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Origem da Profissão

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História da Enfermagem
Autores: Ana Isabel Andrade
Data de Publicação: 20/03/2008
Resumo do Trabalho: Trabalho elaborado para a Área de Projecto s obre a Hi stória da
Enfermagem (desde as suas origens, até aos nossos dias).
INTRODUÇÃO
Este trabal ho foi pedido na di sciplina de Área d e Projecto, onde me foi soli cit ado uma
pesqui sa relacionada à história das profissões. Escolhi a Enfermagem por se r a profi ssão
dos meus pai s e por achar e senti r o quanto é di fícil e compli cado ter uma profis são
i ncompreendida pela sociedade, com muitos preconcei tos e juízos pré -estabelecidos.
Espero que, com este trabalho, pel o menos junto aos meus colegas, consi ga fazer a
di ferença e contribuir para uma melhor compreensão da profissão.
Enfermagem é uma ci ênci a cuja essência e especificidade é o cui dado ao se r humano
i ndividualmente, na família ou e m comunidade de modo i ntegral e holí stico (num todo
i ndivisível), desenvolvendo autonomamente ou e m equi pe, ativi dades de promoção e
proteção da saúde, como também prevenção e recuperação de doenças ou de estados de
al teração da saúde.
O conheci mento que fundamenta o cui dado de enfermagem deve ser construído na
i ntersecção entre a filosofi a, que res ponde à grande questão existencial do homem, a
ci ência e tecnologi a, t endo a l ógica formal como responsável pela corre ção normativ a
(normas de atuação) e a ética, numa abordagem comprometida com a emancipaç ão
humana e evolução das sociedades.
Para além da Enfermagem geral exi stem ainda as Especi alidades em Enfermagem:

· A Especi alidade de Enfermagem Comunitária;
· A Especi alidade de Enfermagem de Saúde Infanti l e Pediát rica;
· A Especi alidade de Enfermagem de Reabilitação;
· A Especi alidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétri ca;
· A Especi alidade de Enfermagem em Terapia Intensiv a;
· A Especi alidade de Enfermagem em Admini stração; entre outras.
Os Mestrados e Doutoramentos na área de Enfermagem têm si do revel adores de
promiss oras evoluções desta ciência, no âmbi to das constantes i nvestigações feitas nas
mai s diversas vertentes da Enfermagem. Para a frequência do curso, que j á é ensi no
superi or, é necessário t er o 12º Ano e concorrer para poucas vagas e com el evadas médias
de entrada.
Origem da Profissão
A profissão de enfermagem surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde
no decorrer dos perí odos históricos. As práticas de saúde instintiv as (por i nstinto) foram
as pri meiras formas de prestação de assistência , e stando na sua origem, associadas ao
trabal ho femini no, caract erizado pela prática do cuidar, relacionadas as práticas de saúde
i nstintivas.
As práti cas de saúde mági co -sacerdotai s abordavam a relação mística entre as práticas
reli gi osas e de saúde primiti vas desenvolvidas pelos sacerdotes nos templ os. Este perí odo
corresponde à fase de empi rismo (em que as coi sas se fazi am por tentativ a e erro sem
nenhum fundamento ci entifico mas si m com base na experi ência de quem mi nistrava os
cuidados).
A prática de saúde, antes místi ca e sacerdotal (ini cia da no século V a.C., estendendo-se
até os pri meiros séculos da Era Cri stã), passa agora a ser um pr oduto dest a nova fase,
baseando-se essenci alme nte na ex periência, no conhecime nto da natureza, no raci ocí nio
l ógi co que desencadei a uma relação de causa e efei to para as doenças e na especul ação

fil osófi ca, baseada na i nvestigaçã o liv re e na observação dos fenômenos, li mit ada,
entretanto, pela ausênci a quase t otal de conhecimentos sobre a anatomia e fi siologi a do
corpo humano.
Este período é consi derado pela medi cina grega como pe ríodo hipocrático, destacando a
figura de Hipócrates ("Pai da Medicina" ou "Pai das Profissões da Saúde"), que propôs uma
nova concepção em saúde, dis sociando a arte de curar dos precei tos místicos e sace rdotais,
através da util ização do método i ndutiv o, da i nspeção e da observ ação. Não
caracterização níti da da prátic a de Enfermagem nesta época.
As práticas de saúde mediev ais focalizavam a i nfluência dos factores sócio-econômicos e
políti cos do medieval e da sociedade feudal nas práti cas de saúde e as relações destas c om
o cri stianismo. Esta época corresponde ao aparecimento da Enfermagem como práti ca
l eiga, desenvolvida por religiosos e abrange o período medieval compreendido entre os
sécul os V e XIII. Foi um período que deixou como legad o uma série de valores que, com o
passar dos t empos, foram aos poucos l egi timados a aceit os pela sociedade como
características i nerentes à Enfermagem. A abnegação, o espí rito de serviço, a obed nci a
e outros atri butos que dão à Enfermagem, não uma conotação de prátic a profi ssional , mas
de sacerdócio.
As práti cas de saúde pós monásticas evidenciam a evol ução das acções de saúde e, em
especial, do exercíci o da Enfermagem n o co ntexto dos m ovi mentos R enascentist as e da
Reforma Protestante , correspondendo a o perí odo que vai do final do século XIII ao iní cio
do século XVI.
A Enfermagem e nclausurada nos hospi tais reli giosos, permaneceu empíric a e desarti cul ada
durante mui to tempo, vi ndo des agregar-se ai nda mai s a partir dos movi mentos de Reforma
Reli giosa e das conturbações da Santa Inquisição. O hospi tal, já negligenci ado, passa a ser
um insalubre depósito de doentes, onde homens, mul heres e crianças utilizam as mesmas
dependênci as, amontoados em leit os col ectiv os.
Sob exploração deliberada, consi derad a um serviço domésti co, pela queda dos padrões
morais que a suste ntava, a práti ca de enfermagem tornou-se i ndigna e se m atractivos para