Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre_Cullen_Rudy_Rudran_e_Valladare -1
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Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre_Cullen_Rudy_Rudran_e_Valladare -1


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dei limite dei Parque nacional Kaa-iya dei Gran Chaco. Pp 86-87. Anais do IV Congresso 
Internacional sobre Manejo de Fauna Silvestre en Amazonia y Latinoamérica, Organizado 
por La Fundación Moisés Bertoni. Assunción, Paraguai.
Spraker, T. R. 1993. Stress and Capture Myopathy in Artiodactylids. Pp 481-488, In: Fowler, 
M. E. Zoo e Wild Animal Medicine, Current Therapy 3. Philadelphia-USA, W. B. Saunders.
Locais na internet para informações sobre equipamentos
Gaiolas de captura
http://www.doyourownpestcontrol.com/tomahawk.htm
http://doyourownpestcontrol.com/catalog.htm
http://www.bugspray.eom/catalog/products/pagel.html#80
http://www.animaltraps.com/
-http://trap-supply.hypermart.net/ 
http://www.havahart.com/ ,
http ://homel.gte.net/aces/TRAPS.HTM 
Anilhas
http://home.earthlink.net/~lmbird/index.html
Brincos
http ://www. nationalband.com/
http://www.ag-link.com/Products/Prod_IdentTagE.htm 
Redes de neblina
http://www.polbox.eom/e/ecotone/index.html
http://homel.gte.net/aces/nets.htm
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ANDRÉ VICTOR LUCCI FREITAS
RONALDO BASTOS FRANCINI
KEITH S. BROWN JR
polinizadores, dispersores de sementes, predadores, participantes de anéis 
miméticos e mutualistas com plantas e homópteros, contribuindo, ainda, de 
-modo considerável, como biomassa alimentar para níveis tróficos superiores), 
mesmo que algumas interações importantes não estejam representadas nestes 
grupos (como parasitoidismo, por exemplo).
Mesmo levando-se em conta o fato de que a descrição de todos os métodos 
conhecidos para elaboração de inventários nesses grupos não seja possível nes­
te volume, este capítulo traz um resumo de alguns dos métodos mais eficientes 
usados pelos autores nos últimos anos, com as principais referências relacio­
nadas a cada um e os principais métodos de análise utilizados em cada caso.
Lepidópteros
Borboletas compreendem representantes de 5 famílias de Lepidoptera diurnos 
(Papilionidae, Pieridae, Nymphalidae, Lycaenidae e Hesperiidae) que prova­
velmente formam um grupo natural dentro dos lepidópteros (veja Scoble 1986). 
Existem algumas espécies crepusculares, voando nas primeiras horas da ma­
nhã ou no final da tarde, mas a maioria é ativa no meio do dia. Mariposas 
grandes e melhores conhecidas (Famílias Castniidae, Arctidae, Sphingidae, 
Saturnidae e algumas Noctuidae e Geometridae) são principalmente noturnas 
(exceto Castniidae e muitos Arctidae) e são mais eficientemente observadas 
quando atraídas pela luz. A sistem ática dos grupos citados é relativam en­
te bem conhecida, com algumas lacunas de conhecim ento em Lycaenidae, 
Hesperiidae, Noctuidae e Geometridae. Pelo fato de serem grandes, coloridas 
(muitas diurnas) e de fácil visualização, os grupos têm sido considerados as 
melhores \u201cbandeiras\u201d para conservação e indicadores para monitoramento 
ambiental, inclusive por leigos e membros de populações tradicionais, com 
as necessárias reservas (Brown 1991, 1996a, 1996b, 1997a,- 1997b; Brown e 
Freitas 1999; Kremen 1992; New.ef al. 1995; New 1997),
Principais métodos de captura
Sem dúvida, a coleta com puçás é o método mais conhecido para capturar, 
borboletas e mariposas diurnas, tendo um grande alcance (até 7 metros, de­
pendendo do equipamento e do coletor) e permitindo que boa parte dos exem­
plares seja capturada sem danos maiores (Fig. la). No entanto, este método 
restringe bastante a captura de alguns grupos de borboletas, privilegiando es­
pécies que são atraídas por flores no sub-bosque.
Para muitos grupos importantes de Nymphalidae e Noctuidae atraídas por
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INSETOS COMO INDICADORES AMBIENTAIS
frutas fermentadas e fezes, a captura com armadilhas é muito mais eficiente, 
pois estas podem ser montadas em diversas alturas, concentrando indivíduos 
pelo odor, e permitindo a captura de muitas espécies de dossel (DeVries 1987; 
DeVries et al. 1997; Shuey 1997). As armadilhas consistem em um cilindro de 
tela fina, fechado na extremidade superior e montado em uma plataforma de 
madeira fina, onde são colocadas as iscas (podem ser colocadas dentro de 
pratos pequenos de plástico (Fig. lb), o que mantém a isca úmida por mais 
tempo, aumentando a capacidade de atração) (Fig. lb-d). Os Lepidoptera en­
tram pela abertura inferior, se alimentam na isca sobre a plataforma (Fig. lb) e, 
no momento de sair, voam para cima, ficando presos no cilindro (Fig. lc). 
Existem diferentes modelos descritos na literatura, mas a forma básica é sem­
pre a mesma (detalhes da construção em DeVries 1987 & Shuey 1997). A isca 
mais indicada a ser usada nessas armadilhas é banana fermentada com gara­
pa (DeVries 1987). Essa isca atrai a maior parte das espécies das subfamílias 
Eurytelinae, Brassolinae, Morphinae, Satyrinae, Charaxinae, Apaturinae e Li- 
menitidinae (Nymphalidae), além de, em algumas regiões, atrair também al­
guns Ithomiinae (DeVries et al. 1999) e, de noite, atrair muitos Noctuidae. 
Outras iscas também usadas são fezes (as de cachorro são especialmente efi­
cientes para alguns grupos), que atraem boa parte das espécies que apreci­
am banana com garapa (Fig. lje), além de diversos besouros, especialmente 
Scarabeidae (Coleoptera). Peixe e carne em decomposição atraem diversos 
Hesperiidae e Lycaenidae.
Além das armadilhas já descritas, o uso de iscas de H eliotropium indicum 
(Boraginaceae) para borboletas das subfam ílias Ithom iinae e Danainae 
(Nymphalidae) e mariposas Arctiidae é bastante eficiente em muitas áreas da 
região Neotropical (Beebe 1955; Brown 1985). Arbustos de H eliotropium 
indicum são comuns em barrancos de rios e áreas alagáveis. Plantas inteiras 
devem ser arrancadas, amarradas em pequenos feixes e penduradas na vegeta­
ção (Fig. lf), de preferência em áreas onde Ithomiinae e Arctidae são vistos 
com mais frequência. Com este método, (que atrai quase que exclusivamente 
machos) dezenas de diferentes espécies podem ser atraídas por uma única 
isca, maximizando os inventários das espécies destes grupos (Fig. lf, g).
Espécies noturnas (mariposas e algumas borboletas crepusculares) são eficien­
temente atraídas por luz ultravioleta em superfície branca (um filó fino). A 
superfície as faz parar de voar e, pousando, o trabalho de identificação e coleta 
fica mais fácil (Southwood 1978; Brown & Freitas 1999; Martin 1977). Além 
desses métodos, iscas feitas com papel higiênico molhado em saliva e colocado
Figura 1: A) Coletas com uso de puçás (Teodoro Sampaio, SP), B) Borboletas no prato com isca 
de banana fermentada (Reserva Extrativista do Alto Juruá - REAJ, Marechal Thaumaturgo, AC), 
C) Visão geral de uma armadilha de borboletas (note-se a grande quantidade de borboletas na 
parte superior da armadilha) (Morro do Diabo, Teodoro Sampaio, SP), D) Vistoria de uma 
armadilha de borboletas (REAJ, Marechal Thaumaturgo, AC), E) Borboletas em fezes de onça 
(Serra dos Carajás, PA), F,G) Borboletas em iscas de Heliotropium indicum (REAJ, Marechal 
Thaumaturgo, AC), H) Grupo de borboletas na areia do Rio (Rio Itacaiunas, Serra dos Carajás, 
PA), I) Borboletas em flor de Asteraceae (São Bernardo do Campo, SP).
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INSETOS COMO INDICADORES AMBIENTAIS
em folhas largas, em áreas de mosaico de sol e sombra, são extremamente 
eficientes para atrair espécies de Hesperiidae em algumas áreas dos trópicos 
(Lamas et al. 1993; Austin et al. 1993). Mesmo considerando que os métodos 
descritos sejam de eficácia comprovada, sua eficiência pode variar de forma 
considerável, de acordo com a região estudada, condições meteorológicas do 
dia, altitude ou com a comunidade de lepidópteros presente na área.
Listas totais e censos de borboletas
O trabalho de monitoramento fica mais fácil quando uma lista de espécies já 
existe para a área. Uma lista relativamente completa poderá ser obtida com um 
ano
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