RESUMO PARA AV2
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RESUMO PARA AV2


DisciplinaDireito Empresarial III1.098 materiais16.365 seguidores
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\u2013 preenchimento dos requisitos, pode de um credor de boa-fé \u2013 surgimento da relação jurídica dívida/crédito.
Surgimento da obrigação \u2013 credor apresenta o título ao devedor para pagamento. 
Posição brasileira
Observada a partir da análise da Lei Uniforme de Genebra (LUG) que dita a aplicação da letra de câmbio e a nota promissória \u2013 para os títulos típicos, os atítpicos vão pelo CC/02. A LUG adota a teoria da criação, com a subsequente proteção do credor de boa fé.
Para o CC/02 \u2013 adota tanto a teoria da criação \u2013 arts. 896, 901 e 905, como da emissão \u2013 art. 909.
AULA 04 - LETRA DE CÂMBIO: NOÇÕES GERAIS
Apesar da letra de câmbio estar em franco desuso, ela apresenta os principais institutos do título de crédito.
Histórico
Remonta ao contrato de câmbio, que representa qualquer troca, posteriormente fazendo a troca de moeda. A letra de câmbio é posterior ao contrato de câmbio, só surge depois de muito tempo para instrumentalizá-lo.
Antigamente ela era uma ordem de pagamento futuro, uma delegação de pagamento de certa quantia em dinheiro, em praça diversa, ao credor, produzindo efeitos jurídicos peculiares, pelo menos de responsabilidade do emitente para pagamento, facultando ao credor uma ação regressiva.
Há três períodos distintos para a letra: 
a) período italiano \u2013 cidades italianas (Gênova e Veneza) realizava entre si grande intercâmbios comerciais. Mas essas cidades tinham moedas próprias que não tinham valor uma na outra. A troca de moeda era feita pelos primitivos bancos, por meio de contratos de câmbio. Primeiramente só o câmbio manual, depois com o intercâmbio mercantil. A letra de câmbio surge do interesse das pessoas não querem viajar com grandes quantidades de moeda nos bolsos, a partir da Idade Média, conciliando com o Direito Comercial. Os banqueiros recebiam o dinheiro e prometiam entregar a mesma quantia na moeda da outra cidade a essas pessoas.
O banqueiro entregava dois documentos: o reconhecimento da dívida (cautio) e a ordem de pagamento da moeda (lettera di pagamento). Da fusão destes documentos surge a letra de câmbio. A emissão da letra estava ligada ao deslocamento de um mercador e ao chamado contrato de câmbio trajectício (moeda presente por moeda estrangeira a ser entregue em outra cidade).
De início existia quatro partes da letra:
a) banqueiro que recebia o dinheiro e emitia a letra (sacador); b) pessoa que dava o dinheiro e recebia a letra (tomador); c) o pagador (sacado) normalmente ligado ao sacador; d) a pessoa encarregada de receber, normalmente mandatária do tomador. Nessa época era apenas um instrumento de troca de dinheiro.
Período francês
Passou então a letra de câmbio de instrumento de transporte de dinheiro para um instrumento de pagamento. O sacado (correspondente do banco) quando não honrava o pagamento da letra de câmbio, nada poderia ser feito porque não havia assinado o título, não poderia ser compelido ao cumprimento da ordem.
Para dar maior segurança às pessoas que usavam o título, criou-se uma forma de responsabilidade do sacado: o aceite. Concordância do sacado, ao assinar ele se tornava devedor do título e por isso poderia ser compelido a pagar.
Outros problemas: se o sacado estivesse ausente da cidade na época que o comerciante chegava na cidade ele não tinha como trocar a moeda, passa-se então a admitir que o título seja transferido, ou seja, o credor não precisava mais encontrar o sacado, ele poderia passar o título para outra pessoa e essa outra pessoa encontraria o sacado, para receber o valor ali estipulado. Quem transferia o título também garantia o pagamento do título. O título então passa a ser um instrumento de pagamento. O Brasil recebeu orientação chegou com o Código Comercial de 1850.
Período alemão
A necessidade de exigências de segurança na circulação pela intensidade moderna. Foi o Direito alemão que fez surgir a letra de câmbio como Direito de crédito, no século XIX. São consagrados os princípios vigentes no direito cambial, representando à boa-fé que adquirem o título. A segurança jurídica era fundamental. Tal segurança só seria obtida se houvesse abstração e autonomia das obrigações assumidas.
CONCEITO
José A. Saraiva \u2013 É o título de crédito formal, autónomo e completo, que contém a obrigação de fazer pagar determinada soma de dinheiro, no tempo e no lugar designados.
Mario Alberto Bonfanti \u2013 documento de uma declaração constitutiva, com relação ao terceiro possuidor do mesmo, de um crédito abstrato destinado a circular em conformidade com a lei de circulação de bens móveis.
È título de crédito é formal (deve preencher os requisitos legais), é autónomo e abstrato \u2013 obrigações independentes entre si. É completo \u2013 não precisa de nenhum outro documento para produzir efeitos. Há uma ordem de pagamento de determinada quantia, na data e no local combinados.
Partes
Sacador ou emitente \u2013 é aquele que emite a letra, aquele que dá a ordem de pagamento para o sacado e responde pelo não cumprimento por parte deste.
Sacado \u2013 é aquele quem é dirigida a ordem de pagamento, mas só se torna obrigado a cumprir essa ordem se assumir obrigação assinando o título.
Tomador ou beneficiário \u2013 é o credor originário do título.
Legislação aplicável
	O processo de uniformização internacional da legislação 
Conferência da Haia de 1910, 89 países \u2013 se chegou a elaborar uma lei uniforme, um projeto de convenção, subscrito por 31 países. Mas não abarcavam todas as escolas, ex. da Common Law, e pela importância económica, a teoria não prosperou. Em 1912, houve outra convenção em Haia, mas pela 1ª guerra mundial, também restou frustrada.
Em Genebra em 1930, três convenções por parte de 27 países, inclusive o Brasil.
	Lei Uniforme de Genebra
Sobre a letra de câmbio e a nota promissória. Dois tipos de normas \u2013 necessárias e imprescindíveis a uniformização, e as não necessárias, em relação às quais se poderiam ser feitas reservas.
Se admite pelas regras da LUG o reenvio. A lei do Estado do subscritor é a lei aplicável
	A legislação aplicável no Brasil
Primeiramente Código Comercial de 1850, período francês. Posteriormente o CComercial é revogado pelo Decreto nº 2.044/1908 \u2013 período alemão \u2013 reconhecimento da autonomia. O Brasil só aderiu a LUG em 1942, só houve transformação pelo Decreto nº 57.663/66, o Brasil não adotou integralmente a LUG. Apesar da manifestação do STF no sentido de adoção da LUG, ainda se manteve em vigência o Decreto nº 2.044/1908 pelas omissões e reservas da LUG. Além de aplicação do CC no que couber.
Requisitos intrínsecos
É uma declaração de vontade, então devem preencher alguns requisitos. Mesmo de todo negócio jurídico: a) capacidade do agente, objeto lícito, possível, determinado ou determinável, e a forma prescrita ou não defesa em lei.
Os absolutamente e ou relativamente incapazes não podem se obrigar num título de crédito.
Requisitos legais
LUG 1º e 2º. 
a) cláusula cambial \u2013 identificação do nome do título, língua em que estiver escrito o documento, não é qualquer expressão equivalente.
b) ordem de pagamento \u2013 deve constar no teor literal do documento. Art. 1º da LUG o mandato puro e simples de pagar uma quantia determinada. Mandato? Se houve uma indisposição entre o valor numérico e o valor expresso, prevalece o valor expresso. Poderão excepcionamente serem emitidas em moeda estrangeira, contrariando a lei nº 10.192/2001 \u2013 não assunção de obrigações em moeda estrangeira.
Poderá haver uma indexação, para servir de base de cálculo do valor final, que será convertido em reais.
Cláusula de juros pode vir, desde que escrita, se não há o início da cláusula, considera-se na data de emissão. O cheque e títulos atípicos considera-se não escrita a cláusula de juros.
c) nome do sacado \u2013 rg, cpf ou ctps, não é requisito sua assinatura. Pode ser mais de uma pessoa, podendo ser cumulativa, sucessiva ou alternativa.
d) nome do beneficiário \u2013 não pode ser título ao portador.
e) data da emissão \u2013 1 ano para