DIREITO PENAL- P1
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DIREITO PENAL- P1
IMUNIDADE: alcança além de seu próprio território; é aplicada aos diplomatas de
forma absoluta, ou seja, alcança também os membros de sua família (cônjuge,
filhos). No caso da imunidade absoluta, assim que identificada, para o processo
todo; a imunidade absoluta significa imunidade penal, civil, tributária, etc. (a única
que não existe é a laboral). Diferente dos diplomatas, os cônsules têm somente
imunidade penal absoluta, dessa forma, o cônsul pode ser processado em seu
país de origem ou deve abdicar de sua imunidade para ser julgado em outro país. A
imunidade não pode ser abdicada. Existe também, a imunidade
relativa/temporária, como é o caso da concedida ao presidente da república, que
durante seu mandato tem imunidade penal temporária; no caso do presidente, para
que ele seja processado, precisa da autorização do parlamento (ele poderá ser
investigado, mas processado somente se houver autorização).
A imunidade absoluta tem caráter material (pratica o ato mas não será julgado por
ele), enquanto a relativa tem caráter formal (pratica o ato e o julgamento se
mediante algumas condições).
EXTRADIÇÃO: é uma medida judicial; o Brasil não extradita nacionais; é entrega
de um cidadão que se encontra no Estado requerido para responder um processo
no país requerente. Extradição é diferente de deportação (o é uma medida
administrativa). Para que ocorra, deve seguir 4 princípios:
1- O Brasil não extradita nacionais;
2- Não se extradita por crimes políticos;
3- Bilateralidade: deve haver um acordo entre os 2 países;
4- Dupla tipicidade: a pena deve ser correspondente nos 2 países
TEORIA DO DELITO: serve para conceituar o que entende-se por crime e para
identificar o que será considerado crime numa perspectiva jurídica; tem 4 escolas
principais:
1- causalista
2- neocausalista/neokantiana
3- finalista
4- funcionalista
Conceito formal: crime é toda conduta humana que viola um mandamento legal;
Conceito material: crime está além do descrito no tipo legal do código; é toda
conduta humana que expõe a risco um bem jurídico;
Conceito analítico: divide em 4 partes para que se possa entender o conceito:
1- Ação: se não houver vontade e consciência, não é crime;
2- Tipicidade: todos os elementos da conduta devem ser analisados para ver se
preenchem o tipo estabelecido no código;
3- Ilicitude: conduta contrária ao ordenamento jurídico (exceção p/ ex: legítima
defesa)
4- Culpabilidade: o agente pode ser considerado culpado? (ele é imputável p/ ex)
Delito não é sinônimo de crime no Brasil; delito não é sinônimo de contravenção;
delito na verdade, étodo comportamento humano (comissivo ou omissivo) que viola
o preceito primário, agredindo um bem jurídico, tendo como consequência a
aplicação de uma pena.
******* TEORIA DO FATO PUNÍVEL: a ação precisa cumprir 3 pressupostos:
1- tipicidade – se não for típica, descaracteriza o processo;
2- ilicitude – a norma não pode permitir (ex: legítima defesa);
3- culpabilidade – não é autônoma, mas integra as outras categorias
A 3 é a última a ser analisada pois quando se chega nela, os demais pressupostos
já estão preenchidos; a 2 uma vez configurada atesta o crime; o crime existe
mesmo sem a culpabilidade (ex: crime praticado por menor de idade → o crime
ainda existe, somente não será punível); o resultado do crime está no tipo de
injusto (soma de ação + tipo + ilicitude); culpabilidade é a valoração do objeto;
culpabilidade é diferente de culpa;
TEORIAS DA AÇÃO: A ação pressupõe vontade e a vontade pressupõe
consciência voluntária; exemplos de ação involuntária: sonambulismo, ato reflexo,
movimentos automatizados (frear para cachorro na rua), etc. → esses atos afetam a
ação, de forma a não haver tipo de injusto; a embriaguez voluntária não afeta o tipo
de injusto, já a embriaguez habitual (alcoolismo) pode afetar; se afetar a ação, não
haverá tipo de injusto; entende-se por ação todo movimento corporal que objetiva
a realização do tipo penal.
TIPO: instrumento legal que descreve a conduta delitiva
ILICITUDE: contrariedade da conduta em virtude da norma (pode ser
descaracterizada por força legal → legítima defesa);afeta a culpabilidade;
CULPABILIDADE: juízo de censurabilidade aplicado ao agente por ele não ter
agido conforme a norma mandava quando podia fazê-lo; para ela existir, a ação
deve ser típica; encontrada na sentença; a ilicitude afeta a culpabilidade;
Responsabilidade natural: quem bate o carro;
Responsabilidade normativa: quem passa pelo acidente e deve prestar socorro caso
necessário;
TEORIA CLÁSSICA/NATURALISTA: destituída de vontade do autor;
Conduta: movimento corporal involuntário
Resultado: modifica o mundo exterior
Intenção: analisada na culpabilidade
Crítica: impossível diferenciar atos como tentativa de homicídio e lesão corporal
(ex: tiro → não se sabe se era para matar ou somente ferir)
CULPABILIDADE aspecto objetivo: tipo + ilicitude // aspecto subjetivo:
culpabilidade
TEORIA NEOKANTIANA: adquire elementos normativos (elementos subjetivos
especiais); o dolo permanece na culpabilidade;
Conduta: comportamento humano voluntário
TEORIA FINALISTA: a ação humana é o acontecimento dirigido pela vontade
consciente do fim; com o fim da ação tem-se o objetivo pretendido pelo autor
Crítica: não explica delitos meramente normativos (ex: crimes omissivos)
Dolo: está no tipo
Vontade: está na ação e pode ou não preencher o tipo
TIPO → aspecto objetivo: causalidade // aspecto subjetivo: dolo
TEORIA FUNCIONALISTA: modelo pessoal de ação; lição como manifestação da
personalidade (culpabilidade); conceito de conduta se confunde com o de
imputação; exclui os atos involuntários