Apostila ENGEMAN - modulo básico
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Apostila ENGEMAN - modulo básico


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Corretiva com incorporação de Melhorias (MM). 
Na década seguinte 1960 aparecem: 
- a Introdução da Prevenção de Manutenção, em 1960; 
- a Engenharia da Confiabilidade, a partir de 1962; 
- e a Engenharia Econômica. 
Nos anos 70 desenvolvem-se: 
- a Incorporação dos conceitos das Ciências Comportamentais; 
- o Desenvolvimento da Engenharia de Sistemas; 
2 - EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO 
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MANUAL OPERACIONAL BÁSICO
- a Logística e a Terotecnologia; 
- a oficialização do TPM na empresa japonesa Nippon Denso, em 1971. 
Na década de 1980 temos: 
- a fundação do JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance); 
- e a introdução do TPM no Brasil, em 1986. 
Até o momento, nesta década de 1990, registra-se: 
- a introdução da Engenharia Mecatrônica; 
- empresas brasileiras implantando o TPM; 
- outras empresas preparando-se para implantar o TPM; 
- e duas empresas candidatas ao prêmio TPM no Brasil. 
A figura 3 mostra, esquematicamente, como tem sido a evolução da manutenção. Na seqüência, observa-se 
que a evolução da manutenção foi subdividida em uma era da manutenção baseada no tempo, até a década de 
setenta, quando a realização da manutenção fundamenta-se no planejamento e programação para antecipar 
qualquer eventual falha da máquina. 
Nas últimas duas décadas, surge o conceito da era da manutenção baseada nas condições, isto é, a partir da 
manutenção preditiva, acompanha-se o estado das máquinas, o que permite prever com antecedência a 
provável ocorrência de falha. 
 
1950 1960 1970 1980 1990 2000
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
MANUTENÇÃO PREDITIVA
MPT
CONFIAB.
Figura 3 \u2013 Evolução das técnicas de Manutenção
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MANUAL OPERACIONAL BÁSICO
A técnica da Manutenção Produtiva Total foi evoluindo desde sua concepção até os dias de hoje. Atualmente a 
implantação da Manutenção Produtiva Total é sustentada por oito pilares, de acordo com o mostrado na 
seguinte figura:
3 - A ESTRUTURA DA MANUTENÇÃO PRODUTIVA TOTAL
 
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Figura 4 \u2013 Os Pilares da Manutenção Produtiva Total
No início da sua história, a Manutenção Produtiva Total era baseada no pilar da Manutenção Autônoma, pilar 
onde os operadores assumiam atividades de conservação do equipamento (limpeza, ajustes, etc.). 
Posteriormente foi adicionado o pilar da Manutenção Especializada, no qual os técnicos de manutenção devem 
adotar rotinas de registro de ocorrências, análise de falhas e desenvolvimento de atividades preventivas 
planejadas para os equipamentos. Com o decorrer dos anos a TPM foi agregando pilares para acobertar todas 
as atividades ligadas ao processo de produção: qualidade, segurança operacional, arrumação de escritórios, 
treinamento de pessoal etc. 
3.1 A essência do TPM, a Manutenção Autônoma (MA)
No início a técnica TPM se fundamentou no pilar da Manutenção Autônoma. Este pilar consta de sete etapas 
consecutivas, que de forma progressiva permite desenvolver no operador aptidões que garantem a 
conservação do equipamento. 
A base de sustentação da MA é a criação de rotinas periódicas envolvendo os operadores e também técnicos de 
manutenção, que permitam garantir as condições operacionais dos equipamentos, perpetuando-as ao longo do 
tempo. 
Estas rotinas devem ser cumpridas e verificadas periodicamente e não podem consumir muito tempo produtivo, 
já que do contrário a performance global de produção diminui em lugar de aumentar. 
 
O que é? 
É o processo de capacitação dos 
operadores, com o propósito de torná-
los aptos a promoverem, no seu 
ambiente de trabalho, mudanças que 
garantam altos níveis de produtividade
Os 7 Passos
1. Limpeza inicial
4. Inspeção geral
5.Inspeção autônoma
6. Padronização
7. Autogerenciamento
3. Elaboração de normas de conservação
2. Eliminação de fontes de sujeiras e locais de 
difícil acesso 
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MANUAL OPERACIONAL BÁSICO
 
10 Passo da MA - Limpeza
Eliminar todas as sujeiras e detritos 
acumulados nas máquinas e no 
ambiente onde a máquina se 
localiza
OBJETIVOS
Aumentar o conhecimento da 
estrutura e funções do equipamento
Incentivar e favorecer atividades de 
inspeção e identificação de 
anomalias
 
Figura 6 \u2013 Objetivos do primeiro passo da Manutenção Autônoma
No segundo passo da manutenção autônoma, o operador é direcionado a eliminar as fontes que originam 
sujeiras, de forma de melhorar a condição de limpeza do equipamento e reduzindo o tempo necessário para 
limpar. Outro objetivo do segundo passo é facilitar o acesso aos diferentes sistemas da máquina, de forma de 
reduzir o tempo de inspeção e viabilizar o controle tanto do operador como do técnico de manutenção. 
 
20 Passo da MA 
Eliminação de fontes de sujeira
OBJETIVOS
Eliminação de fontes de 
sujeiras e das áreas de difícil 
acesso
Monitoramento dos 
problemas encontrados e 
solucionados
1 2
Problemas Levantados
Problemas Solucionados
1 21 2
Problemas Levantados
Problemas Solucionados 
Figura 7 \u2013 Objetivos do segundo passo da Manutenção Autônoma
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MANUAL OPERACIONAL BÁSICO
Normalmente nesta fase são necessárias melhorias nos sistemas de iluminação, escadas e plataformas de 
acesso, implementação de janelas nas máquinas para inspecionar partes internas (motores, tubulações, etc.). 
Em geral o resultado deste passo é a melhoria do projeto do equipamento e do Lay-Out das instalações.
Adicionalmente aos objetivos de redução de sujeira e facilitar o acesso do equipamento é necessário que o 
operador acompanhe o andamento de todos os problemas levantados. Normalmente as anomalias devem ser 
resolvidas por técnicos de manutenção. Nesta etapa se incentiva a troca de informações e conhecimentos entre 
o operador e o manutentor. Estas atividades permitem derrubar sistematicamente as barreiras que existem 
entre a operação e a manutenção das máquinas. 
No terceiro passo da Manutenção Autônoma, o equipamento está limpo e as principais anomalias foram 
sanadas nos passos anteriores. Agora é necessário definir as rotinas periódicas de limpeza, ajuste, lubrificação 
e inspeção que devem ser realizadas pela operação de forma a garantir as condições técnicas e funcionais do 
equipamento. 
Nesta etapa, os manutentores devem transferir conhecimentos técnicos e ferramental aos operadores de forma 
que estas atividades sejam realizadas de forma autônoma pela operação. É uma etapa decisiva na implantação 
da manutenção autônoma, já que as barreiras entre manutenção e produção devem ser totalmente eliminadas 
nesta etapa, de forma a que a transferência de informações e responsabilidades seja eficaz e permita atingir o 
objetivo final que é reduzir a probabilidade de quebra inesperada da máquina.
 
30 Passo da MA 
Elaboração de normas de 
conservação
OBJETIVOS
Normas de limpeza
Normas de Lubrificação
Normas de Inspeção
Normas de Ajuste
 
Figura
Pedro
Pedro fez um comentário
Boa noite amigo, estou precisando muito deste material, mais a versão completa ! , "Manual Engeman 7 7 10" mesmo que o dowload seja pago!
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