Biologia
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As nossas florestas e matas são contituídas por inúmeros representantes do Reino Plantae.
Porém, o aparecimento de uma floresta não ocorre da noite para o dia, mas através de sucessivas mudanças
ambientais chamadas de Sucessão Ecológica.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
As comunidades existem num estado de fluxo
contínuo. Uns organismos morrem e outros nascem, de
forma a tomar os seus lugares; a matéria e a energia transitam
continuamente através das comunidades. Geralmente, a
aparência e a composição da maioria das comunidades não
mudam com o passar do tempo. Contudo, se um
determinado hábitat for perturbado, a comunidade
lentamente se reconstruirá. Isto ocorre, por exemplo,
quando uma floresta é derrubada, um campo é atingido
pelo fogo ou um recife de corais é assolado por um furacão.
Espécies denominadas pioneiras, bem adaptadas a hábitats
perturbados, são sucessivamente substituídas por outras
até que a comunidade atinja um equilíbrio dunâmico, não
havendo mais substituições de espécies.
A seqüência de mudanças iniciada pela perturbação é
denominada sucessão ecológica ou simplesmente sucessão,
e a associação de espécies atingida em última instância é
chamada de clímax.
Durante a sucessão ecológica ocorre uma
sobreposição de etapas que, para fins didáticos e de
pesquisa, são classificadas em três tipos: ecese, séries e
clímax.
Vejamos detalhadamente cada uma:
\u2013 Ecese: é formada por espécies colonizadoras ou
pioneiras, que irão cr iar condições para o
estabelecimento de novas espécies e para o
aparecimento das comunidades. Como exemplos
podemos citar:
a) as cianobactérias (algas azul-esverdeadas, antigamente
denominadas cianofíceas).
b) os liquens, formados pela associação de algas e fungos,
capazes de se espalhar sobre rochas graníticas e de
provocar rachaduras e desagregação das rochas,
graças às substâncias ácidas que eles secretam. Essas
fendas permitirão a penetração da água, arrastando as
partículas de sílica que formam a areia. Assim, surgirá
uma fina camada de solo, onde posteriormente se
instalarão diversas espécies vegetais.
\u2013 Seres ou séries: representam as comunidades
temporárias que surgem no decorrer de uma sucessão
ecológica. A ação de cada uma delas sobre o ambiente
cria as condições necessárias para o aparecimento da
RRRRReino Plantaeeino Plantaeeino Plantaeeino Plantaeeino Plantae
comunidade seguinte. Como exemplo podemos citar
as ervas e arbustos que se instalam durante uma
sucessão ecológica em uma área que foi destruída
pelo fogo. Estes vegetais (ervas e arbustos) serão
posteriormente substituídos pela comunidade clímax.
- Clímax: a comunidade clímax surge no final do
processo de sucessão ecológica. Apresenta grande
estabilidade (homeostase) e se encontra em equilíbrio
com fatores abiót icos e biót icos, c l ima e,
principalmente, tipo de solo. E isso significa que o
ecossistema atingiu sua maturidade. As comunidades
clímax são duráveis e, devido à sua estabilidade, são
capazes de reagir às mudanças ambientais, desde que
estas não sejam extremamente drásticas. Um
exemplo conhecido de comunidade climácica (clímax)
é a Floresta Amazônica. Nela, a quantidade total de
matéria orgânica produzida durante a fotossíntese é
utilizada na respiração, os nutrientes que os vegetais
retiram do solo acabam retornando a ele através da
decomposição, e as variações ambientais são ate-
nuadas pela presença de animais e vegetais.
Resumidamente, uma sucessão pode ser assim
representada:
Espécies pioneiras \u2192 Séries \u2192 Clímax
Reino Plantae
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Bio
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ia REINO PLANTAE
O reino Plantae engloba plantas eucariontes (núcleo
envolvido pela membrana nuclear ou carioteca),
predominatemente pluricelulares e todos os seus
representantes (raríssimas exceções, como o cipó-
chumbo) são clorofilados, portanto, capazes de realizar o
fenômeno da fotossíntese, e conseqüentemente
autótrofos .
Os representantes do reino podem ser reunidos em
dois grupos: plantas criptógamas e plantas fanerógamas. As
criptógamas não produzem flores, frutos e sementes;
compreendem as talófitas as briófitas e as pteridófitas.
As fanerógamas, por sua vez, apresentam flores e
produzem sementes com embriões; compreendem duas
classes: gimnospermas e angiospermas.
CLASSIFICAÇÃO
DIVISÃO DAS CRIPTÓGAMAS
BRIÓFITAS
São representadas pelos musgos, hepáticas e
antóceros.
As briófitas, como o musgo, por exemplo, são
plantas destituídas de tecidos condutores de seiva (xilema e
floema), razão pela qual são de pequeno porte, não
ultrapassando, em geral, 20 cm de comprimento; a seiva
(água e sais minerais) retirada do solo chega às partes aéreas
através de fenômenos de osmose (difusão de célula a
célula).
Vivem em ambientes úmidos e sombreados, como
o lodo ou musgo. Em matas tropicais, quentes e úmidas,
são abundantes, como ocorre com a Serra do Mar. Algumas
vivem em águas doces paradas ou de correnteza muito
lenta e, raras, sob as águas, como a Riccia fluitans. Não
possuem representantes marinhos.
Uma briófita retira a água do solo através dos seus
rizóides (são formações semelhantes no aspecto às raízes,
mas sem a mesma constituição histológica) que, por difusão,
é transferida às demais células do corpo do vegetal. É um
processo lento e só é possível em plantas de pequeno
porte. Como não possuem tecidos de sustentação, esta
faz-se por turgescência celular.
Reino Plantae
Divisão Grupos
Criptógamas
Briófitas (avasculares)
Pteridófitas (vasculares)
Fanerógamas
Gimnospermas (sem frutos)
Angiospermas (com frutos)
O seu corpo pode ser dividido em três partes:
rizóides, caules e folhas. São muito dependentes ainda
da água para a fecundação.
CLASSIFICAÇÃO
As briófitas são divididas em três classes: hepáticas,
que lembram na sua forma a de um fígado, antóceros,
que já possuem uma estrutura \u201cparecida\u201d no seu aspecto à
de uma flor e, finalmente, os musgos (lodo).
REPRODUÇÃO
\u2013 Assexuada: nas hepáticas por meio de propágulos
(estruturas formadas por células com capacidade de
produzir uma nova planta).
\u2013 Sexuada: como exemplo usaremos um musgo.
ÓRGÃOS MASCULINOS OU ANTERÍDIOS
Têm a forma de um pequeno saco ovóide ou
claviforme. No interior do anterídio, formam-se pequenas
células haplóides-anterozóides, providas de um par de
cílios locomotores. Os anterozóides são os gametas
masculinos.
ÓRGÃOS FEMININOS OU ARQUEGÔNIOS
Cada um se assemelha a uma pequena garrafa. É o
gameta feminino.
No interior, fica uma célula única, haplóide - a oosfera.
FECUNDAÇÃO
Há necessidade de água, para a liberação dos
anterozóides (suficiente uma gota de orvalho, de chuva,
etc.). Os anterozóides, uma vez libertados do conteúdo,
nadam e se encaminham para os arquegônios
(quimiotactismo).
Reino Plantae
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vitoria
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