Direito do Consumidor - Aula 05 VIII
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DIREITO DO CONSUMIDOR
1a Questão
Antônio, beneficiário do plano de saúde da empresa X há dez anos, necessita ser submetido a uma
angioplastia, mas a empresa X se recusa a dar cobertura ao tratamento porque há no contrato
cláusula expressa e clara que exclui da cobertura o fornecimento de prótese, órtese, stent,
marcapasso, etc. No caso é correto afirmar que:
2a Questão
Avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: I - Com a nova concepção dos
contratos, bem como a sua massificação, o contrato de adesão ganhou grande espaço no âmbito das
relações de consumo, tanto é assim que o legislador fez questão de trazer seu conceito no art. 54 do
Código de Defesa do Consumidor e, merece destaque o fato de as cláusulas gerais do contrato
serem estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor ou pela autoridade competente, cabendo a
outra parte aderir ou não ao contrato. Porque II - O contrato de adesão decorreu da massificação da
produção e do consumo que tornou a contratação padronizada como instrumento indispensável. Não
há nos contratos de adesão tratativas, nem margem para negociações. Assim, a interpretação da
cláusula do contrato de adesão, deve ser interpretada de maneira mais favorável para o consumidor
(art. 41 do CDC), a inserção de uma cláusula no formulário não descaracteriza a natureza de adesão
do contrato (art. 54, §1° CDC).
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa
da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira
As asserções I e II são proposições falsas.
3a Questão
05 FCCTJ-SE Juiz Substituto (0,5) Assinale a alternativa que atende, com fundamento nos princípios
do direito do consumidor, ao enunciado que decorre do ¿princípio da informação¿:
O princípio da equidade, que emana da necessidade da adequação dos produtos e serviços ao
binômio,qualidade/segurança, atende aos objetivos da Política Nacional das Relações de
Consumo, e consiste na atenção de eventuais problemas dos consumidores, no que diz
respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos e a
melhoria da sua qualidade de vida.
a)A informação decorre de o consumidor ser o elemento mais fraco da relação consumerista,
por não dispor do controle sobre a produção dos produtos, consequentemente acaba se
submetendo ao poder dos detentores deste controle, no que surge à necessidade da criação
de uma política jurídica que busque a minimização dessa disparidade n a dinâmica das relações
de consumo.
d) O princípio da informação, que emana da necessidade da adequação dos produtos e
serviços ao binômio,qualidade/segurança, atende aos objetivos da Política Nacional das
Relações de Consumo, e consiste na atenção de eventuais problemas dos consumidores, no
que diz respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses
econômicos e a melhoria da sua qualidade de vida.
c)O Princípio da informação, nas relações de consumo, refere-se à reparação por danos pelo
fato do produto, e, orienta as práticas comerciais, a publicidade, e a proteção contratual,
merecedora de especial destaque, que considera nulas de pleno direito, cláusulas contratuais
que sejam incompatíveis com a boa-fé e equidade.
b) A informação é um direito na seara consumerista que já vem desde a antiguidade,
como nas Leis das XII Tábuas, que exigia do vendedor uma obrigação de
transparência, determinando que este definisse as qualidades essenciais de seus
produtos e proibindo-o de fazer publicidade mentirosa; de uma forma mais evoluída
o princípio da informação exige que o consumidor seja informado em todos os
aspectos que envolvem o ato de comprar, de adquirir bens ou serviços, para que este
não venha a ser lesado quando desejar adquirir o bem da vida.
4a Questão
(MPE/CE 2009 - FCC - PROMOTOR DE JUSTIÇA)A publicidade que se aproveita das deficiências de
julgamento e experiência da criança é considerada
lícita, nos casos em que se possa presumir a permissão dos pais o u responsáveis para que a
criança a ela tenha acesso.
abusiva, se f or capaz de induzir também o adulto em erro a respeito das características ou
qualidades do produto.
enganosa e, por isto, proibida.
enganosa, se induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial à sua saúde ou à sua
segurança.
abusiva e, por isto, proibida.
5a Questão
Assinale a alternativa Incorreta. O direito à informação, como um direito básico do consumidor está
justificado devido a (ao):
Hipossuficiência do consumidor que consiste nas suas carências mentais e econômicas frente
ao fornecedor.
Intervencionismo estatal adotado pelo legislador pátrio nas obrigações oriundas das relações
de consumo.
Opção do legislador brasileiro em proteger a parte mais fraca da relação em alguns ramos do
direito, como também ocorre no Direito do Trabalho.
Dever legal do fornecedor de prestar esclarecimentos, informações e até educação ao
consumidor.
Fato do povo brasileiro não ter um nível mínimo de educação comparado ao dos
países desenvolvidos.
6a Questão
Em relação à proteção contratual nas relações de consumo, assinale aquele que não configura
cláusula abusiva
Cobrança pela emissão de boletos bancários;
Exclusão da inversão do ônus da prova;
Autorização para que o fornecedor cancele o contrato unilateralmente, sem que igual direito
seja conferido ao consumidor
Possibilidade de arrependimento ou desistência pelo consumidor;
Alteração de foro de eleição prejudicial ao consumidor;
7a Questão
O artigo 6 do Código de Defesa do consumidor estabelece direitos básicos que devem ser observados
em toda relação de consumo, aponte a opção que não indica um destes direitos:
o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de
danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica,
administrativa e técnica aos necessitados;
a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a
seu favor, no processo civil, quando, a critério das partes, for ele hipossuficiente,
segundo as regras ordinárias do processo;
a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral
a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
8a Questão
Leticia contratou serviço de TV, internet e telefone com empresa X, sendo o contrato de
adesão. Esta lhe informa que há uma cláusula que impõe multa exclusiva para o consumidor em
caso de rescisão de contrato, sem nenhum tipo de previsão de não aplicação da multa em caso de
falha do fornecedor de serviços. Com base nestas informações:
tal cláusula contratual necessita primeiro criar prejuízo ao consumidor para que Letícia
possa discuti-la judicialmente
aos contratos de adesão não cabe interpretação sobre suas condições, já que é escolha do
consumidor contratar o serviço ou não
por se tratar de uma relação de consumo, o princípio da autonomia da vontade é
mitigado, portanto não seria possível tal espécie de cláusula
a presente cláusula não afeta a relação de consumo e não deve prosperar discussões a
respeito de sua presença no contrato de adesão
tal cláusula está de acordo com o princípio da estrita vinculação ao conteúdo contratual