RESUMO DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
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RESUMO DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO


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RES UMO D E D IRE ITO INTER N ACIONAL P ÚB LICO
Suje ito s do d ire ito inte r nac io na l são todos aq ue les e ntes dotado s de perso na lid ade j ur íd ic a de d ir e ito
inter na c io na l p úb lico, q ue j unta me nte co m o s ato res mo vime nta m e d ão d inâ mica ao d ire ito inter nac io na l
b lico.
Introd ução o u impo rtâ nc ia j ur íd ica : o s s uje itos po ss ue m uma função j ur id ica me nte ma is importa nte. O s
atores no ge ra l, não po ss ue m a mes ma re le vâ nc ia j ur íd ica.
Sociedade inter nac io na l: é o ca mpo de at u ão j ur íd ica o nd e os s uj e ito s e os a tores ira m dese nvo lver as
re lações inte r nac io na is (co munidade inter nac io na l).
Perso na lidade jur íd ica de d ire ito int er nac io na l p úb lico : ape nas os s uje itos po ss ue m e po r esse mot ivo
ga nha m a capac idade de as s inar e m t ratado s inter nac io na is.
Suje ito de d ire ito p úb lico X ato res in ter na c io na is
- tem pe rso na lidade j ur íd ica de - não poss ue m perso na lid ade d ir e ito p úb lico inte r nac io na l
dire ito p úb lico inter nac io na l
- podem ass inar tra tados - não pode m as s ina r tra tados inte r nac io na is
inter na c io na is
- dita m as r e gras - se gue as re gas d itas p e lo s uje ito
Suje itos de d ire ito inter nac io na l p úb lico
- primár io ( funda me nta is) : Estado s
- sec undár io : or ga nis mos inter nac io na is são aq ue les c r iados j ur id ica me nte pe la vo nt ade dos
blo cos eco nô micos p r imár io s ( Est ados) S uje ito pr imár io dá indepe nd ê nc ia
aos sec undár ios (O N U não depe nd e dos Estado s q ue a
cr iar a m)
Tra tados inter na c io na is : todo s uje ito sec undár io é cr iado pe la ma nifes tação de um tra tado inter na c io na l
cons t it ut ivo (t ratado q ue cr ia um s uje ito, descr e ve s uas a t ividades e a tr ib ui per so na lidade j ur íd ica de
dire ito inter nac io na l, o u seja, libe rdade P O DEM assina r tr atados ).
O BS : Ge ra lme nte os tra tados sã o co nhec ido s e no meado s se gundo o loc a l o nde fo ra m a ss inado s.
Tra tados inter na c io na is import a ntes : ON U São Fra nc isco (1945)
Tra tado da União - Maas tr ic ht ( Ho la nda 199 2 ).
Tra tado de Me rcos ul Ass unção (1991)
Ato re s (não ass ina m tra tados)
- P essoas ( s icas) : pes soas re le va ntes pa ra so c iedade int er nac io na l, q ue pra t ica ra m atos q ue re fle te m na
soc iedade internac io na l. Exe mp lo : Mad re T ere za de Ca lc u ; Ne lso n Ma nde la; H it le r.
- E mpresa s ( gr upos e mult ina c io na is) : e xe mp los fa cebook; M icroso ft ; I BM, Goo gle.
- O utras co let ividades
o Inst it uc io na lizadas O N Gs (e xist e m de fato e de d ire ito) Co ns t ituídas no â mb ito inter no do Es tado.
Exe mp lo : c r uz ver me lha, W WF, méd icos se m fro nte iras.
o N ão ins t it uc io na lizada s : e xis te m ape nas de fato e não de d ire ito, po is dese nvo lve m at ividades par a le las a
do Est ado. Exe mp lo : gr upos ter ror istas, gr upos sepa rat ist as.
Caso da Santa Sé
Sant a Sé fica no terr itó r io do V atica no, pos s ui um go ve r no te ndo e m vista q ue o Papa é c he fe de e stado e
che fe de go ver no, ma s não pos s ui Po vo, ningué m nasc e e m S a nta Sé.
- suje ito X ato r : o d ire ito inter nac io na l p úb lico co ns idera Sa nt a um s uje ito (es tado), po is as s ina m
tratado s c ha mado s co ncorda ta. No ent a nto, a teo r ia ge ra l do es tado não co ns ide ra S a nta Sé s uje ito
(estado ), po is para isso e la t er ia q ue obt er todos os e le me ntos necess ár io s, e co mo vimo s lhe fa lta o
e le me nto po vo.
- F ormação e at uação na s re lações inter nac io na is :
1. Suje ito (ass ina t ratados inte r nac io na is, fir ma acordo s).
2. Me mbro obse r vador da s nações unidas (ON U) única re lig ião me mbro
3. Possui fina nce iro est ado r ico $
Suje ito s de d ir e ito inte r nac io na l
Sociedade inter nac io na l
- auto de ter minaç ão dos po vo s cada E stado de fine os se us r umos j ur íd icos. São a utô no mos e po rta nto
o sobera nos
- interd epe n nc ia há uma depe n nc ia rec iproca, apes ar se dere m a u no mo s e les depe nde m um do
out ro, ne nhum pa ís se ma nté m so zinho
O BS : a so c iedade int er nac io na l é d ifere nt e da so c iedade int er na, ne nhum Es tado ma nd a ma is q ue o o ut ro,
a sobera nia é hor izo nta l, não há coerção d ire ta de um Es tado sob os d e ma is, não há hierarq uia.
Suje ito s pr imár ios : Es tados - poss ue m 3 e le me ntos : te rri rio, povo e gove rno . Todo Estado, vida de
regra, te m ess es 3 ele me ntos (e xceto Sa nta Sé). A m des tes, há um q ua rta e le m e nto funda me nta l pa ra se
caracte r iza r co mo Es tado e ga ra nt ir a sob era nia , o re conhe ci me nto i nte rnac iona l. É neces sár io q ue o
Est ado seja reco nhec ido pe los d e ma is, is so gera vá r ios co nflitos inte r nac io na is.
ES TAD O t e r ri t óri o
Conce ito e s is te mática no d ire ito p úb lico : é aq ue le espaço o nde o Es tado e xerce a s ua j ur isd ição. M uit as
ve ze s no d ire ito inte r nac io na l a j ur isd ição não é e xerc id a ape nas no terr itó r io geo gr á fico do p a ís.
Geo gra fia X d ire ito inter nac io na l: são d ifer e ntes po is, po r muitas ve zes pode m não co inc id ir. Exe mp lo : as
e mba ixada s int er nac io na is e m so lo bras ile iro, geo gra fica me nte é nos so ter r itór io mas, j ur id ica me nte se
ap lica a le i inte r nac io na l no q ua l p erte nce a e mba ixada (d ire ito inte r nac io na l). E xt rate rr itor ia l idade
Do nios terr ito r ia is
Solo /s ubso lo : o d ire ito inter na c io na l te m po uca infl nc ia, gera lme nte d iz respe ito ao d ire ito inter no.
Lac us tre ( la gos) / fluvia l: re la t iva infl nc ia do dire ito inter nac io na l, exce to se são fro nte iras, nes ses
casos são d isc ip linados por tratado s int er nac io na is.
Mar ít imo : muita inf lue nc ia
Aéreo : d iz respe ito ao te rr itór io geo gr á fico ma is mar ter r ito r ia l ( t udo ac ima ). É a á rea de tota l
influe nc ia do Es tado q ua ndo co ns ide rado espaço aéreo nac io na l ( j ur isd iç ão p le na). Co ntro le to ta l do
espaço aéreo c ivis e milit ares ( não te m pr inc ip io da passa ge m inoce nte ), prec isa de autor ização, é
100% contro lado.
Conve nções das nações unidas sobre o d ire ito do mar (1982 ) cr ia re gr as a respe ito do d ire ito do mar, o
divide e m fa ixas e dá a cada um car acte r ís t ica s.
A C onve nção fixa o lim ite e xter io r do ma r te rrit o ria l e m 12 milhas ná ut icas (22 k m), de finindo- o co mo
uma zo na ma r ít ima co nt ígua ao te rr itór io do Estado co ste iro e sob re a q ua l se es te nde a s ua sob era nia.
Cria, ade ma is, uma zona co nt íg ua ta m m co m 12 milhas ná ut icas, de nt ro da q ua l o Est ado cos te iro
pode exerce r j ur isd ição co m r espe ito a certas a t ividades co mo co ntraba ndo e imigração ile ga l, e
uma zo na e conô mica e xclus iva ( ZE E ), t e ndo co mo lim ite e xter no uma linha a 200 milh a s ná ut ic as
(370,4 k m) da cos ta e co mo lim ite inter no a bo rda e xter ior do ma r terr ito r ia l, na q ua l o Estado cos te iro
te m sobe ra nia, no q ue re spe ita a e xp lor ação dos rec ursos na t ura is na á gua, no le ito do mar e no
seu s ubso lo. O Est ado coste iro e xerce ta m m j ur isd ição sob re a zo na e m ma r ia de pr eser v ão do me io
mar inho, inves t igação c ie nt if ica e insta lação de ilhas a rt ific ia is.
A platafo rma contine nta l é a parte do le ito do ma r adjace nte à costa, c uja pro fund idade méd ia não
excede d uze ntos met ros, e é co ns ide rado um li mit e dos co nt ine ntes. D e acordo co m a Co nve nção, sob re
essa p la ta for ma e se u s ub so lo o Est ado coste iro e xe rce d ire ito sobera no de e xp loração dos rec urs os
na t ura is (pe t leo e gás nat ura l).