A Eficacia dos Direitos Fundamentais - INGO SARLET -(2012)
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A Eficacia dos Direitos Fundamentais - INGO SARLET -(2012)


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de P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 517.
90 Também C. Lafer, A Reconstrução dos Direitos Humanos , p. 126-7, e J.C. Vieira de Andrade, Os Direitos Fundamentais , p. 45 e
ss.
91 Cf. P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 517.
92 Cf. C. Lafer, A Reconstrução dos Direitos Humanos, p. 127.
93 Sobre a evolução na esfera do reconhecimento dos direitos sociais no constitucionalismo ocidental, ao menos no plano europeu,
v. a contribuição de P. Krause, in: Grund-und Freiheitsrechte im Wandel von Gesellschaft und Geschichte, p. 402 e ss.
94 Cf. P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 518.
95 Cf. C. Lafer, A Reconstrução dos Direitos Humanos, p. 131.
96 Cf. P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 523.
97 Cf., dentre outros, P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 523.
98 Neste sentido, v. E. Riedel, in: EuGRZ 1989, p. 17 e ss. Esta dúvida também é suscitada por N. Bobbio, A Era dos Direitos , p. 9-
10.
99 V., dentre outros, a lição do mestre argentino M. A. Ekmekdjian, Tratado de Derecho Constitucional , p. 91, que também refere
nominalmente os principais documentos internacionais que vêm consagrando estes assim denominados direitos da fraternidade ou
solidariedade, especialmente os direitos ao desenvolvimento e progresso social e o direito à paz (v. p. 95 e ss. da obra citada).
100 Cf. A.E. Pérez Luño, in: RCEC nº 10 (1991), p. 206 e ss.
101 Cf. I.A . Pinilla, Las transformaciones de los derechos humanos, p. 134 e ss.
102 Entre nós, a existência de uma quarta dimensão de direitos fundamentais é preconizada pelo ilustre mestre P. Bonavides, Curso
de Direito Constitucional, p. 524 e ss. Recentemente, houve até mesmo quem sugerisse a existência de uma 5ª geração (ou
dimensão). Neste sentido, o posicionamento de J. A. de Oliveira Júnior, Teoria Jurídica e Novos Direitos, p. 97 e ss.
103 Neste sentido, a indagação de A. E. Perez Luño, in: RCEC nº 10, p. 209-10.
104 Cumpre destacar, neste contexto, que sufragamos integralmente o entendimento de que os mecanismos de democracia direta
previstos na nossa vigente Carta Magna infelizmente pouca atenção e implementação têm recebido, notadamente por parte do
legislador infraconstitucional, além de aderirmos à posição que sustenta a fundamentalidade formal e material das respectivas
disposições constitucionais, que integram um autêntico direito à democracia participativa, na esteira do que também tem proposto e
defendido enfaticamente P. Bonavides, Teoria Constitucional da Democracia Participativa, São Paulo: Malheiros, 2001, em obra que
reúne importantes estudos sobre o tema. Dentre a literatura nacional produzida recentemente sobre o tema, lembre-se, entre outros, o
ensaio de D. Annoni, \u201cO Direito da Democracia como requisito imprescindível ao exercício da cidadania\u201d, in: D. Annoni (Org.), Os
Novos Conceitos do Novo Direito Internacional. Cidadania, Democracia e Direitos Humanos, p. 93-108.
105 Cf. P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 524-6, no qual o autor apresenta e analisa os direitos da quarta dimensão
em capítulo próprio. É de se ressaltar que, ao menos parcial e embrionariamente, alguns destes direitos, notadamente os direitos à
democracia, ao pluralismo e à informação, se encontram consagrados em nossa Constituição, de modo especial no preâmbulo e no
Título dos Princípios Fundamentais, salientando-se, todavia, que a democracia erigida à condição de princípio fundamental pelo
Constituinte de 1988 é a representativa, com alguns ingredientes, ainda que tímidos, de participação direta.
106 Com relação a este ponto, verifica-se que a proposta formulada por J. A. de Oliveira Júnior, Teoria Jurídica e Novos Direitos , p.
97 e ss., apresentando cinco gerações, especialmente ao identificar os direitos da quarta e da quinta gerações, justamente acaba por
referir direitos que, apesar de novos em se considerando o momento de seu reconhecimento, em princípio representam novas
possibilidades e ameaças, à privacidade, liberdade, enfim, novas exigências da proteção da dignidade da pessoa, especialmente no
que diz com os direitos de quarta geração (relacionados à biotecnologia), de tal sorte que pelo menos o conteúdo da quarta geração
aqui não coincide com a proposta de Paulo Bonavides. Embora aderindo à concepção de Oliveira Júnior no tocante ao número de
gerações, vale consignar a ênfase outorgada (no nosso sentir corretamente) por A. C. Wolkmer, \u201cIntrodução aos fundamentos de uma
teoria geral dos \u201cnovos\u201d direitos\u201d, in: A. C. Wolkmer e J.R. Morato Leite (Org.), Os Novos Direitos no Brasil. Natureza e
Perspectivas, especialmente p. 23 e ss., à noção de pluralismo jurídico vinculada necessariamente à complexidade e heterogeneidade
inerentes ao processo histórico da permanente construção e reconstrução dos direitos fundamentais. Nesta mesma linha de
entendimento, v., por último, B. Galindo, Direitos Fundamentais, p. 69-70.
107 Cf. P. Bonavides, Curso de Direito Constitucional, p. 526.
108 Cf. P. Bonavides, \u201cA quinta geração de direitos fundamentais\u201d, in: Direitos Fundamentais & Justiça , Ano 2 \u2013 n° 3, Abr./Jun.
2008, p. 82 e ss.
109 Cf. P. Bonavides, op. cit., p. 84-85.
110 Cf. desenvolvido por P. de T. Brandão, Ações Constitucionais: novos direitos e acesso à justiça , p. 123 e ss. Embora referindo já
cinco \u201cgerações\u201d de direitos, v. as críticas direcionadas especialmente em relação às três últimas \u201cgerações\u201d por J.A.L. Sampaio,
Direitos Fundamentais, p. 302 e ss., além das objeções em relação à própria classidicação geracional (p. 308 e ss.)
111 Neste sentido, A. E. Perez Luño. in: RCEC nº 10 (1991), p. 217.
112 Cf. N. Bobbio, A Era dos Direitos , p. 15 e ss., e 32 e ss. Entre nós, C. M. Clève, Temas de Direito Constitucional , p. 127, bem
lembra que os direitos fundamentais ocupam e representam um \u201cespaço histórico, um processo, um caminho de invenção
permanente\u201d.
113 Cf., dentre outros, E. Riedel, in: EuGRZ 1989, p. 10.
114 Cf. J.Herrera-Flores, Los derechos humanos como productos culturales \u2013 crítica del humanismo abstrato , Madrid: Los Libros de
Catarata, 2005, p. 101.
115 Esta a lição de N. Bobbio, A Era dos Direitos , p. 32 e ss. É também o que se depreende do pensamento de P. Bonavides, Curso
de Direito Constitucional, p. 517. No mesmo sentido, v. F. L. Ximenes Rocha, \u201cDireitos Fundamentais na Constituição de 1988\u201d, in:
A. Moraes (coord.), Os 10 anos da Constituição Federal, p. 267 e ss.
116 Neste sentido, dentre outros, a lição de E. Denninger, Der Gebändigte Leviathan, p. 225-6, referindo-se, especificamente, à
redescoberta dos direitos à segurança, meio ambiente sadio e equilibrado, proteção da liberdade em face dos riscos e agressões
gerados pela tecnologia etc.
117 Cf. A.E. Perez Luño, in: RCEC nº 10 (1991), p. 210.
118 Entre nós, encontramos o recente posicionamento de M.G. Ferreira Filho, Direitos Humanos Fundamentais , p. 67-8, referindo
uma \u201cinflação\u201d de direitos fundamentais e alertando para os riscos de sua vulgarização. No mesmo sentido, a advertência de J. C.
Nabais, \u201cAlgumas Reflexões Críticas sobre os Direitos Fundamentais\u201d, in: Ab vno ad omnes \u2013 75 anos da Coimbra Editora, p. 980 e
ss., referindo uma tendência para a jusfundamentalização, no âmbito de uma inflação no campo do reconhecimento de novos direitos
fundamentais, também alentando para os riscos de uma banalização.
119 No mesmo sentido, v. o recente aporte de V. Brega Filho, Direitos Fundamentais na Constituição de 1988..., p. 28 e ss.
120 Esta, por exemplo, a posição de E. Riedel, in: EuGRZ 1989, p. 16 e ss., que sustenta ser a paz um valor universal básico da
humanidade em seu todo, em que pese a íntima relação entre a paz e a efetivação dos direitos fundamentais. Aqui também poderiam
ser enquadrados os direitos da quarta dimensão, na forma proposta por P. Bonavides (direitos à democracia, à informação e ao
pluralismo, ou, no mínimo, o primeiro e o último).
121 Cf.