ARTIGO - PATOLOGIA
13 pág.

ARTIGO - PATOLOGIA


DisciplinaEdificações378 materiais3.435 seguidores
Pré-visualização3 páginas
da armadura do concreto armado, ocorrendo como patologia, 
e conseqüentemente se configurando como a degradação de um constituinte 
dos elementos estruturais, teve também uma incidência alta, relacionado ao 
uso de concretos permeáveis e/ou associada à deficiência de cobrimento, 
permitindo a entrada de agentes agressivos no interior do concreto. Em alguns 
casos, foi observada a presença de umidade constante ao redor do concreto, 
nos pontos onde se manifestou a corrosão. 
 Em relação aos casos de destacamento dos revestimentos, foi possível 
observar que houve uso de material inadequado para o assentamento destes 
e, em um caso, o uso de camada excessiva de revestimento para compensar a 
falta de prumo (Figura 12). 
45º Congresso Brasileiro do Concreto 
______________________________________________________________________ 
Instituto Brasileiro do Concreto 
 
 
Figura 12 \u2013 Espessura excessiva de revestimento 
 
As patologias incidentes nas peças estruturais tiveram direta relação 
com as dimensões e disposições das mesmas. As lajes tiveram uma incidência 
de infiltração de 64,30%, evidenciando o acúmulo de água sem vias de 
escoamento, com a contribuição da má impermeabilização. Nas vigas, foram 
observadas ocorrências de grandes deformações por perda ou insuficiência de 
rigidez e corrosão da armadura. Os pilares, quando afetados, apresentaram 
freqüentemente fissuras na base o que é justificado pela aeração diferencial 
que ocorre entre a parte enterrada e a exposta. . 
Percebeu-se alguns casos em que houve uma má avaliação das ações 
com conseqüentes problemas de rigidez na estrutura, com o surgimento 
fissuras em paredes, onde estas não conseguiram acompanhar as 
deformações dos elementos estruturais. 
 Analisando-se o gráfico da gênese das patologias constante na Figura 
10, observa-se que a freqüência das patologias originadas por falhas humanas 
na fase de execução chegam a 100%. 
 
5 Considerações finais 
 Segundo o item 6.2.2 da mais atual versão da norma brasileira sobre 
estruturas em concreto, a NB -1 (2001), uma construção do tipo das aqui 
analisadas deve ter uma vida útil de projeto de no mínimo cinqüenta anos. Os 
edifícios analisados, todos apresentando patologias, tinham uma idade média 
45º Congresso Brasileiro do Concreto 
______________________________________________________________________ 
Instituto Brasileiro do Concreto 
 
45º Congresso Brasileiro do Concreto 
______________________________________________________________________ 
de 7,1 anos. 
 Nenhum dos condomínios dos edifícios analisados dispunham de 
certificado de recebimento do concreto. Em muitos casos, sequer dispunham 
dos projetos originais. Constatou-se que os concretos eram de baixa 
resistência e alta permeabilidade conduzindo a um ambiente propício à 
corrosão das armaduras do concreto armado. 
 Nos prédios em questão notou-se a falta de preocupação com a 
impermeabilização das edificações que é um ponto de partida para a 
ocorrência de várias das patologias aqui mostradas. 
 É necessário uma conscientização geral dos construtores no sentido de 
melhorar a qualidade e o desempenho das edificações. Também é fundamental 
que os calculistas passem a utilizar nos projetos os novos critérios introduzidos 
pela NB1 no que diz respeito à durabilidade. 
 
6 Referências 
ALMUSALLAM, A. A.. Effect of degree of corrosion on the properties of 
reinforcing steel bars. Construction and Building Materials. 2001;15; 361-
368. 
 
CASCUDO, O. O controle da corrosão de armaduras de concreto: 
inspeção e técnicas eletroquímicas. São Paulo, Pini, 1997. 
 
HELENE, P. R. L. Manual para reparo, reforço e proteção de estruturas de 
concreto. São Paulo, Pini, 1992. 
 
NBR-6118/NB1-2001 \u2013 Projeto de estruturas de concreto. ABNT \u2013 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. 
 
RIPPER, T; MOREIRA DE SOUZA, V. C. Patologia, recuperação e reforço 
de estruturas de concreto. São Paulo, Pini, 1998.