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g ha-1 ________________________________ 
B 200 100 300 58 131 189 100 200 300 
Cu 180 90 270 34 30 64 17 14 31 
Fe 2500 6400 8900 275 840 1115 190 500 690 
Mn 1200 4500 5700 102 210 312 140 320 460 
Mo - - - 11 2 13 - - - 
M
ic
ro
nu
tri
en
te
s 
Zn 500 220 720 102 43 145 120 80 200 
 
Extração e exportação pela colheita (grãos) de 
culturas comerciais 
Elemento 
Extração Exportação Total extraído 
gramas % 
B 231 66 29 
Cu 78 39 50 
Fe 1.380 402,9 29 
Mn 390 101,10 26 
Mo 19,5 15 77 
Zn 183 113,1 62 
Extração e exportação de micronutrientes em plantas de 
soja para a produtividade de 3.000 kg/ha de grãos. 
(Fundação ABC, 2004). 
Exportação de micronutrientes pela cana-de-açúcar para a 
produtividade de 100 t/ha de colmos. 
Elemento 
Colmos + folhas Colmos 
Total extraído 
 
g/100t de colmos % 
B 235 149 63 
Cu 339 234 69 
Fe 7318 1393 19 
Mn 2470 1052 43 
Mo 1 - - 
Zn 592 369 62 
Exigência nutricional e consumo aparente de fertilizantes (N+P2O5+K2O) 
de algumas culturas do Brasil 
Cultura Exigência nutricional total Consumo de fertilizantes2 
 N+P+K N+P2O5+K2O
1 N+P2O5+K2O 
Cana-de-açúcar 
(100 t ha-1) 
150+20+155 382 206 
Soja 3 
(5,6 t ha-1) 
181(72)+13+77 303 (162) 145 
Café, em coco 
(2 t ha-1) 
253+19+232 348 192 
Citros 
(1200 cx./ha) 
391+19+172 642 122 
Milho 
(6,4 t ha-1) 
305+56+257 742 110 
Arroz 
 (5,6 t ha-1) 
141+14+81 270 77 
Feijão 
(1 t ha-1) 
102+9+93 
 
235 31 
Mandioca 
(16,6 mil plantas) 
187+15+98 339 8 
 
Obs. 1 Px2,29136 = P2O5; Kx1,20458 = K2O; 
2 ANDA (1999); 3 Na soja, estima-se que 60% da exigência em N 
provêm da fixação biológica, e o restante do solo (72 kg ha-1 de N). 
 
\u2022 Extração não ocorre de forma constante 
ao longo do ciclo 
\u2022 Curva de extração segue a do 
crescimento da planta (sigmóide) 
1) Fase inicial: baixa absorção 
2) Fase intermediária: rápida absorção 
3) Fase estacionária: estabilização da 
absorção 
4) Fase final: diminuição da absorção 
Extração de nutrientes pelas plantas 
Figura 2. Acúmulo de matéria seca, nitrogênio, fósforo e potássio na parte 
aérea de plantas de milho. Fonte: modificada de Karlen et al. (1987). 
K 
FERTILIDADE DO SOLO 
Análise química 
Adubação: (Exigência da Planta - Qdade do Solo) x \u201c f \u201d 
Solo 
Fertilizantes 
NUTRIÇÃO DE PLANTAS 
Análise química 
Planta O que? Quanto? 
Como? Quando? 
\u201cf\u201d 
 Fatores que causam perdas 
CHUVA 
EROSÃO 
N = P = K 
LIXIVIAÇÃO 
NO3
- > K+ 
FIXAÇÃO 
H2PO4
- 
SOLO 
ABSORÇÃO 
FERTILIZANTE 
 
VOLATILIZAÇÃO 
URÉIA (NH3) 
f N: 40-50%; P: 70-80%; K: 30% 
\u201cf\u201d 
Índices nutricionais 
Modo expressar 
eficiência Relação 
Unidade 
Eficiência de utilização kg.kg-1 
Eficiência de absorção kg.kg-1 
Eficiência agronômica kg.kg-1 
QNPA
odução
EUT
Pr
irrigsolox NNN
QNPA
EAB
x
x
N
NoduçãoNodução
EAG 0
PrPr
Índices nutricionais 
Modo expressar 
eficiência Relação 
Unidade 
Eficiência fisiológica kg.kg-1 
Eficiência de 
recuperação relativa 
% 
0
0PrPr
NQNPANQNPA
NoduçãoNodução
EFI
x
x
100
0
x
x
N
NQNPANQNPA
ERR
São elementos que apresentam 
aspectos benéficos ao crescimento de 
certas plantas, embora não sejam 
essenciais. 
Elementos benéficos 
 
1. Compensam ou eliminam os efeitos tóxicos de 
outros. 
 
2. Substituem um elemento essencial em alguma de 
suas funções menos específicas. Ex. O Na pode 
satisfazer parte da função osmótica do K. 
 
Elementos benéficos 
3. São essenciais apenas para 
algumas espécies. Ex. O Na é 
essencial para a planta de 
deserto Atriplex vesicaria. 
 
Cobalto 
Cobalto no solo: 
 
\uf097 Teores variam de 1 a 40 mg dm-3 
\uf097 Solos ácidos \u2013 teores inferiores a 10 mg dm-3 
\uf097 Em função do cultivo intensivo, mesmo solos de alta 
fertilidade tem apresentado respostas positivas a 
adição de Co 
Cobalto na planta 
\uf097 Austrália (1935) \u2013 essencial aos ruminantes 
\uf097 Ahmed & Evans (1960) \u2013 essencial para fixação de 
N2 em leguminosas 
\uf097 Absorção é relativamente baixa, na forma de Co+2 
\uf097 Teor varia de 0,05 a 3 mg dm-3, sendo maior em 
leguminosas quando comparadas as gramíneas 
\uf097 Leguminosas deficientes, Co pode acumular-se nos 
nódulos 
 
Necessidade de Co em leguminosas 
\uf097 Faz parte da estrutura das vitaminas B12, 
necessárias à síntese de leghemoglobina, que 
determina a atividade dos nódulos de plantas 
fixadoras de N2 
\uf097 Deficiência de Co pode afetar o desenvolvimento e 
a atividade dos nódulos 
\uf097 Redução na atividade dos nódulos reflete na 
atividade da nitrogenase e na acumulação de N 
pelas plantas 
\uf097 Solos deficientes em Co apresentam sintomas de 
deficiência de N 
 
Co em plantas 
\uf097 Não há evidências do envolvimento do Co no 
metabolismo de plantas 
\uf097 Existem algumas respostas específicas para 
algumas plantas, mas o efeito benéfico é de 
natureza desconhecida 
\uf097 Fontes de Co: cloreto de Co, sulfato de Co e 
nitrato de Co 
\uf097 Co e Mo quando aplicados individualmente nas 
sementes ou folhas são pouco eficientes, mas 
quando aplicados em conjunto são importantes 
para o aumento da eficiência na FBN 
 
Co em leguminosas 
\uf097 Resultados experimentais mostram que o tratamento 
de semente com Co aumenta a FBN, crescimento e 
produção de leguminosas 
 
\uf097 Aplicações foliares juntamente com aplicações de 
pós-emergentes e inseticidas não apresentam mesma 
resposta 
 
Efeitos da aplicação de Co em amendoim 
Tratamento Nódulos Teor de N Produção 
(n planta-1) (g kg-1) (kg ha-1) 
Testemunha 91 2,38 1.232 
Co semente 150 2,62 1.687 
Co foliar (2x) 123 3,14 1.782 
Co semente 
+ Co foliar 
166 3,38 1.844 
Cobalto e nódulos radiculares de leguminosas 
Sintomas em 
plantas de soja 
com e sem 
aplicação de Co 
Silício 
\u2022 Absorção como ácido monossilícico \u2013 H4SiO4 
 
\u2022 Aumento de produtividade principalmente em 
gramíneas (arroz, cana-de-açúcar, sorgo, milheto, 
aveia, trigo, milho) 
 
\u2022 Associado a resistência ao ataque de pragas e 
doenças e ao estresse hídrico. 
 
Silício no solo 
\uf097 É o segundo elemento mais abundante da crosta 
terrestre 
\uf097 Presente no solo nas formas: 
a) Minerais primários: Olivina, augita, micas, 
feldspatos, biotita, e quartzo (areia) 
b) b) Minerais secundários: caulinita, 
montmorilonita, haloisita) 
c) Adsorvido: H4SiO4 compete com H3PO4 
d) Solução do solo: o ácido orto silícico [Si(OH)4 ou 
H4SiO4]. 
Silício na planta 
\uf097 Funções: 
a) Morfologia da parte aérea, transpiração e 
fotossíntese 
b) Resistência a pragas, doenças e estresse hídrico 
 
Camada de sílica 
Acúmulo de Si em arroz 
Mauad et al. (2001) 
Deposição de Si em B. brizantha 
Melo (2005) 
 
 
 
Si em arroz 
 
Fonte: Silveira Junior et al. (2003) 
Silício x calcário 
Fonte: Faria (2000) 
Silício x estresse hídrico 
Silício x doenças 
Silício x pragas 
Figura 10. Porcentagem de mortalidade (A) e canibalismo (B) de lagartas de S. 
frugiperda alimentadas com folhas de plantas de milho, com ou sem adição de 
silício, ao final do 2º instar. Goussain et al. (2010). 
Silício x pragas 
Silício em arroz 
Folha de Arroz: doença bruzone. O silício reduz os sintomas da doença nas 
folhas e também potencializa os mecanismos de defesa, tais como a 
produção de fitoalexinas. Fonte: Rodrigues et al. (2004) 
Sódio 
\uf097 Presença em solos tropicais e de elevada precipitação 
é relativamente baixa 
\uf097 Regiões áridas e semi-áridas,