1ª viagem à Sicilia - -389/-388
Diálogos de maturidade
Diálogos de fase final
Diálogos de autenticidade discutível
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Apologia de Sócrates
Ion ou sobre a Ilíada
Hípias menos ou sobre a falsidade
Laques ou sobre a coragem
Carmides ou sobre a moderação
Críton ou sobre o dever
República (Politeia), livro I
Hípias maior ou sobre a beleza
Eutífron ou sobre a piedade
Lisis ou sobre a amizade
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Teoria das formas, elaboração do platonismo, fundação da Academia
Protágoras ou sobre os sofistas
Górgias ou sobre a retórica
Menexeno ou Oração fúnebre
Eutidemo (crítica aos sofistas)
O Banquete (Symposium) ou sobre o Amor
Fédon, ou sobre a imortalidade da Alma
Ménon ou sobre a virtude
A República (Politeia) ou sobre a Justiça
Fedro, ou sobre o amor impossível
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Crítica à teoria das formas
Crátilo ou sobre a correção dos nomes
Teeteto ou sobre o conhecimento
Parmênides ou sobre as formas
O sofista ou sobre o ser
O político ou sobre a monarquia
Filebo ou sobre o prazer
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Timeu ou sobre a natureza
Crítias ou sobre a Atlântida
As leis (Nomoi) (texto político e jurídico)
Epinomis (ideia do bem na educação do governante)
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Alcebíades I e II (auto-conhecimento)
Hiparco (cobiça e avidez)
Anterestai (psicologia, política)
Teages (ética)
Clítofon (sociedade da Atlântida)
Mino (governo)
O filósofo
Cartas (13 no total – autenticas II, VII - mais famosa e importante - e VIII)
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Pitagóricos: elementos órficos; tendência religiosa; crença na imortalidade; intelecto; misticismo e matemática. 
Parmênides: a realidade é eterna; a-temporal (mudança é ilusão)
Heráclito: nada há de permanente no mundo sensível
Sócrates: explicação ética e teológica do mundo; o conceito
Esparta: modelo de comunidade ideal
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Bondade e realidade são a-temporais – melhor Estado é aquele que copia o modelo eterno (arquétipo). 
Um bom estadista precisa saber o que é o Bem através do intelecto e da moral (ética). Quem não passa por isso se corrompe.
Para formar o governo é preciso de uma educação apurada.
O ócio (tempo livre) é essencial à sabedoria: quem trabalha não tem tempo para refletir.
“Na política nenhum homem honesto pode viver por muito tempo”.
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Ponto de partida: O Conceito – verdadeiro objeto da ciência. 
Determinar a relação entre conceito e realidade.
Para além do mundo sensível existe um mundo de realidades constituídas como modelos eternos (arquétipos).
Essas realidades são as ideias, não são simples formas abstratas do pensamento mas, realidades objetivas e eternas.
As coisas terrenas são simples cópias imperfeitas e transitórias.
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O homem é composto de corpo (soma) e alma (pneuma). A alma racional é livre, imortal e sujeita a metempsicose (trasmigração das almas). A alma se uniu ao corpo em punição por algum delito, mas guarda lembrança (reminiscência) das ideias contempladas na encarnação anterior e que pela percepção faz voltar à memória.
O verdadeiro conhecimento é uma reminiscência, o que esclarece a maiêutica socrática.
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A ética apóia-se na contemplação das ideias: a ideia de Bem absoluto. É necessária a prática da virtude, representada pela subordinação do sensível ao racional. Perfil místico na perspectiva ófica e pitagórica.
A função do Estado é a criação de condições que possibilitem aos indivíduos serem felizes e virtuosos.
O Estado deve ser constituído de 3 partes ou classes sociais:
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Filósofos: cuja virtude é a sabedoria. Tem como função o governo da cidade.
Guerreiros: cuja virtude é a coragem. Protegem a cidade de invasão externa. Mantém a ordem proposta pelo governante.
Operários: tem como virtude a temperança. Produzem materialmente os bens que a cidade precisa.
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Platão prefere um governo aristocrático com domínio político dos filósofos, o poder absoluto do Estado, a supressão da família e da propriedade privada. A criação de escolas para novas gerações separaria o homem dos vícios. 
Esta experiência (mal sucedida) levou À convicção de que seu Estado (A República) não passava de uma Utopia.
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O plano educativo de Platão é um reflexo das suas ideias filosóficas: a percepção sensível não conduz à verdade, para alcançá-la era necessário transcender o mundo sensível, elevar-se ao plano das ideias, dessa forma, o plano educativo corresponde a essa hierarquia do saber. 
Com o estudo das matemáticas a pessoa aprenderia a se distanciar do mundo sensível para contemplar a verdadeira realidade. A filosofia seria o ápice dessa forma intelectual.
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A Ideia é centro de referência do mundo físico, do conhecimento intelectual, da concepção de homem, da fundamentação das ideias morais e políticas. 
O mundo das ideias é um mundo plenamente racional e organizado hierarquicamente.
Se apresenta como um sistema de estruturas matemáticas, de essências inteligíveis, de verdades exatas.
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Constitui a chave da antropologia platônica: é certo que o homem está imerso no mundo físico ao qual o seu corpo pertence; mas é igualmente certo que a parte mais nobre do homem, a sua alma racional, pertence ao mundo das ideias. 
O mundo das ideias acolhe todo o conjunto das ideias morais e políticas (justiça, bondade, etc.).
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As ideias não são um aglomerado desconexo de essências, mas constituem um sistema em que todas se unem e coordenam numa gradação hierarquizada, cujo cume é ocupado pela Ideia de Bem. 
O Bem, como ideia primeira, como princípio supremo, é expressão da ordem, do sentido e da intelegibilidade de todo o real.
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Compete ao filósofo e ao matemático ascender dialeticamente no conhecimento das ideias até conseguir contemplar a ideia de Bem. 
A contemplação da ideia de Bem é simultaneamente conhecimento teórico e prático. 
Teórico na medida em que torna possível a captação da ordem e da estrutura de todo o real.
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Prático, na medida em que faculta as normas de toda organização moral e política. 
Essa identificação com esses 2 tipos de conhecimento (teórico-prático) faz com que o sábio seja chamado a governar em toda a comunidade humana. 
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http://www.youtube.com/watch?v=syGRIoRMivQ
As Sombras da Vida de Maurício de Souza
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