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Aprendizado Organizacional - Livro Texto – Unidade II

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3. ed. Medford, New Jersey: 
Information Today, 2002.
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O gerente deve saber identificar e explorar as possibilidades 
empreendedoras de inovação do sistema operacional da 
organização, tendo a sensibilidade para comparar, viabilizar e 
envolver a mudança do modelo e prática de gestão, valores e 
princípios do sistema corporativo engessado com o tempo.
O conceito de aprendizagem organizacional, desta forma, 
está relacionado com a ideia de inovação social e tecnológica nas 
instituições. Senge,76 por exemplo, como visto anteriormente, 
define as corporações que aprendem como organizações em que 
as pessoas continuamente expandem as suas capacidades no 
sentido de criar resultados desejados, nas quais novos sistemas 
são gerados, em que se liberta a aspiração coletiva e em que as 
pessoas fazem continuamente um processo de como aprender 
em conjunto.
Isso significa dizer que, para Senge, é na equipe de trabalho 
que aprendemos a pensar, refletir, fazer, avaliar, checar nossas 
verdades, rever nossas posturas e traçar o futuro. As cinco 
disciplinas que o autor sistematiza integram os valores pessoais 
com os valores grupais a partir do domínio pessoal sobre o que 
se pensa e o que se faz, bem como a visão de mundo sobre si e 
sobre o outro. Entretanto, o risco de se ter opinião própria é se 
fechar em um modelo mental mais rígido e inflexível à inovação 
e à mudança. 
O modelo mental das pessoas traduz o conjunto de valores 
e crenças no campo ético e moral, mas também relaciona as 
percepções de si, do outro e do mundo. Quando temos verdades 
absolutas sobre as coisas que fazemos, temos maior dificuldade 
para conviver grupalmente. Nesse caso, os objetivos comuns 
favorecem a maior apreensão das mudanças por parte do 
profissional e flexibilidades necessárias para o trabalho em 
equipe.
A aprendizagem em grupo é o desafio da sociedade 
moderna, contrária à tendência do individualismo ou da 
76 SENGE, P. M. A quinta disciplina. São Paulo: Best Seller, 1990.
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reclusão social. Como ser social que somos, é no grupo que 
interagimos com o outro, assumimos desafios internos de 
mudança e lapidamos nossos valores e atitudes, aprendendo 
como nos adaptarmos à diversidade ambiental e à 
temporalidade dos acontecimentos. 
O ensino formal, por exemplo, mostra o mundo em pedaços 
menores formando um todo, a partir de disciplinas, sequências 
ordenadas, classificadas, departamentalizadas, controladas e 
dirigidas para resultados previsíveis. Entretanto, descobrimos que 
o mundo é como um movimento integrado, um todo dinâmico, 
interdependente e relacional.
A vida não é um acontecimento de fatos que se sequenciam 
linearmente, mesmo que em uma visão possível possamos 
estabelecer um padrão lógico de situações previsíveis, como 
se convencionou a pensar na estratégia de planejamento 
que as corporações executam todos os anos, confrontando 
informações passadas com os resultados obtidos em um período, 
possibilitando que os estrategistas gerem cenários futuros para 
tomadas de decisões, bem como indicadores de padrão de 
qualidade e excelência no processo. 
O raciocínio sistêmico nos ampara na visão do coletivo e 
nos protege das armadilhas do conhecimento e do “não-saber”. 
As lacunas de informações são preenchidas inteligentemente 
pelas similaridades e pela gestão de riscos, por aproximação e 
dinâmica própria de explicação e compreensão do contexto no 
qual nos encontramos. Pensar sistemicamente é o que propõe a 
missão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Na publicação 
denominada Fundamentos e critérios de excelência na gestão, 
um conjunto de indicadores orienta a prática e o modelo de 
gestão das empresas brasileiras candidatas ao Prêmio Nacional 
da Qualidade. 
A aplicação dos indicadores apresentados nos fundamentos 
e critérios de excelência do modelo FNQ possibilita a elaboração 
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de um diagnóstico que serve para avaliar os resultados, a 
liderança, as estratégias, o conhecimento corporativo, os 
processos, os clientes, as pessoas e a sociedade. 
O sistema de avaliação da prática de gestão identifica o 
estágio e a coerência do modelo de gestão corporativa, tendo 
em vista o aprendizado organizacional, que, no caso, é definido 
como a 
(...) busca de alcance de um novo nível de conhecimento 
por meio de percepção, reflexão, avaliação e 
compartilhamento de experiências, alterando 
princípios e conceitos aplicáveis a práticas, processos, 
sistemas, estratégias e negócios, e produzindo 
melhorias e mudanças na organização.77 
Fonte: Modelo de excelência. http://www.fnq.org.br (acesso em 20/ 08/ 2008).
77 Fundação Nacional da Qualidade. Conceitos fundamentais da 
excelência em gestão. São Paulo: FNQ, 2006, p. 12 (disponível em www.fnq.
org.br – acesso em 03/08/2008).
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Aprender significa acumular conhecimentos de ordem 
prática e vivencial, mas também conceituar a própria 
prática, atribuindo significados aos fatos e às suas múltiplas 
inter-relações causais, enquanto significantes e matrizes do 
próprio aprendizado. O pensamento sistêmico estabelece a 
interdependência entre os diversos componentes da organização, 
bem como entre a organização e o ambiente externo.
A implantação do modelo de excelência resulta do processo 
de aprendizagem na organização, e esta, por sua vez, como sugere 
o próprio modelo, é colocada em prática, pela internalização da 
cultura corporativa, tornando-a parte do trabalho e da rotina 
organizacional. Assim, o desenvolvimento organizacional é 
assegurado quando o conhecimento que a organização possui 
de si própria é preservado e valorizado no tempo e no ambiente 
em si. 
A organização, segundo o modelo FNQ de excelência na 
gestão, deve oportunizar condições concretas para que o 
conhecimento seja compartilhado e, com isso, o aprendizado 
seja operado coletivamente. Porém, a forma usual que 
assegura maior aprendizado é saber como gerenciar o 
conhecimento enquanto ativo empresarial, valorizando e 
perpetuando o capital intelectual, como forma de produzir 
novos conhecimentos, codificá-los, disseminá-los e 
apropriá-los. 
O aprendizado organizacional também promove a 
experimentação nas empresas, uma vez que usa o erro como 
instrumento pedagógico, incluindo novas possibilidades 
de desenvolvimento das práticas gerenciais, assim como 
estimula entre as partes interessadas o compartilhar de 
informações e conhecimentos corporativos. Essa cultura de 
trabalho em equipe consegue comprometer o colaborador 
na tarefa sob sua responsabilidade, desenvolve soluções 
empreendedoras, implementa melhorias no sistema 
organizacional como um todo e aborda a inovação como 
forma de sustentabilidade. 
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7 MODELOS DE APRENDIZADO 
ORGANIZACIONAL
Em estudo que aborda a proposta de um modelo integrado 
de aprendizagem organizacional que preencha as lacunas 
teóricas existentes nas diversas análises sobre o tema, Silvana 
Santana,78 pesquisadora da Universidade de Aveiro, em Portugal, 
em artigo intitulado Modelo

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