RESUMO PARA AV2
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RESUMO PARA AV2


DisciplinaDireito Empresarial III1.105 materiais16.396 seguidores
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comércio abriu a finalidade do cheque, de ordem de pagamento a vista, mas com a combinação de uma data futura para apresentação.
A prática bancária resolveu chamar essa operação de cheque pré-datado, mas a doutrina diz que a nomenclatura correta seria cheque pós-datado.
Luis Emygdio da Rosa Júnior assevera que no cheque pós-datado se apõe uma data futura e no chque pré-datado se apõe uma data anterior. o termo é diferente, na prática é o cheque pós-datado, com data futura combinada para apresentação.
Para Wile Duarte Costa assevera que pré-datado e pós-datado são a mesma coisa. A data consignada no cheque como de emissão é posterior ao real dia da emissão. 
Ao se falar em cheque pré-datado, quer se dizer que a data combinada foi inserida antes do dia em que o cheque deveria ser efetivamente emitido. Por outro lado cheque pós-datado significa a inserção de uma data posterior a da efetiva emissão do título.
A corrente majoritária vai no sentido de chamar a relação de pós datada.
Uso
o cheque é um eficiente meio de pagamento. a transação geralmente é dirigida a um banco que fará com que a relação se difundisse, uma vez que é muito fácil encontrar um banco do que encontrar o devedor imediato. mas seu uso se esbarra em alguns entraves legais.
Segundo o art. 32 da Lei 7.357/85 é sempre pagável à vista. Assim o credor pode sempre cobrar sua compensação quando apresentar o cheque ao banco sacado. E por isso, é difícil a relação de pagamento a prazo, uma vez que não há possibilidade de se estabelecer um vencimento para o cheque. E se parcelado o credor teria que ir diretamente ao devedor pegar outros títulos.
a prática criou o cheque pós datado para maior eficiência e praticidade do cheque, onde as partes ajustam uma apresentação apenas a partir de certa data.
Fundamento: se deu graças a diminuição de renda da população e a perda de seu poder de compra e por imediata o aumento da demanda de crédito.
Legalidade
Na Argentina já existe regulação de um cheque com vencimento certo combinado entre as partes que se chama cheque de pago diferido. mas no Brasil o pós-datado não possui autorização legal.
Pelo art. 32 haveria a possibilidade de defesa da ilegalidade do documento. O banco deverá pagar o cheque que possui provimento de fundos quando da sua apresentação, ou seja, para o sacado não existe a pós-datação ( art. 32, £ ú). Mas essa regra só é dirigida ao sacado e não as partes intervenientes do cheque.
Pela autonomia privada as partes podem avençar uma data futura e certa para apresentação, o que demonstra sua legitimidade. O banco, por proibição legal, não assume a pós datação. não gera vencimento do cheque, mas efeitos obrigacionais entre as partes.
Natureza jurídica
é lícito, mas desvirtua a intenção da criação do cheque. A natureza do cheque não é desvirtuada pelo pós datamento, mas a natureza é cambiária.
Admite endosso, aval e todos os institutos cambiários, inclusive a ação cambiária.
Com a pós datação além do cheque existe um acordo entre as partes. Uma obrigação de não fazer assumida pelo beneficiário.
Envolve então: um cheque e um contrato.
Consequências da pós-datação
Para o sacado não causa nenhuma. Apesar disso, a pós-datação possui especialmente consequencias no que diz respeito a relação entre o emitente e o beneficiário
a) prazo de apresentação e prescrição do cheque pós-datado com data de emissão futura \u2013 começa a correr o prazo de apresentação a partir do fim da data avençada, mas se apresentado ao sacado a data de apresentação será a do dia de colocação na instituição financeira.
b) prazo de apresentação e prescrição do cheque nas outras formas de pós-datação \u2013 incialmente o STJ dizia que apenas a pós datação do lugar da emissão de data futura gerava a incidência de diferenciação entre a apresentação e a prescrição, atualmente o STJ afirma que qualquer data avençada pode estimular a datação.
c) estelianato e cheque pós-datado - não configura porque falta o elemento subjetivo do tipo a intenção de fraudar, que aqui não há uma ordem de pagamento a vista, mas sim, uma promessa de pagamento a prazo.
Apresentação antecipada do cheque 
Responderá o beneficiário por perdas e danos nos termos do art. 389 do CC, já que assumiu uma obrigação contratual e a descumpriu.
Súmula 370 do STJ caracteriza dano moral a apresentação antecipada do cheque pré-datado. Mas deverá, para a indenização, a comprovação do prejuízo. Além de pagar os danos emergentes (o que perdeu) e os lucros cessantes (o que deixou de ganhar). Os danos morais geralmente são produzidos com a inscrição do nome do devedor no SPC ou SERASA.
Apresentação antecipada do cheque pós datado pelo endossatário
O cheque pós datado pode ser objeto de endosso, e ele poderá ser depositado antes da data. A obrigação do devedor que se tornou parte é de resultado, por isso a responsabilidade pelo depósito antecipado do endossatário é do beneficiário (devedor original). Se no entanto o terceiro sabia do contrato, ele age de má-fé e responderá por culpa extracontratual, por sua culpa.
E caso aja culpa e responsabildade de ambos será ela solidária, desde que cause prejuízo a alguém. 
DUPLICATA
	É genuinamente brasileira. Lei n. 5474/68.
Duplicata está sempre ligada a um compra de compra e venda ou prestação de serviço.
Pontes de Miranda diz ser a duplicata um título cambiariforme (falta da abstração), em que o criador do título assume por promessa indireta, vinculação indireta. O credor originário se transforma em devedor, a medida que endossa para outra pessoa.
É em síntese um título emitido por seu credor originário, para documentar o crédito originado de uma compra e venda mercantil ou de uma prestação de serviços, com base em uma fatura.
É criada pelo credor e por isso é uma ordem de pagamento e não uma promessa. O Sacador dá uma ordem ao devedor para que pague o valor devido a ele mesmo. O sacador e o beneficiário são a mesma pessoa.
Não nasce para ser um título cambial e por isso circular, mas sim é antes de tudo um título causal.
A causa interfere no grau da própria autonomia do título de crédito de vez que ela propicia maior possibilidade de exceções oponíveis ao credor, e, como tal, diminui o alcance daquela autonomia.
Processo de emissão
A hipótese de emissão é mais restrita. A emissão é conduzida pelo credor e pressupõe outro documento que é a fatura.
Contrato ___________ fatura ___________ duplicata
FATURA
Os contratos de prestação de serviço e compra e venda mercantil geram um crédito para uma das partes, para que tais contrato posso originar a duplicata, é essencial que seja emitido previamente um documento, denominado fatura.
Na celebração da negociação é entregue um documento ao comprador ou recebedor dos serviços, como uma espécie de prova de finalização do contrato de compra e venda ou de prestação de serviços. Pode inclusive ser uma nota fiscal-fatura. A lei 5474/68 diz que, diferente da regra que a fatura é facultativa, toda compra e venda mercantil com prazo de pagamento não inferior a 30 dias, contados da entrega das mercadorias, será emitido uma fatura.
A fatura é um documento meramente comprobatório, e a duplicata é um título de crédito com base na fatura.
O art. 6º da lei diz que a duplicata deverá ser remetida ao sacado , no prazo de 30 dias a contar da sua emissão e não da emissão da fatura, demonstrando que as datas de emissão poderão ser distintas.
Para o credor que emita duplicatas para controle e para evitar abusos é necessário pelo art. 19 da lei nº. 5.474/68, que este tenha um livro de registro de duplicatas.
Cabendo quem fraudar tal procedimento o crime do art. 172 do CP, punível com detenção de 2 a 4 anos e multa.
REQUISITOS
Art. 2º da lei:
 a) denominação; b) data de emissão; c) número de ordem; d) número da fatura; e) data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à vista; f) nome e domicílio das partes; g) importânica a pagar; h) praça