Trabalho de Aeroportos - Auxílios e Sinalização de Aeródromos
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Trabalho de Aeroportos - Auxílios e Sinalização de Aeródromos


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haver diversos tipos de operação: 
\uf0b7 Aeródromos que não possuem Torre e nem qualquer outro serviço ATS: diz-se 
aeródromo não controlado; 
\uf0b7 Aeródromos que não possui Torre, porém possuem o Serviço ATS Serviço de 
Informação de Voo: diz-se aeródromo não controlado com serviço FIS; 
\uf0b7 Aeródromos com Torre de Controle: diz-se aeródromo controlado. 
 
Quando um aeroporto possuir Torre de Controle, a mesma poderá ser dividida 
em até mais duas posições de controle cujo objetivo é descongestionar a frequência da 
TWR e facilitar o controle das aeronaves. São elas: 
\uf0b7 Autorização de Tráfego ou Clearance \u2013 É a posição as aeronaves recebem 
autorização do FPL. Após recebida a autorização, o PIC disporá de até no máximo 5 
minutos, ( acordo com o regulamento) para efetuar ajustes e cumprimento de 
procedimentos antes de \u2015chamar\u2019 a posição \u2015Controle Solo\u2016 . Caso não exista a 
posição \u2015Autorização de Tráfego\u2016, a autorização do FPL será dada pelo Controle 
Solo e na inexistência deste , pela própria posição TWR. 
\uf0b7 O "Serviço de Solo\u2016 (GND) - É a posição da torre da qual as aeronaves recebem 
autorização para trafegar pela área de manobras do aeroporto. 
 
A torre de controle pode ou não possuir radar para a visualização do tráfego 
aéreo em suas proximidades. O radar facilita o trabalho dos controladores de tráfego 
aéreo e aumenta a segurança e confiabilidade das operações realizadas pela torre. A 
comunicação entre a torre de controle e os pilotos das aeronaves é efetuada através de 
rádios comunicadores, os quais ficam sintonizados nas frequências aeronáuticas que 
estão compreendidas entre 118,00 MHz e 136,00 MHz. Nem todos os aeródromos 
possuem torre de controle. 
Dependendo da localidade onde exista a torre de controle, seu funcionamento 
pode ser contínuo ou em horários específicos. A torre de controle faz parte de um elo de 
órgãos de controle de tráfego aéreo o qual é ainda formado pelo controle de 
aproximação e pelo centro de controle de área, os quais controlam espaços aéreos de 
maior área do que o da torre de controle. 
 
 
 
 
 
 
Figura 36: Torre de controle do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. 
Fonte: http://www.panoramio.com/photo/3087940 
 
4. VEÍCULOS AUXÍLIARES 
 
Os aviões não são os únicos meios de transporte presentes numa área 
aeroportuária: uma variedade de veículos diferentes atua dentro do aeroporto, com uma 
gama variada de serviços, como o transporte de passageiros, transporte de carga, 
bagagem, comida e limpeza das aeronaves, guia de ré em aeronaves e escadas móveis. 
Veículos aeroportuários deslocam-se no aeroporto através de faixas a eles destinadas. 
Outras faixas existem, dedicadas à orientação das aeronaves, no pátio de 
estacionamento e nas taxiways. 
 
4.1 TRANSPORTE DE PASSAGEIROS 
 
Veículos de transporte de passageiro servem para fazer os embarques e 
desembarques, oferecendo maior conforto aos passageiros. Os veículos fazem o 
transporte entre os aviões e os terminais. 
 
Figura 37: Veiculo para fazer o transporte de passageiros. 
 
4.2 TRANSPORTE DE CARGA 
 
Responsável por fazer o transporte de cargas entre o terminal e ao avião. 
 
Figura 38: Transporte de carga. 
 
4.3 ESCADAS MOVEIS 
 
Figura 39: Escadas moveis. 
5. SINALIZAÇÃO E CONTROLE DE OBSTÁCULOS EM AERÓDROMOS 
 
Primeiramente, entende-se que obstáculo é algo com o objetivo de bloquear a 
passagem ou algo a ser superado. Pela definição, é aquilo que dificulta ou impede a 
realização de um movimento; o que pode atrapalhar a progressão de algo ou de alguém 
e ainda aquilo que resiste ou pode servir de resistência a uma força. 
Aplicando isso à Engenharia de Transportes, conforme o Regulamento 
Brasileiro da Aviação Civil RBAC nº 154 EMENDA nº 01 para Projeto de Aeródromos 
(aprovado em 2012), um obstáculo é todo objeto de natureza permanente ou temporária, 
podendo ser fixo ou móvel, ou ainda parte dele que: 
1. Esteja localizado em uma área destinada à movimentação de aeronaves no 
solo; 
2. Se estenda acima das superfícies destinadas à proteção das aeronaves em voo; 
3. Ou esteja fora dessas superfícies definidas e tenha sido avaliada como um 
perigo para a navegação aérea. 
 
Existe ainda uma classificação de obstáculo perigoso, que tem a mesma 
definição de obstáculo, porém necessitam uma providência aeronáutica no intuito de 
resguardar a segurança de navegação aérea ou da infraestrutura aeroportuária. 
Portanto, como estamos analisando apenas a situação para o projeto de 
aeródromos, pode-se afirmar que os obstáculos são objetos que interferem e restringem 
a movimentação das aeronaves. 
A sinalização de um obstáculo deve ser na forma de pintura, iluminação e 
balizas, que são objetos instalados acima do nível da superfície com a finalidade de 
indicar um obstáculo ou definir um limite, com o objetivo de fazê-lo contrastante em 
relação ao meio em que se encontram. 
Sabendo disso, para o projeto da pista de pouso e decolagem, é um importante 
fator o alinhamento da pista para permitir aproximações em conformidade com as 
Superfícies Limitadoras de Obstáculos. Estas superfícies que definem um volume de 
espaço aéreo no aeródromo e ao seu redor, que deve ser mantido livre de obstáculos, de 
modo a permitir que as operações das aeronaves sejam conduzidas de forma segura, 
evitando a interdição ou restrições às operações no aeródromo. 
Ou seja, para o projeto de um aeródromo deve ser levantado todo e qualquer 
objeto que, de alguma forma, cause a restrição de movimentação, do pouso e/ou 
decolagem e do taxiamento das aeronaves na Superfície Limitadora de Obstáculos. 
Assim, têm-se o controle dos possíveis obstáculos que devem ser analisados durante a 
elaboração projeto, para serem sinalizados e/ou removidos. Isso tudo para manter 
sempre a segurança do voo e do aeródromo. 
Além disso, o levantamento das Superfícies Limitadores de Obstáculos não 
deve focar apenas na sua localização, leva-se em consideração a cota altimétrica das 
edificações, ou possíveis objetos que representem um obstáculo, em relação à pista do 
aeródromo. 
No Manual de Gerenciamento do Uso do Solo no Entorno de Aeródromos, 
elaborado pelo Comando da Aeronáutica através do Departamento de Aviação Civil e 
Instituto de Aviação Civil, encontra-se, nas páginas 14 e 15, trechos do Código 
Brasileiro de Aeronáutica, na Seção V, que estabelece: 
 
Art. 43. As propriedades vizinhas dos aeródromos e das instalações de auxí- 
lio à navegação aérea estão sujeitas a restrições especiais. 
Parágrafo único. As restrições a que se refere este artigo são relativas ao uso 
das propriedades quanto a edificações, instalações, culturas agrícolas e objetos de 
natureza permanente ou temporária, bem como a tudo mais que possa embaraçar as 
operações de aeronave ou causar interferência nos sinais dos auxílios à radio 
navegação ou dificultar a visibilidade de auxílios visuais. 
 
Art. 45. A Autoridade Aeronáutica poderá embragar a obra ou construção que 
contrarie os Planos Básicos ou Específicos de cada aeroporto, ou exigit a eliminação 
dos obstáculos levantados e em desacordo com o os referidos Planos, posteriormente à 
sua publicação por conta e risco do infrator, que não poderá reclamar qualquer 
indenização. 
 
O Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica nº 139 determina que 
cabe à Administração Aeroportuária Local manter vigilância no entorno do aeródromo, 
com objetivo de identificar possíveis obstáculos que contrariem as restrições impostas 
nas normas e regulamentos de Aviação Civil para o Brasil, ou seja, elaborar o Programa 
de Controle de Obstáculos, e ainda a elaboração de um programa de
Helder Francisco
Helder Francisco fez um comentário
boa noite,quero baixar este trabalho para o meu pc, como faço?
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