Código de Defesa do Consumidor
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qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, 
seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. 
Parágrafo único - Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas 
neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos 
causados, na forma prevista neste Código. 
Art. 23 - A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e 
serviços não o exime de responsabilidade. 
Art. 24 - A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, 
vedada a exoneração contratual do fornecedor. 
Art. 25 - É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a 
obrigação de indenizar prevista nesta e nas Seções anteriores. 
§ 1º - Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão 
solidariamente pela reparação prevista nesta e nas Seções anteriores. 
§ 2º - Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço, são 
responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou importador e o que realizou a 
incorporação. 
SEÇÃO IV 
DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO 
Art. 26 - O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: 
I \u2013 30 (trinta dias), tratando-se de fornecimento de serviço e de produto não duráveis; 
II \u2013 90 (noventa dias), tratando-se de fornecimento de serviço e de produto duráveis. 
§ 1º - Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do 
término da execução dos serviços. 
§ 2º - Obstam a decadência: 
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de 
produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de 
forma inequívoca; 
II - (Vetado.) 
III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento. 
§ 3º - Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar 
evidenciado o defeito. 
 
Art. 27 - Prescreve em 5 (cinco anos) a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do 
produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir 
do conhecimento do dano e de sua autoria. 
Parágrafo único - (Vetado.) 
SEÇÃO V 
DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 
Art. 28 - O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento 
do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou 
violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando 
houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados 
por má administração. 
§ 1º - (Vetado.) 
§ 2º - As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, são 
subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. 
§ 3º - As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações 
decorrentes deste Código. 
§ 4º - As sociedades coligadas só responderão por culpa. 
§ 5º - Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade 
for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. 
CAPÍTULO V 
DAS PRÁTICAS COMERCIAIS 
SEÇÃO I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 29 - Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as 
pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas. 
SEÇÃO II 
DA OFERTA 
Art. 30 - Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou 
meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o 
fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. 
Art. 31 - A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidade, 
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem 
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. 
Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos 
ao consumidor, serão gravadas de forma indelével.2 
 
2
 Acrescentado pela Lei nº 11.989, de 27.07.09 
 
Art. 32 - Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de 
reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. 
Parágrafo único - Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por 
período razoável de tempo, na forma da lei. 
Art. 33 - Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do 
fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação 
comercial. 
Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada 
for onerosa ao consumidor que a origina.3 
Art. 34 - O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus 
prepostos ou representantes autônomos. 
Art. 35 - Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou 
publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: 
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou 
publicidade; 
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; 
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, 
monetariamente atualizada, e a perdas e danos. 
SEÇÃO III 
DA PUBLICIDADE 
Art. 36 - A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a 
identifique como tal. 
Parágrafo único - O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu 
poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que 
dão sustentação à mensagem. 
Art. 37 - É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. 
§ 1º - É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, 
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de 
induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, 
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. 
§ 2º - É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite 
à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e 
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o 
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. 
§ 3º - Para os efeitos deste Código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de 
informar sobre dado essencial do produto ou serviço. 
§ 4º - (Vetado.) 
 
3
 Acrescentado pela Lei nº 11.800, de 29.10.08 
 
Art. 38 - O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária 
cabe a quem as patrocina. 
SEÇÃO IV 
DAS PRÁTICAS ABUSIVAS 
Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: 4 
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto 
ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos; 
II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas 
disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes; 
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou 
fornecer qualquer serviço; 
IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância