DIREITO AMBIENTAL 2014-1.pdf
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públicos e iniciativa privada 
em matérias de padrões de qualidade ambiental e zoneamento ecológico-econô-
mico.
\u2022 Entender a importância da publicidade, informação e educação ambiental 
como instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente.
\u2022 Distinguir as diferenças entre publicidade e informação ambiental.
\u2022 Identifi car os principais pontos da política de educação ambiental e articular 
formas de aplicação e efetivação prática.
\u2022 Compreender a importância e relação entre informação, publicidade e educa-
ção ambiental com participação popular qualifi cada nos processos decisórios.
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\u2022 Distinguir avaliação de impacto ambiental de estudo e relatório de impacto 
ambiental.
\u2022 Compreender a importância da avaliação de impacto ambiental como instru-
mento de política do meio ambiente.
\u2022 Identifi car as principais questões que devem ser inseridas no estudo e relatório 
de impacto ambiental.
\u2022 Analisar a exigibilidade do EIA/RIMA à luz da legislação vigente e interpreta-
ção jurisprudencial.
\u2022 Entender o papel do CONAMA na determinação de atividades que atraiam a 
exigência do EIA/RIMA.
\u2022 Trabalhar os aspectos práticos da realização do EIA/RIMA, como momento da 
exigência, elaboração e custeio.
\u2022 Examinar o papel do princípio da participação e informação no processo de 
avaliação de impacto ambiental.
\u2022 À luz do direito administrativo, debater sobre a natureza jurídica do instituto 
do licenciamento ambiental.
\u2022 Aprofundar o embasamento jurídico da exigência de licenças ambientais.
\u2022 Entender as diferentes etapas e prazos do licenciamento ambiental brasileiro.
\u2022 Analisar questões controvertidas quanto à competência em licenciamento am-
biental.
\u2022 Resolver casos que envolvam modifi cação, suspensão ou cancelamento da licen-
ça ambiental.
\u2022 Examinar o direito à indenização de eventual prejudicado nos casos de modifi -
cação, suspensão ou cancelamento de licença.
\u2022 Trabalhar os institutos do direito adquirido e ato jurídico perfeito em face de 
atividades pretéritas à vigência da legislação acerca do licenciamento ambiental.
\u2022 Articular o princípio da participação popular e o licenciamento ambiental.
\u2022 Identifi car atividades que exigem licenciamento ambiental especial.
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AULA 5. PRINCÍPIOS, CONCEITOS, INSTRUMENTOS E ESTRUTURA ORGA-
NIZACIONAL
Segundo defi nição proposta por Antunes, (p. 93) \u201cO SISNAMA é o conjunto de 
órgãos e instituições vinculadas ao Poder Executivo que, nos níveis federal, estadual e 
municipal, são encarregados da proteção ao meio ambiente, conforme defi nido em lei. 
Além do SISNAMA, cuja estruturação é feita com base na lei da PNMA, muitas outras 
instituições nacionais têm importantes atribuições no que se refere à proteção do meio 
ambiente.
Para organizar as ações dos órgãos integrantes do SISNAMA dos três níveis da Fede-
ração, surge a necessidade de criação de um padrão organizacional, feito através de uma 
Política Nacional que disponha sobre princípios gerais, objetivos a serem perseguidos e 
os instrumentos disponíveis para realização das metas traçadas. No Brasil, esta Política é 
consagrada com o advento da Lei 6.938/81, mas não está isenta de críticas. Nas palavras 
de Milaré (p.310), \u201c... é certo que se esboça um início de Política Ambiental, mas ape-
nas limitada à observância das normas técnicas editadas pelo CONAMA. Não existe, 
contudo, um efetivo plano de ação governamental em andamento, interando a União, 
os Estados e os Municípios, visando à preservação do meio ambiente.
Para instrumentalizar os princípios e diretrizes da Política Nacional do Meio Am-
biente (PNMA), o ordenamento jurídico brasileiro criou uma complexa rede institucio-
nal e que integra e compõe o SISNAMA, conforme dispõe o art. 6º da Lei 6.938/1981. 
Da mesma forma, Estados e Municípios desenvolveram redes institucionais próprias 
visando à consecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável, tal qual assegura-
dos pela Constituição Federal e refl etidos nas Constituições Estaduais.
Embora as funções e atribuições de cada órgão estejam claramente defi nidas nos 
instrumentos legais originários, a prática demonstra superposição de tarefas e com-
petências o que, infelizmente, acaba muitas vezes difi cultando a efetiva tutela do bem 
ambiental. Por outro lado, ainda que existam pontos negativos em uma estrutura buro-
crática inchada, como parece ser o caso brasileiro, faz-se necessário reconhecer a impor-
tância da atuação de vários desses órgãos em prol da conciliação dos interesses desenvol-
vimentistas e preservacionistas.
PRINCÍPIOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
O art. 2º da Lei 6.938/81 estabelece os princípios norteadores das ações previstas na 
Política Nacional do Meio Ambiente, são eles:
I\u2013ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando 
o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado 
e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II\u2013racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
III\u2013planejamento e fi scalização do uso dos recursos ambientais;
IV\u2013proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
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V\u2013controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente polui-
doras;
VI\u2013incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso 
racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII\u2013acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII\u2013recuperação de áreas degradadas;
IX\u2013proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X\u2013educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da 
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio 
ambiente.
Importa destacar que os princípios da Política Nacional do Meio Ambiente não se 
confundem com os princípios do Direito Ambiental, já que os primeiros são instru-
mentais. Esse tema é abordado por Milaré30:
Cabe observar, ademais, que os princípios da Política Nacional do Meio Am-
biente não se confundem nem se identifi cam com os princípios do Direito do 
Ambiente. São formulações distintas, embora convirjam para o mesmo grande 
alvo, a qualidade ambiental e a sobrevivência do Planeta; por conseguinte, eles 
não poderão ser contraditórios. A ciência jurídica e um determinado texto legal 
expressam-se de maneiras diferentes por razões de estilo e metodologia; não obs-
tante, deve haver coerência e complementaridade entre eles.
CONCEITOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
O art. 3º da Lei 6.938/81 traz importantes conceitos aplicáveis a Política Nacional 
do Meio Ambiente, a seguir transcritos.
Meio ambiente\u2013Conjunto de condições, leis, infl uências e interações de ordem físi-
ca, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. (art. 
3º. inc. I)
Degradação da qualidade ambiental\u2013Alteração adversa das características do meio 
ambiente (art. 3º, inc. II)
Poluição\u2013Degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta 
ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; criem 
condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; 
afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou ener-
gia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. (art. 3º. inc. III)
Poluidor\u2013Pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta 
ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental. (art. 3º, inc. IV)
Recursos ambientais\u2013Atmosfera, as águas interiores, superfi ciais e subterrâneas, os 
estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a fl ora. 
(art. 3º, inc. V)
30. MILARÉ, p. 315.
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Os conceitos contidos na Política Nacional
Elena
Elena fez um comentário
Excelente material de apoio. Muitíssimo grata.
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Suzyane
Suzyane fez um comentário
o site era útil, mas agora não é mais, uma vez que só conseguimos visualizar online e não temos mais a opção de baixar os arquivos, que são enviados por nós, alunos. Uma pena!
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robson
robson fez um comentário
O Governador do Estado, após estudos técnicos do órgão ambiental, criou um Parque Estadual numa serra de Mata Atlântica, por meio de um decreto do Poder Executivo. Posteriormente, após consulta à população residente na sua área de amortecimento, diminuiu a sua extensão territorial, por meio de outro decreto do Executivo. Tais medidas são constitucionais e legais? Justifique e fundamente as respostas... Veja mais
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Lincoln
Lincoln fez um comentário
Agora tem que pagar para abrir arquivos, lixo de site.
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abiqueila
abiqueila fez um comentário
Não consigo abrir
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