Historia Direito UNIDADE II
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ANTONIO
Realce
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anteriormente proferidas em algum caso 
concreto. 
\uf0a7 Mostra a estrutura da sociedade: duas 
classes, homens livres e escravos e uma 
intermediária de funcionários que servem os 
palácios reais e os templos, com liberdade 
limitada. 
\uf0a7 As normas ligam-se predominantemente ao 
domínio do direito penal. 
Dois outros códigos: Código de Lipit-Ishtar (1934-
1924 a.C.) e o código de Esnunna, com institutos 
conexos à responsabilidade civil, ao direito de 
família e à responsabilidade de donos de animais por 
lesões corporais seguidas de morte 
\uf0a7 Código de Hammurabi descoberto na Pérsia, 
em 1901, por franceses. Documento gravado 
em pedra negra. Promulgado 
aproximadamente em 1694 a.C., no apogeu 
do império babilônico. Composto por 282 
artigos em 3600 linhas de texto. 
\uf0a7 Abrange quase todos os aspectos da 
sociedade babilônica (penas definidas com 
precisão, institutos de direito privado e 
economia) 
\uf0a7 Indica ser uma compilação de normas 
anteriores e decisões tomadas em casos 
concretos. 
\uf0a7 A organização da sociedade: homens livres, 
homens com personalidade jurídica, mas 
subalternos e escravos (bem móvel). 
Tratamento diferenciado para cada um 
desses segmentos. Ex: penas para 
espancamento de filha de homem livre, com 
que ela aborte, paga 10 siclos de prata, do 
subalterno 5 e de um escravo apenas 2. 
\uf0a7 Direito de família: a mulher dotada de 
personalidade jurídica, mantém-se 
proprietária de seu dote mesmo após o 
casamento, e tem liberdade na gestão de 
seus bens. É possível repúdio da mulher pelo 
marido com reciprocidade. Ela pode alegar 
má conduta do marido e propor ação para 
retornar a sua família originária, levando de 
volta o seu patrimônio. 
\uf0a7 É em regra monogâmica. É possível 
concubina se o casal não conseguir gerar 
filhos. 
\uf0a7 Prevê adoção, sucessão (com limitações ao 
poder de dispor sobre o patrimônio). 
\uf0a7 Domínio econômico: delimita salários e 
preços. 
\uf0a7 Direito penal: extrema centralização do 
próprio poder nas mãos do soberano. Fusão 
de elementos sobrenaturais, princípios de 
autotulela e retaliação e pensa ligadas à 
mutilação e ao castigo físicos. 
\uf0a7 Direito privado: Várias modalidades de 
contratos e negócios jurídicos. Compra e 
venda, arrendamento e depósito. 
Empréstimo a juros, títulos de crédito, 
sociedade de comerciantes. 
\uf0a7 Funcionários do palácio real e sacerdotes 
auxiliavam o soberano na aplicação do 
direito. 
 
5. MANIFESTAÇÃO DO DIREITO NO ANTIGO 
EGITO 
 
\uf0a7 Não possuímos tantas fontes como no 
universo da Mesopotâmia. 
\uf0a7 Nenhum texto legal, mas sim, excertos de 
contratos, testamentos, decisões judiciais e 
atos administrativos. 
\uf0a7 Justiça simbolizada por uma deusa, Maat. 
\uf0a7 A aplicação da lei estava subordinada à 
incidência de um critério divino de justiça. 
\uf0a7 Ao Faraó incumbia velar pela vigência do 
princípio de justiça simbolizado pela deusa. 
A função real devia estar conforme aos 
desígnios da Maat. 
\uf0a7 O Faraó podia delegar funcionários para 
decidir questões concretas. Era o vizir, que 
era sacerdote da deusa Maat. 
 
Conclusão 
\uf0a7 Legado para o direito e para os povos da 
Europa clássica. 
\uf0a7 O sistema sexagesimal de medida da 
contagem das horas, minutos e segundos 
nasceu na Babilônia. 
\uf0a7 Calendário solar é do antigo Egito. 
 
6. DIREITO HEBRAICO 
\uf0a7 O direito hebraico engloba a totalidade das 
leis da Torah (\u5d4\u5e8\u5d5\u5ea), ou seja, seiscentos e 
treze preceitos dispostos nos cinco livros 
que a integram: Bereshit/Gênesis 
 Shemot/Êxodo, Vayicrah/Levítico, Bamidbar
/Números e Devarim/Deuteronômio, além 
de decretos e ordenações exaradas por 
autoridades halákhicas (palavra que vem de 
\u201cHalakhah/\u5d4\u5db\u5dc\u5d4\u201d, leis judaicas como um 
todo. Os tribunais rabínicos), constituindo 
verdadeiras compilações jurisprudenciais. 
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\uf0a7 Na magistral lição de Arnold Cohen, \u201co 
objetivo do Sistema Legal Judaico não é 
preservar uma dinastia em particular ou 
uma certa forma de governo, senão 
estabelecer justiça social e manter, com isto, 
uma próxima, constante, inseparável 
conexão entre ética e direito, ambos fluindo 
da mesma fonte\u201d. 
\uf0a7 O complexo jurídico judaico, segundo a 
própria divisão feita por Moshe 
(Moisés/\u5d4\u5e9\u5de) em Devarim 6:1, é constituído 
por mandamentos, estatutos e julgamentos, 
incluindo as decisões emanadas 
pelos Hakhamim (sábios). Os mandamentos 
são aquelas ordenanças de cunho 
puramente religioso e ético, como as leis 
de Shabat (Shemot 31:13), que originaram o 
repouso semanal remunerado, no Direito do 
Trabalho. Os estatutos são disposições 
envoltas de matéria de difícil cognição, uma 
vez que, aparentemente, são desprovidos de 
explicação lógica, como a Shaatnez, 
dispondo que é proibida a mistura (própria 
gênese da palavra \u201cshaatnez\u201d) de linho e lã 
sob diversas formas: em tecidos, costuras, 
no próprio vestir etc; de se cruzar animais de 
espécies diferentes, bem como sementes, 
levantando a própria questão de o Judaísmo 
ser contra as experiências de hibridização, 
transgenia e, de uma forma mais simplória 
mas não menos importante: o Direito 
Judaico traz uma proibição de se plantarem 
sementes diferentes em um mesmo plantio 
(Devarim 22:9-11). Nota-se, assim, que o 
esboço do Biodireito e da Bioética teve 
origem na Shaatnez. Os julgamentos, por 
seu turno, estão consubstanciados nos 
preceitos penais e civis tão necessários para 
a existência de qualquer sociedade. Tais 
disposições podem ser encontradas em 
textos fora da Torahe do Tanakh (a soma 
da Torah, dos Profetas/Neviim e dos 
Escritos/Ketuvim). 
\uf0a7 D-us teria dado a Moshe, além 
da Torah Escrita, a Torah Oral, esta 
consistindo em várias especificações, 
processos e \u201cferramentas\u201d de interpretação 
da Torah Escrita. Pela natureza, depreende-
se que a Torah Oral representa normas 
de sobredireito, possivelmente as primeiras 
normas de sobredireito sistematizadas da 
História. 
\uf0a7 A princípio, a Lei Oral era, de modo efetivo, 
transmitida oralmente, de Moreh (professor) 
para Talmid (aluno), no entanto, como 
ocorre até hoje, os yehudim (judeus) são 
vítimas de perseguições e, numa delas 
(empreendida pelos romanos), se viram na 
obrigação de positivar a Lei Oral com a 
finalidade de resistir a diáspora(s). 
\uf0a7 O trabalho de transcrever a Lei Oral originou 
a Mishnah (\u5d4\u5e0\u5e9\u5de). A Mishnahreduziu a 
escrito a forma como as leis e 
os acontecimentos judaicos ocorridos 
deveriam ser interpretados. Como 
ilustração, tomemos Shemot 17:11: \u201cE 
acontecia que, quando Moisés levantava a 
sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele 
abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia\u201d. 
Para essa passagem, o Tratado de Rosh 
Hashanah 3:8, da Mishnah diz: \u201cMas podiam 
as mãos de Moisés empreender uma guerra 
ou perdê-la? Isto nos diz que, enquanto 
Israel olhava para o alto e submetia o 
coração ao seu pai no céu, eles prevaleciam; 
mas, quando não o faziam, tombavam\u201d. 
\uf0a7 Com a sistematização dos textos mishnaicos, 
passa a ocorrer uma verdadeira produção de 
debates através do processo dialético de 
tese, antítese e síntese que, positivados, 
deram origem à Guemarah. 
\uf0a7 Na realidade, a produção científica floresceu 
de tal forma, àquela época, que é 
considerada a existência de 
duas Guemarot (pl.de \u201cGuemarah\u201d), a 
produzida nas academias de Israel e a 
produzida na Babilônia, onde, por muito 
tempo, os judeus foram cativos, tendo se 
tornado a mais utilizada. 
\uf0a7 A Guemarah é uma compilação doutrinária 
como as obras que encontramos hoje e que 
nos auxiliam a resolver as questões que, seja 
de forma aparente ou não, ficaram à 
margem dos textos legais. A soma da 
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