Biologia
252 pág.

Biologia


DisciplinaBiologia36.242 materiais1.175.590 seguidores
Pré-visualização50 páginas
da água
e o ósculo é a abertura superior através da qual saem a água
e os produtos nitrogenados, como a amônia.
Junto ao ósculo, encontramos as espículas para a
sustentação e, na extremidade oposta, encontramos o disco
pedial para a fixação.
12345678901234
12345678901234
12345678901234
12345678901234
Reino
Metazoa
ou Animalia
Sub-reino Parazoa
(Gr.) para = ao lado;
zoo = animal
Exemplo: Poríferos
Sub-reino Eumetazoa
(Gr.) eu = verdadeiro;
zoo = animal
Exemplos: Cnidários, Platelmintos,
Nematelmintos, Anelídeos,
Moluscos, Artrópodos,
Equinodermos e Cordados
Resumindo
Reino Animalia
2
Bio
log
ia
TIPOS ANATÔMICOS DE ESPONJAS
Tipo áscon: de acordo com o grau de complexidade é
o mais simples. A água penetra pelos poros inalantes,
circula pelo átrio e sai pelo ósculo.
Tipo sícon: é o tipo intermediário, no qual a água penetra
através dos poros, passa pelo canal inalante saindo pela
prosópila para o canal exalante e através da abertura
apópila cai no átrio saindo pelo ósculo.
Tipo lêucon: também chamado de rágon. É o tipo
mais complexo. Entre os canais inalante e exalante encon-
tramos a câmara vibrátil que se comunica com outras
câmaras e desemboca no átrio.
FISIOLOGIA DOS PORÍFEROS
Só há dois sistemas nas esponjas: o tegumentário e o
esquelético.
REVESTIMENTO
A pele das esponjas apresenta dois tipos de células: o
pinacócito, que são células achatadas, e o coanócito, com
colarinho e flagelo. A posição de ambas depende do tipo de
esponja.
Reino Animalia
3
Biologia
SUSTENTAÇÃO
A sustentação é realizada pelas espículas, que
representam o endoesqueleto mineral (calcário ou silicoso),
originado a partir de células especiais da mesogléia, os
escleroblastos ou esclerócitos. Há também o
endoesqueleto orgânico formado por células denominadas
espongioblastos ou espongiócitos, que fabricam uma
proteína chamada espongina. Quimicamente é uma
escleroproteína como a do cabelo, da unha ou do chifre.
Não há nos poríferos: sistemas digestivo, circulatório,
respiratório, excretor e reprodutivo, além do nervoso e
muscular.
NUTRIÇÃO
A esponja nutre-se de partículas de matéria orgânica
e de plâncton, ou seja, diminutos organismos existentes na
água. Os coanócitos capturam o alimento por fagocitose,
formando vacúolos digestivos, portanto a digestão é
exclusivamente intracelular como nos protozoários. Dos
coanócitos, o alimento passa para os amebócitos, que o
distribuem a outras células.
A esponja não possui boca nem cavidade digestiva,
logo é um animal filtrador.
EXCREÇÃO
A egestão é feita pelo ósculo em forma de amônia.
Também pode ocorrer pela pele (excreção cutânea).
CIRCULAÇÃO
Esta ocorre no interior do átrio, onde a água circula
graças aos batimentos flagelares dos coanócitos e as
partículas alimentares se movimentam de célula para célula,
principalmente devido aos amebócitos.
RESPIRAÇÃO
O oxigênio e o gás carbônico entram e saem por
difusão das células (respiração cutânea) e são levados pela
corrente de água.
REPRODUÇÃO
As esponjas apresentam reprodução sexuada e
assexuada.
Reprodução agâmica
A grande capacidade deste tipo de reprodução de-
corre do pequeno grau de complexidade deste animal.
A regeneração é comum. Se fragmentarmos uma
esponja, as células podem se reunir e formar novamente
uma esponja inteira.
O brotamento também é freqüente. Os brotos são
formados por amebócitos (estatócitos) que originam novos
indivíduos. Estes podem se destacar ou permanecer presos,
formando colônias.
A gemulação ocorre na família Espongilidae. Nas
esponjas de água doce, encontramos brotos especiais, as
gêmulas, formadas por massa de arqueócitos e envolvidas
por uma capa impermeável de espículas. As gêmulas
resistem à época de seca dos rios, perdurando após a morte
da esponja-mãe. Na época das chuvas, desenvolvem-se e
originam novos indivíduos.
Reprodução gâmica
As esponjas são monóicas (hermafroditas), embora
existam espécies dióicas (sexos separados). A fecundação
é sempre cruzada e interna, sendo ovíparas e com
desenvolvimento indireto. As larvas móveis e ciliadas se
intitulam anfiblástula (calcária) e parenquímula (silicosa).
Reino Animalia
4
Bio
log
ia
FILO CNIDÁRIA
CNIDÁRIOS OU CELENTERADOS
São os mais atrasados dos eumetazoários, isto é,
são os primeiros animais pluricelulares a formarem tecidos;
seu nome (do grego Knide, \u201curtiga\u201d) sugere a existência de
células urticantes chamadas cnidoblastos, para defesa e
captura de alimentos e também o surgimento de uma
cavidade gástrica ou entérica; embriologicamente falando
são: diblásticos, acelomados, protostômios e neuromiários
(com sistemas nervoso e muscular); possuem simetria
radial, às vezes, birradial; vivem isolados ou em colônias,
sendo fixos na fase jovem (forma de pólipo) e móveis na
fase adulta (forma de medusa); já possuem gônadas,
embora sem ductos genitais.
Os cnidários são exclusivamente aquáticos,
principalmente marinhos. A hydra é dulcícola.
PRINCIPAL CÉLULA DOS CNIDÁRIOS
A principal característica do filo é a presença da célula
cnidoblasto ou nematoblasto, na qual está inclusa uma
cápsula arredondada cheia de um líquido urticante
denominado hipnotoxina ou actinocongestina. A cápsula é
o nematocisto ou cnidocisto, portadora de um fio helicoidal,
o nematocílio, que pode ser eliminado explosivamente com
a abertura do opérculo, quando se toca no cnidocílio, que é
um prolongamento apical da célula.
Os nematoblastos se acumulam principalmente nos
tentáculos, onde podem formar verdadeiras \u201cbaterias\u201d de
defesa e captura de alimentos. Não são encontrados no
disco pedial.
A importância médica dos celenterados está rela-
cionada com a hipnotoxina, proteína de natureza cáustica
que pode matar um indivíduo por choque anafilático.
MORFOLOGIA DOS CNIDÁRIOS
Os celenterados apresentam dois tipos morfológicosfundamentais:
Reino Animalia
5
Biologia
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
Pólipo - forma em geral fixa (bentônicos);
Medusa - forma em geral livre (planctônicos).
DESCRIÇÃO DE UMA MEDUSA
Na fase adulta o animal ostenta forma de guarda-chuva
ou cogumelo.
UMBRELA
É a parte mais volumosa da medusa, que corresponde
ao pano do guarda-chuva.
MANÚBRIO OU CABO
É a parte tubulosa da medusa, que corresponde ao
cabo do guarda-chuva. Na extremidade livre fica a boca,
que serve como porta de entrada dos alimentos e também
de saída de catabólitos, funcionando, portanto, como se
fosse o ânus.
VÉU, VELUM OU CRASPEDON
É um órgão que favorece a locomoção. As medusas
que o possuem são ditas craspédotas, como as da classe
Hydrozoa, e as que não o possuem são chamadas
acraspédotas, como as da classe Scyphozoa.
TENTÁCULOS OU BRAÇOS ORAIS
São formações alongadas que se prendem na um-
brela e que se localizam geralmente ao redor da boca.
Modos de vida
As medusas são móveis, planctônicas e sempre
solidárias.
DESCRIÇÃO DE UM PÓLIPO
Na forma jovem, o animal ostenta um aspecto tubular
ou de cilindro. Na porção inferior há um disco basal para
fixação, enquanto que na extremidade oposta localiza-se a
boca, sustentada pelo hipóstoma e rodeada por um conjunto
de tentáculos, que podem ser ocos ou maciços.
A cavidade interna tem função digestiva e recebe várias
designações: cavidade gástrica, entérica ou gastrovascular,
não tendo ramificações.
Os pólipos são geralmente fixos, desprovidos de
esqueleto e com pouca mesogléia. Não possuem ropálios.
vitoria
vitoria fez um comentário
Bom
1 aprovações
Carregar mais