resumo farmacologia
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resumo farmacologia


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numa concentração X e atinge o equilíbrio, um certo numero de 
receptores (N) ficara ocupado pela adrenalina, e o numero de receptores vagos será reduzido. 
 Fármaco 25 
 
Normalmente, o numero de molecs de adrenalina aplicadas ao tecido excede o numero de receptores (N), de modo q a 
reação de ligação (NX) não reduz a concentração de adrenalina. A resposta produzida pela adrenalina será relacionada 
com o numero de receptores ocupados. 
A (droga) + R (receptor) = AR (complexo) 
 
AFINIDADE E EFICÁCIA 
\u2022 Afinidade - Capacidade de se associar, Avaliada pela EC50 
\u2022 Eficácia - Capacidade de disparar uma resposta, Avaliada pelo Efeito máximo. 
 
 
RELAÇÃO TEÓRICA ENTRE A OCUPAÇÃO E A CONCENTRAÇÃO DE LIGANTE 
 
A constante de equilíbrio KA, é uma característica da droga e do 
receptor; possui numericamente concentrações iguais da droga 
para ocupar 50% dos sítios em equilíbrio. 
 
Quanto maior a afinidade da droga pelos receptores, menor o 
valor de KA. 
 
A equação descreve a relação entre ocupação e concentração da 
droga e produz uma curva característica conhecida como 
hipérbole retangular (A), no trabalho farmacológico é comum 
utilizarmos uma escala logarítmica de concentração, que 
converte a hipérbole numa curva sigmoide (B). 
 
 
CURVA DE CONCENTRAÇÃO DO AGONISTA DE EFEITO 
A ligação das drogas a seus receptores nos tecidos pd ser medida diretamente. Entretanto, trata-se de uma resposta 
biológica normal (como elevação da PA, relaxamento ou contração de um músculo e etc). 
Essa ligação (droga-receptor) é medida e plotada como curva de concentração e efeito ou dose resposta. 
Essa curva não pode ser utilizada para medir afinidade de drogas agonitas pelos seus receptores, visto que a resposta 
produzida não é proporcional à ocupação dos receptores. 
Todos os efeitos finais observados por drogas são um conjunto de alterações fisiológicas, a outra dificuldade em se 
analisar a afinidade de uma droga pelo seu receptor é que a [droga] nos receptores é desconhecida, uma vez que os 
agonistas podem ser sujeitos a degradação enzimática e etc. 
 Fármaco 26 
 
Curva de concentração dose efeito observadas 
experimentalmente. 
Tais curvas permite-nos estimar a resposta máxima que o 
fármaco é capaz de produzir (E. máx) e a concentração ou 
dose necessaria para produzir 50% da resposta máxima 
(CE50), parâmetros uteis para comparar as potencias de 
diferentes fármacos que causam efeitos qualitativamente 
similares. 
Embora as linhas traçadas de acordo com a equação de 
ligação se adaptem bem as pontos, essas curvas não 
fornecem estimativas corretas da afinidade das drogas 
pelos receptores. Isto ocorre pq a relação entre ocupação 
do receptor e resposta é geralmente não linear. 
 
ANTAGONISMO COMPETITIVO 
Uma substancia se liga ao receptor sem ativa-lo e impede a ligação de um agonista. Em determinada concentração do 
agonista a ocupação do receptor pd ser reduzida na presença de antagonistas. Entretanto, a elevação da concentração 
do agonista pd ressultar na sua ocupação revertendo o quadro. E então o antagonismo é dito como superável. 
 
 
Isoprenalina \u2013 agonista beta 
adrenérgico (acoplado a 
proteína G). 
Propanolol \u2013 antagonista beta 
adrenérgico. 
 
 
Na presença de antagonistas competitivos quanto maior sua concentração, maior a quantidade necessária do agonista 
para se ligar ao receptor. 
As características de um antagonismo competitivo são: desvio da curva de concentração para a direita sem alteração de 
inclinação e do E.máx, relação linear entre dose e concentração do antagonista. 
 
AGONISTAS PARCIAIS E O CONCEITO DE EFICÁCIA 
Agonistas \u2013 ativam o receptor ao ocupa-lo, antagonistas não provocam ativação. 
Alguns compostos podem produzir resposta máxima, enquanto outros agonistas parciais só podem produzir uma 
resposta submáxima. 
A diferença entre agonistas totais e parciais reside na relação entre ocupação e resposta. 
 Fármaco 27 
 
A figura abaixo mostra de modo esquemático a relação entre a ocupação e a concentração relativas a dois fármacos que 
tem a msm afinidade pelos receptores e que produzem uma ocupação de 50% na concentração de 1,0umol/L. O 
fármaco (a) é um agonista pleno, que produz uma resposta máxima ao redor de 0,2umol/L, e cuja relação entre 
resposta e ocupação é mostrada pela curva bem íngreme apresentada em 1. Graficos semelhantes relativos a um 
agonista parcial (b) são mostrados em 1 e 2 como curvas pouco acentuadas; a diferença essencial esta no fato de que a 
resposta, para qlq porcentagem de ocupação, é muito menor para o agonista parcial, que é incapaz de produzir uma 
resposta máxima, msm qdo a ocupação dos receptores é de 100%. 
 
 
 
MODELO DE DOIS ESTADOS 
O modelo considera que o receptor pd existir em dois estados \u201cem repouso\u201d (R) e ativado (R*), cada um dos quais pd se 
ligar a uma droga, sendo constantes de equilíbrio k e k* respectivamente. 
A ocorrência do desvio do equilíbrio entre esses dois estados a favor de R* inicia a resposta. Normalmente na ausência 
de ligante o equilíbrio favorece o estado de repouso. 
Para que uma droga produza desvio a favor do R* (agonista), a condição necessária é que a droga tenha uma afinidade 
maior para R* do que para R (k > k*). Qto maior a relação K/K*, maior será a eficacia da droga. Se K=K*, a ligação não ira 
afetar o equilíbrio conformacional, e a droga será um antagonista competitivo puro. 
A figura mostra um receptor em dois estados conformacionais, \u201crepouso\u201d (R) e ativado (R*), presentes em equilíbrio. 
Normalmente, qdo não há nenhum ligante , o equilibrio 
esta bastante deslocada para o estado R (para a 
esquerda), havendo poucos receptores no estado R*. 
Qto aos receptores constitutivamente ativos, uma 
proporção apreciável adota a conformação R* na 
ausência de qlq ligante. Os agonistas tem uma afinidade 
mais alta por R* do que R, e assim deslocam o equilibrio 
para a direita, na direção R*. Qto maior a afinidade 
relativa por R* em relação R, maior a eficacia do 
agonista. O agonista inverso tem maior afinidade por R 
do que por R* e desse modo desloca o equilibrio para a 
esquerda. Um antagonista \u201cneutro\u201d tem afinidade igual por R e R*, por isso ele por siso não consegue afetar o equilibrio 
conformacional, mas é capaz de reduzir, por meio de competição, a ligação de outros ligantes. 
2 1 
Resposta 
 Fármaco 28 
 
Para ficar mais claro o conceito de agonista total, parcial e antagonista temos essa representação. 
 
 
ATIVAÇÃO CONSTITUTIVA DE RECEPTORES E AGONISTAS INVERSOS 
Embora estejamos acostumados a pensar que os receptores são ativados apenas qdo um agonista se liga a eles, há 
exemplos nos quais pd ocorrer um nível apreciável de ativação msm na ausência de ligantes. Esses exemplos incluem os 
receptores para benzodiazepínicos, canabinóides, serotonina e alguns outros mediadores. Alem disso, ocorrem 
mutações nos receptores \u2013 tanto espontâneas, em algumas condições patológicas, quanto induzidas 
experimentalmente \u2013 que resultam em substancial ativação na ausência de qlq ligante (ativação constitutiva). A 
atividade em repouso pd ser baixa demais para ter qlq efeito sob condições normais, mas pd se tornar evidente qdo há 
receptores expressos em demasia, um fenômeno claramente demonstrado para beta-adrenoceptores e que pode 
chagar a ter implicações fisiopatológicas importantes. Assim, se, digamos, 1% dos receptores estão ativos na ausência 
de qlq agonista, em uma célula normal que expressa 10.000 receptores, apenas 100 estarão ativos. Um aumento de 10 
vezes no nível de expressão resultará em 1.000 receptores ativos, produzindo um efeito significativo. Nessas condições, 
pd