Dicionário do Jornalismo
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Dicionário do Jornalismo


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página e prossegue em páginas internas.
Intertítulo - pequenos títulos colocados no meio do texto. Esse artifício é usado para tornar o texto menos denso. Há publicações que preferem destacar frases retiradas do texto para colocar nos intertítulos. Usar apenas em casos extremos. Se o texto for longo, sempre é possível usar subretrancas, o que facilita a leitura de um texto e torna a diagramação visualmente mais atraente.
Janela - é quando se coloca uma foto menor dentro de uma foto maior para destacar detalhes. Um exemplo é quando se coloca uma grande foto de um incêndio e no detalhe (janela) aparece uma foto do aparelho que causou o incêndio. Esse recurso está em desuso nas publicações modernas.
Lauda - Folha padronizada para a datilografia de reportagens. São usadas para facilitar a diagramação. Com o surgimento da edição eletrônica as laudas estão desaparecendo das redações.
Lide - Originário da palavra inglesa lead. É o primeiro parágrafo de um texto. Deve ser curto e responder às perguntas básicas do jornalismo: quem? o que? quando? onde? como? por quê? O ideal é que o lide tenha no máximo cinco linhas. Lides maiores desestimulam a leitura. Se a publicação não tiver um caráter factual, ele pode deixar de responder as seis perguntas acima e usar uma outra linguagem que atraia o interesse do leitor.
Legenda - texto curto que explica uma foto ou ilustração.
Macarrão - termo que designa uma página solta no meio de um caderno do jornal. 
Manchete - é o título da principal reportagem do jornal, publicado na primeira página. Também é usado para designar a principal reportagem de cada página (manchete da página).
Negrito - são as letras mais escuras e mais grossas usadas nos textos para destacar certas frases. Hoje praticamente só é usada na publicação e entrevista do tipo pingue-pongue.
Olho - texto curto que destaca os aspectos mais importantes abordados na reportagem. Deve estar relacionado ao título principal. Serve para despertar a atenção do leitor para a leitura.
Parênteses - sinal ortográfico que deve ser usado o mínimo possível em textos. É imprescindível seu uso no caso de detalhamento de siglas. Se usado no texto, quebra o ritmo da leitura.
Pastel - mistura de textos ou legendas em uma página. Esse tipo de erro pode ser facilmente evitado com a atuação eficiente do secretário gráfico em uma redação.
Pauta - é uma ordem de serviço transmitida pelos chefes de reportagem. A pauta normalmente indica a pessoa que deve ser entrevistada, local, horário e até mesmo o tamanho da reportagem que deve ser produzida. A pauta também deve indicar os temas principais que devem ser abordados no texto.
Nos jornais a pauta é feita por um jornalista conhecido como pauteiro ou pelos editores de cada seção. Nas revistas as pautas são produzidas pelos editores ou pelo redator-chefe. As pautas mais detalhadas indicam também se o texto deverá ter foto ou não. A pauta não deve ser nunca uma "camisa de força". O repórter deve procurar cumpri-la.
Há nas redações uma anedota de que um repórter não cumpriu uma pauta sobre buracos em uma rua porque não conseguiu chegar ao local. O trânsito estava congestionado devido a um incêndio em um prédio e a rua tinha sido destruída por um temporal que atingiu o bairro na noite anterior. Enfim, os buracos tinham sumido e a pauta, na visão do repórter, não podia ser cumprida. Ele voltou para a redação sem ter escrito nenhum texto.
Pé - é o final do texto. Todo repórter deve ter em mente que se o texto for reduzido, as últimas linhas serão eliminadas. Daí a expressão "pirâmide invertida". Isso significa que a parte mais importante do texto deve ser colocado sempre nas primeiras linhas. Nunca o texto deve ser escrito de forma que as últimas linhas não possam ser eliminadas.
Jornalistas inexperientes costumam reclamar sobre os textos cortados no pé. Dizem "era o fechamento do texto, o encerramento da idéia". Esse conceito é próprio dos textos literários, das crônicas. No texto de reportagem isso não pode acontecer nunca.
Pingue-pongue - forma de texto em que as perguntas e respostas são publicadas. Normalmente têm um pequeno texto introdutório no qual é feito um perfil do entrevistado e é mostrado como e onde a reportagem foi feita.
O ideal é que as respostas sejam transcritas fielmente. Procure nunca editar respostas. Imagine um jogador de futebol respondendo assim sobre o desempenho: "Procurei seguir fielmente a estratégia determinada, porém, alguns fatores imprevisíveis provocaram um resultado adverso para nossa equipe". Isso não existe.
Uma entrevista pingue-pongue exige do repórter planejamento. Ele deve ter em mente, ou por escrito (de preferência), um roteiro das perguntas que serão feitas. Esse roteiro vai mudar conforme as respostas. 
O ideal é que a edição desse tipo de reportagem tenha intertítulos e forma e tamanho de corpo que diferenciem as perguntas das respostas.
O exemplo mais clássico desse tipo de entrevista é o publicado nas páginas amarelas da revista Veja.
Pirâmide invertida - É o modo de se estruturar um texto de forma que a informação mais importante seja colocada nas primeiras linhas, compondo assim o "lide". Nunca o texto pode, por exemplo, falar sobre a vida de um escritor, suas preferências, seus prêmios etc e na última linha ser colocada uma frase: "Ele morreu ontem". Tal observação parece ridícula, mas é muito comum nas redações. 
Projeto - é o planejamento de uma nova publicação. Nele se definem as estratégias de publicidade, viabilidade comercial e também os aspectos predominantes a serem abordados nos textos.
Quadro - Também é conhecido como "caixa". Trata-se de um recurso para enquadrar o texto entre fios. 
Rafe - aportuguesamento da palavra inglesa rough. É o "boneco" de um projeto gráfico. 
Rebuscado - significa um texto confuso. É muito comum os repórteres colocarem expressões desnecessárias no texto, que tornar difícil sua compreensão. 
Retranca - palavra que identifica um texto. "Samba" pode ser uma retranca que identifica um texto sobre as escolas de samba. O ideal é que a retranca tenha uma só palavra.
Selo - recurso gráfico que marca uma reportagem uma série de reportagens. É muito comum seu uso em série de reportagens. Normalmente é composto por uma pequena expressão e um desenho que se repete. Por exemplo: "Crise no INSS" pode ser acompanhado de um desenho de uma maca. Todo texto que se refira ao assunto é acompanhado desse selo.
Side - termo usado para designar um outro lado da reportagem. São assuntos paralelos que se publicam nos sides. Um texto sobre um jogo de futebol pode trazer um side com o jogador que teve o melhor desempenho na partida.
Standard - tamanho padrão dos jornais. Mede 54 x 33,5 cm. O único caso no Brasil de jornal que conseguiu sucesso sem ser standard é o Zero Hora, de Porto Alegre, publicado em tamanho tablóide. O tamanho tablóide é a metade do standard.
Stand by - Textos que podem ser publicados em qualquer época. Também são conhecidos como textos de "gaveta". Um texto que mostre os planos da empresa IBM para o Brasil, por exemplo, pode ser publicado em qualquer época (claro que sem exagero. Esse texto não pode ser publicado um ano depois de ser escrito, mas pode muito bem ser publicado duas semanas depois de ter sido escrito).
Tamanho do texto - Os jornais cada vez estão mais informatizados e a edição é cada vez feita de um modo mais rápido. Isso exige que o repórter já saiba o tamanho do texto que ele deverá produzir quando sai para apurar as informações. Evidente que isso pode mudar. Porém, um texto sobre uma nova fábrica de sabonetes em São Paulo dificilmente será a manchete do jornal e é bem provável que tenha no máximo 30 linhas.
Texto final - é o que vai ser publicado. Com a extinção do cargo do copidesque nos jornais, todo repórter deve ter um texto final. O que ele escreve é o que vai ser publicado.
Tipo - é o formato da letra. Os tipos se dividem em famílias. A família mais usada nos jornais é a Times.