CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL
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CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL


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CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL
 OBRIGAÇÕES
Menha, Guilherme Augusto
Acadêmico de Direito
No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 2015, onde foi condenado o réu (Município de Magé) o fornecimento e julgado procedente o pedido de transporte necessário para o autor (José Luiz Monteiro) 3 (três) vezes por semana, para tratamento. O direito é assegurado no âmbito estadual, através da Constituição Estadual. Onde o objetivo é garantir o tratamento médico dos administradores portadores de doença crônicas como no caso possibilitando às idas as consultas de seu tratamento médico. 
Trata-se de assegurar o direito à cidadania e a dignidade da pessoa humana, já que não a concessão do direito ao transporte agravará a saúde do autor, podendo leva-lo à morte. Conforme mostrado o dever do Município de fornecer o transporte necessário para o autor é uma obrigação conforme a Constituição Estadual.
O município apresentou recurso de apelação, indicando necessidade de perícia para verificação da necessidade do tratamento, ausência da previsão legal para a concessão do benefício, necessidade de inclusão do Estado do Rio de Janeiro no polo passivo e exclusão das penas sucumbenciais. In casu, o autor comprovou que necessita realizar hemodiálise com documento, três vezes por semana, na CENEFRO.
Foi adotado á Colação o Enunciado 48, que adoto, deste E. Tribunal de Justiça.
¹ \u201cO princípio da dignidade da pessoa humana e o direito à saúde asseguram a concessão de passe-livre ao necessitado, com custeio por ente público, desde que demonstrada a doença e o tratamento através de laudo médico. \u201c
Podemos fazer uma referência entre o julgado e o texto de Paulo Lôbo, o qual eleva o plano constitucional dos princípios fundamentais. Segundo ele se faz essencial em um Estado social de direito, à junção entre a legalidade e justiça social. De certa a forma o ser humano deve ser tratado como o centro das relação obrigacionais dentro de uma sociedade. 
¹- Colação o Enunciado 48, que adoto, deste E. Tribunal de Justiça.
E como vemos na Decisão, a uma falha do Município em dar preferência ao ser humano em uma obrigação, pois é uma necessidade em que o autor não busca em si o luxo ou algo para seu benefício e sim consulta médica de uma doença crônica. Paulo Lôbo ressalta como é necessário seguir o nosso código civil, mas de certa forma sempre a luz da nossa Constituição.
Referências:
Constituição Estadual do Rio de Janeiro
Julgado: Apelação Cível / reexame necessário Nº 0000455-87.2011.8.19.0029.
Apelante: Município de Magé.
Apelado: José Luiz Monteiro.
Relator: Des. Benedicto Abicair.