Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre_Cullen_Rudy_Rudran_e_Valladare -1
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Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre_Cullen_Rudy_Rudran_e_Valladare -1


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4 espécies cada. Caso a espécie X apresente abundân- 
cias 3, 24 e 117 nas três comunidades, ela será mais importante na determina­
ção dos resultados do que uma outra que tenha 7, 10 e 16 ou 8 6 , 92 e 99. Isto 
porque, no primeiro caso, a variável (espécie X) possui maior variabilidade. 
Voltemos ao caso do gráfico tridimensional, ou seja, com 3 espécies. Caso um 
dos eixos tenha como valores 86 , 92 e 99, enquanto os outros dois tenham 3, 
24 e 117 / 55, 92 e 120, a omissão do eixo com 86 , 92 e 99 nãò causará grandes 
mudanças nos resultados. É claro que alguma informação é perdida, mas os 
resultados podem ser, agdra, melhor interpretados. De uma maneira mais refi­
nada, pode-se imaginar este gráfico tridimensional como um cubo que se pode 
girar em qualquer direção e sentido. Desprezando-se uma dimensão e, portan­
to, olhando os pontos dentro do cubo como se estivessem em um plano, em 
cada posição diferente que olharmos, teremos uma configuração diferente dos 
pontos. A melhor delas, que resume a maior variação em dois planos, será 
aquela em que podemos ver os dados de forma mais espalhada possível. Uma 
análise multivariada faz isto (é claro, com o uso de cálculos refinados) em 
conjuntos com muitas variáveis. \u2022 '
Apesar da ideia relativamente simples, os cálculos nem sempr^ são facilmente 
compreendidos por alguém que não tenha bons conhecimentos matemáticos. 
No entanto, a compreensão da matemática do método não é algo imprescindí­
vel para o bom uso dos diferentes métodos disponíveis. Saber o que a análise 
está fazendo com os dados, restrições e pressupostos, escolha adequada de 
transformações, índices de similaridade, método de análise e a correta interpre­
tação dos dados são suficientes (e necessários) p^ra o usuário não matemático.
De forma simplista podemos dividir os métodos multivariados em dois gran­
des grupos: o das classificações e o das ordenações. Apesar de terem objetivos 
comuns, a redução da complexidade, a matemática e a forma de apresentação 
dos resultados são bem diferentes. Nas classificações são utilizados índices de 
similaridade e, métodos de \u201cligação\u201d ou \u201cagrupamento\u201d e os resultados são 
apresentados na forma de um dendrograma (também chamado de fenograma, 
em taxonomia numérica). Voltando no gráfico cçm 3 ou mais dimensões utili­
zadas anteriormente, procura-se o par com maior semelhança entre si, segun­
do o índice de similaridade escolhido. Agora, agrupa-se o par de maior seme­
lhança com o ponto mais semelhante ao par já agrupado, que pode variar 
dependendo do método de ligação escolhido, e assim sucessivamente. Isto se 
chama classificação aglomerativa, em que se começa da basé (1 par) e se sobe
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ADRIANO SANCHES MELO
para níveis maiores (até todo o conjunto). Existe outra forma chamada classifi­
cação divisiva, em que divide-se conjunto total em duas partes, cada fração 
então sendo subdividida sucessivamente até a base, ou seja, até um par de 
pontos. \u201d
Nas ordenações, os resultados são apresentados na forma de gráficos de dis­
persão. A análise produz eixos com importância decrescente. O primeiro eixo 
sendo, no exemplo, do cubo citado anteriormente, a maior reta que, entre as 
diferentes possíveis formas de se olhar o cubo, pode ser traçada ao longo dos 
dados. Em geral, se utilizam apenas os dois ou três primeiros eixos fornecidos 
pela análise.
Diversos livros-texto e artigos estão disponíveis sobre o assunto, com leitura 
obrigatória para que um iniciante possa fazer bom uso dos métodos .(Gauch 
1982; Pielou 1984; Digby & Kempton 1987; Ter Braak & Prentice 1988; Manly 
1994; Jongman et al. 1995). Diferentes transformações, índices e métodos po­
dem produzir resultados bem diferentes. Algumas avaliações para escolha das 
diferentes opções estão disponíveis na literatura, inclusive para dados com 
invertebrados bentônicos (Jackson 1993; Cao et al. 1997). Uma série de progra­
mas para computadores está disponível, muitos dos quais podem ser obtidos 
.gratuitamente na internet. Um excelente programa em DOS, de fácil uso, com 
muitas Opções e ainda em português, é o FITOPAC, que pode ser obtido com 
o autor (George J. Shepherd, Dep. Botânica, IB, Universidade Estadual de Cam­
pinas, Campinas, SP, C.P. 6109, 13083-970, Brasil). Outro, pago, porém bara­
to, é o PC-ORD. Em relação a outros programas, o PC-ORD é extremamente 
fácil de usar e está disponível tanto em DOS como em Windows. Mais infor­
mações podem ser obtidas no endereço eletrônico citado no final deste capítu­
lo. Informações gerais sobre análise multivariada e também sobre programas 
do assunto para computadores podem ser vistas no endereço eletrônico man­
tido por Michael Palmer, citado também no final deste texto.
L i s t a s de d i s c u s s ã o e l e t r ô n i c a s de i n t e r e s s e
Benthos-L. Aspectos relacionados ao bentos em geral. Para subscrever, mande um e-mail para 
EISTSERV@LISTSERV.UOTTAWA.CA com a seguinte linha \u201cSUBSCRIBE BENTHOS-L seu 
nome completo\u201d.
Biocriteria-L. Relacionada a assuntos de bioavaliação, critérios para conservação etc. Para 
subscrever, mande um e-mail para listserver@unixmail.rtpnc.epa.gov deixando a linha do 
\u201csubject\u201d em branco. No corpo da mensagem escreva \u201csubscribe BIOCRITERIA seu nome 
completo\u201d. Não se esqueça de deixar um espaço em branco entre cada palavra.
Biotasp-L. Biodiversidade e conservação no Estado de São Paulo. Para inscrição, visite : http:/ 
/www.biota.org.br/mailman/listinfo/biotasp-l.
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DIVERSIDADE DE
MACROINVERTEBRADOS EM RIACHOS
Endereços eletrônicos de interesse na Internet
Coleoptera (Aquáticos) Com centenas de outros endereços de interesse - 
http://www.zo.utexas.edu/faculty/sjasper/beetles/index.htm
Trichoptera - Região Neotropical - Ralph Holzenthal - 
http://www.ent.agri.umn.edu/museum/people/Holzênthal.html
Trichoptera - Catálogo mundial - http://entweb.clemson.edu/database/trichopt/
Tree of Life - http://phylogeny.arizona.edu/tree/phylogeny.html
North American Benthological Society (NABS) Com dezenas de outros endereços de 
interesse - http://www.benthos.org
Environmental Protection Agency (EPA) - http://www.epa.gov
Manual de bioavaliações rápidas para riachos e rios nos USA (EPA) - 
http://www.epa.gov/OWOW/monitoring/rbp
Programas BIOTA e ESTIMATES - Robert Colwell - 
h ttp://viceroy.eeb.uconn.edu
Análise multivariada - Michael Palmer http://www.okstate.edu/artsci/botany/ordinate/
Programa PC-ORD - http://www.ptinet.net/~mjm
Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTASP/FAPESP) : 
http://www.biota.org.br/ . .
Fundação Tropical André Tosello - http://www.bdt.org.br/
B i b l i o g r a f i a
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Colwell, R. K. 1997. EstimateS: Statistical estimation of species richness and shared species 
from sam ples.
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