DISCURSIVAS DE PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM (2)
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DISCURSIVAS DE PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM (2)


DisciplinaPsicologia do Desenvolvimento do Ciclo Vital I46 materiais387 seguidores
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DISC URSIVAS DE PSICOL OG IA DA AP RE ND IZAGEM CICL O VIT AL
01 - Em nossa di scip li na , ve ri fi camos q ue o bri ncar tem va lo r ímpar para o
desen vo lvi me nto huma no . Ime ras pesqui sas, e ntreta nto, apo ntam para uma rea li dade
escolar que, e mbo ra reconheça e sse va lor no di scurso, na p rática ne m sempre é isso que
acontece. Es ta foi a co nsta ta ção, p or e xemp lo , de P etri (s/d ) no ar ti go "A represe ntação
de professoras sobre a i mportânci a da bri ncad eira na escola" . Nele , a autora a fi r ma, por
exemp lo que " verificou -se também q ue po ucas professo ras p ar ti cip ava m ati vame nte das
brinca dei ras e que a maio ri a preferi a observar as cri ança s brinca r". Lei a a segui r um
pequeno t re cho deste a rti go:
(.. .) A P sicanáli se e mais espe cificamente a psico log ia do desenvo l vi mento preoc upam -se
em co nsti t uir uma fo nte de sa ber, uti li za ndo -se de concei tos que demarq uem a nat ureza e
o luga r soci al dos sujei tos. Verifica -se que i númeras são as produçõ es ci ent íficas que têm
se dedi cado , a cerca da contrib uiçã o do bri ncar, para o desenvo l vi me nto humano . S abe -se
que o bri ncar promo ve vári os aspe cto s d o desenvo l vi mento f ísico , mo ral, cog ni ti vo , soci al,
ent re o ut ros.
O ato de bri ncar é uni versa l e o bservad o não some nte em seres hu manos , mas em vá ri as
espéci es.
C onsti t ui -se uma ati vi dade f unda mental p ara o de senvo l vi me nto global d a cria nça sendo
uma prá tica co mum nos tempos da i nfânci a, e m que há um i nte nso i nves timento afeti vo
por parte d esta. É por meio d o brincar q ue a cria nça se de senvol ve e se co nsti t ui como
sujei to opera nte e m seu mei o. O b ri ncar por si é um modo de d izer; d e falar; si ng u lar
da criança. O brinca r é um ce ná ri o i magi ná ri o no q ual a di me nsão si mbólica se fa z
presente , onde a criança busc a reord e na r-se fre n te ao mundo, busca ndo domi nar por
me io do jogo as suas experiênci as, reprod uzi ndo ati va me nte aq ui lo que vi ve u
passi vamente ( ... ) (KRAE ME R e B ET TS, 1 989, p .91 ). (. . . ) P ED RI, V . A Represe ntação
de professoras sobre a i mportâ nci a da brinc ade ira na escola . D ispo ve l em: <
ht tp: //www. mundo filoso fi co.com .br/i nd ex. p hp ?op ti on=com_ co nte nt&vi ew =a r ti cle& i d =
223: a-rep resentacao-deprofesso ras-sob re-a-i mpo r tanci a-da-bri ncade i ra- na -
escola& catid=3fi losofia& ltemid =2> Acesso em 21 fe v. 2011
Esse texto fa z re ferê nci a ao bri nca r. A esse respei to , respo nda:
A - S egundo Pi age t, qua l co nq ui sta cog ni ti va está di re tame nte e nvo l vi da na brinca dei ra
de fa z de co nta ?
R - Jog o simból ico / represen taçã o
B - E la é caracte r ísti ca de que estado do de senvo l vi men to ?
R - Pré-ope ratório
C - Qual g anho e la promo ve em relação a o ti po d e i nteli gênci a vi vid a anteri orme nte p ela
cri ança ?
R - Imag inar si tuaçõe s e viv encia- las , testando ins erç ão n o mun do real.
R 2 - A con quista cognitiv a na brin cadeira de faz d e con ta, se gun do J ean Piaget é
de exe rcício d a cap acid ade d e ref lexo e d e pen sar hab il idade s moto ras . Jo go
simbó lico , q ue é a apresen taçã o d o i maginário, a proximand o a cr iança do mun do
real. V incular, es tabelecer l os. E stá no períod o p ré -operatór io.
02 - Lei a o trecho a bai xo e xt ra ído 'do arti go i ntit ulado " Erikson e a teori a psi cossoci al do
desen vo lvi me nto" , de Rab ello e Pa ssos (s /d):
(.. .) S em negar a teoria fre ud iana so bre desenvo lvi me nto psi cossexual , Eri kson m ud ou o
enfoq ue desta pa ra o proble ma da i dentida d e e das crises do eg o, a ncorad o em um
conte xto soci ocult ural. O est udo da i denti dade to r nou -se est ratégi co para o a utor , q ue
vi veu e m uma época onde a P si canáli se desloca va o foco do i d e da s motivaçõ es
i nconsci e nte s p a ra os co nfli tos d o ego. ( ... )
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Assi m como Freud, P iag et, S ul li va n, entre a uras fi guras d a ép oca, Eri kso n op to u por
di stribui r o dese nvol vi me nto huma no em fases, porém , seu mode lo d etém alg umas
caracter ís ticas peculi ares ( Rabe llo, 2001):
D esvi ou-se o foco f undame nta l da se xua li dade para a s re lações soci ais;
Na proposta, o s estági os psi cossoci ai s e nvol vem o ut ras artes do ci clo vi ta l além d a
i nfâ nci a, ampli a nd o a pro posta de F reud . Não e xi ste uma negaçã o da i mportâ nci a dos
está gio s i nfanti s (afi nal , nele s se d á tod o um d esenvo l vi me nto psi co lóg ico e motor), mas
Eri kson ob ser va q ue o q ue co nstr uímos na in fâ ncia e m termos de
personali dade não é totalmente fi xo e pode se r parcialme nte modi fi cado po r e xperiê ncia s
posteri ores;
A cada etapa, o indi d uo cresce a parti r das e xi gênci as i nter nas de se u e go, mas
também das e xi gênci as d o meio em q ue vi ve, se ndo , porta nto, e sse nci al à a nálise da
cul t ura e da soci eda de em q ue vi ve o s ujeito e m q uestão; ( .. .)
RA BE LLO, E. T. e PA SS OS , J. S. Eri kson e a te ori a psico ssocia l do d esenvol vi me nto.
D ispo níve l e m : < http :// ww w. josesi l ve ira.com >. Acesso e m 10 ago. 201 1.
C om base no te xto acima e no que est ud amos e m nossa disci pli na , e xpli q ue:
A - Q ua l a crise do ego vi vi da no úl ti mo es tá gio psi cossoci al do d esenvol vi me nto,
segundo Erikson ;
B - E m que co nsi ste cada um dos d ois sentime ntos e nvo lvi dos neste e stá gio , uti li za ndo
exemp los e xt ra ídos da vi da real.
R 1 - D esesp erança e fin itude da vida
In tegrid ade do ego x D esesp ero ou des esperan ça
R ealiz açã o de v ida plen a
Arrep end imen to de não te r re a liz a do mais co is as.
R 2 - E rikson , propõ es a velh ic e como a oitav a crise, ou seja , o úl timo es tágio
psicoss ocial, o nde o indiv íduo se d epara co m u ma o pção entre a in tegr id ade do
ego e o de sespero ou deses perança . Integrida de d o eg o é qua ndo a p esso a se
sen te realiz ada , satis fe ita co m o q ue rea liz o u, se sen te em p az com seu s erros e
acertos, conq uistou a v ir tude da sabed oria e a cei ta seu lugar e seu passad o.
D esesp era nça é quand o a pes soa fica des gostosa cons igo me smo , ranz inza,
amarga co m relaçã o ao qu e p oderia ter feito, fica sem p aciên cia c om a no va
geraçã o, como ex emp lo uma crian ça b rincan do de bo la no qu intal o id oso fica
bravo , diz q ue a cria nça está fa z en do muito barulh o e seg ura a bo la pa r q ue não
brin que mais.
03 - A nali se com ate nçã o o rela to ab ai xo e respo nda a q ues tão:
Fab iana tem 14 anos e na rra q ue está mui to i nfeli z: ac ha que nu nca vai conseg ui r um
namorad o , porq ue se percebe como uma garo ta mai s feia d a escola . D iz q ue s uas a mi gas
não pe r fe itas: “(…) sempre tem a lgu ma coi sa q ue está fora: s ão sei os peque nos o u
grandes, cel uli te e estri as na s p er nas e tc . ( ). Ma s o ca so dela não é d ife rente, a fi rma
que não tem nada de b om; poi s me u cab elo é ri d íc ulo , a mi nha pe le che ia de e spin has, o
me u corpo, nada na f rente, nada de lado (. .) F abi ana c hora.
C omo você compreende as vi das e ang us tias de Fabi ana em rela ção ao seu corp o?
Uti li ze os co ncei to s e s t udad os para a na li sar a q ue stã o .
R - F abiana e stá na ado le scênc ia e a s alteraçõe s físicas d a pu berdad e estão inter -
relacionad as c om os ou tros aspe ctos p sicoss ociais d o d esen volvime nto , faz en do
qu e o a dolescente sinta-se d esorien tad o co m a s mudan ças d o seu corpo e
con sta ntemen te s e olh e n o espelho, a ess e compo rtamento Wallon c hamou de
sig no do espelho.
04 - A nali se com ate nçã o o rela to abai xo e respo nda a q ues tão:
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Felipe A ugusto e Ma uro José trabal ham em uma e mpresa d e teleco m uni cação há d ois
anos. Ing ressaram ne sse traba l ho j untos e, e mbora não se con hecessem a ntes, fize ram
uma bela ami za de: cost uma m sai r juntos ao s fi nai s d e semana na companhi a d e suas
namorad as , conhecem a fam ília um do out ro e estão pla neja ndo vi aja r ao fi nal do ano, em
féri as para o no rdeste do Brasil .
Em relação aos n íve is das relaçõe s i nterpesso ais, estudadas por Grif fa e Moreno (2001)
i denti fi que e e xpli q ue em qua l de les estão os d oi s ad ultos descritos no caso.
R - E stã o no n ív el 3. In timid ade, u ma ab ertura pess oal p ara o c onh ecimento
mútuo e m p rofu ndidade, o qu estionamen to das regras e no rmas e d a formal id ade
do n culo .
05 - A nali se com ate nçã o o rela to e respo nda a q uestão :
Ma ri a Hele na tem 19 anos, te rmi no u se us est udos no E M e está faze ndo c urso
preparatório pa ra i ngresso na uni versid ade, seu desejo é c ursar medi cina em uma
i nsti t uiçã o b li ca. S eus pai s estão preoc upa dos com ela . S ua roti na é de m ui to est udo e
pouco la zer. E mbo ra te n ha ami gas e saia ao s finai s de semana para di vertir -se, q uei xa-se
de não ter na mo rado, a despe ito de a mai oria de s uas colegas já e s tã o namora ndo .
Ide n ti fi que a fase do dese nvo lvi me nto do ci clo vi tal em q ue se enco ntra Maria Hele na e a s
princi pai s ca racte r ís ticas desse p er íodo em rela ção à sit uaçã o re la tada a cima.
R : E la está na fase do a dulto jove m ou ju ventude, e o s temas cen trais dess a fase
são : amo r, trabalho e é tica , é u ma id ade d e muitas produ ções , assu me e respon de
po r suas próp rias esco lh as e p elos seu s co mp ro missos, po rém nesse perío do a
grand e cau sa d as mortes são po r ato s de v io lên cia e a ciden tes, co mo o h omid io
ou suicídio.
É ness a fa se qu e são feita s as esc olha s profiss ionais e vocaciona is .
06 - A nali se com ate nçã o o rela to e respo nda a q uestão :
Ma uri lio comple tou sete a no s e se us pa is deci di ra m colocá -lo e m uma e scola mai or para
que possa rea li za r o e nsi no f undamenta l I e II na mesma i nstit ui ção de ensi no,
compreendem q ue i sso irá per mi ti r uma base sóli da em sua fo rmação .
Qua l a s ua opi ni ão a respei to d esse p osici ona me nto dos pai s de Mau ri li o? Exp lique e
jus tifique a si t uação aci ma, utili za ndo a teo ri a est udad a sobre os aspe cto s do
desen vo lvi me nto psi coló gico nessa fa se do ciclo vi tal .
R - Acred ito q ue o s pa is d e Maurilio es tão certo s, p ois é n esta fase que apa rec em
as amiz ad es mais du rad ouras q ue con tinuam ao longo dos ano s e as vez e s na vid a
adu lta, as amiz ade s nes sa fase são mais p ro fun das e estáveis, re flet indo o
des envo lv imen to e mo cion al e c og nitivo , citaria o meu exemplo , po is poss uo
amiga s desd e o 2ºano d o EF , q ue atualmen te são minhas madrin has d e casamento.
É o perío do ond e a crianç a d esenvo lve o pens amento op erató rio -co ncreto , on de
po r um lad o h á um a umento na con centr ão individu al e po r outro a colaboraçã o
em grup o, a ap ariç ão d e no vos sentimentos mora is, co mo o respeito tuo , a
ho nestidad e, o c ompanh eirismo a justiç a, como também, uma o rga niz açã o da
von tad e en tre o dever d e estud ar e a von tad e de joga r bola .
07 - Em relação aos aspe cto s p sicosso ciai s na mei a -i dade (40 a 6 5), po de oco rre r uma
tra nsfor mação na di nâmica fami li ar, q ue é o mome nto no qua l os fil hos sae m da casa de
seus pai s e estes têm q ue se reorga ni zar fre nte a no va rea li dade . C omo é cha mad o este
per ío do? E xp li que.
R - Es se p eríodo é cha mad o d e “ninho vaz io ”, on de a lg uns ca sais vivem a fase de
seg und a lu a de mel e o utros entram em cris e pesso al ou con jug al, po is mantinh am -