Economia - Apostila de Microeconomia
113 pág.

Economia - Apostila de Microeconomia


DisciplinaMicroeconomia I8.688 materiais217.442 seguidores
Pré-visualização24 páginas
de substituição técnica 
entre os fatores é sempre negativo, isto é, essa taxa sempre relaciona decréscimo de 
utilização de um dos fatores com o acréscimo do outro. Assim, é representada por uma 
fração na qual o numerador e o denominador têm sempre sinais contrários. 
Como a taxa marginal de substituição técnica representa a inclinação da isoquanta, 
conclui-se que esta será sempre inclinada negativamente. Assim, tanto podem ser 
traçadas como linhas decrescentes da esquerda para a direita quanto como linhas 
ascendentes da direita para a esquerda. 
As isoquantas são convexas em relação à origem, porque a taxa marginal de substituição 
técnica é decrescente. 
 
Rendimentos de Escala 
Aulas on line 
 
 
www.cursoparaconcursos.com.br 
 
 MATERIAL 01 MICROECONOMIA 
PROFº CARLOS RAMOS 
 
 
 60 
 
Escala de produção é o ritmo de variação da produção, respeitada certa proporção de 
combinação entre os fatores; corresponde ao \u201ctamanho\u201d da firma. 
Rendimentos de escala correspondem ao resultado relativo a produtos finais obtidos 
por meio da variação da utilização dos fatores de produção. A expressão \u201crendimentos de 
escala\u201d descreve simplesmente uma relação tecnológica. 
De acordo com a resposta da quantidade produzida a uma variação da quantidade 
utilizada dos fatores, é possível identificar três tipos de rendimentos de escala: os 
rendimentos crescentes de escala, os rendimentos constantes de escala e os 
rendimentos decrescentes de escala. 
Os rendimentos crescentes de escala ocorrem quando a variação na quantidade do 
produto total é mais do que proporcional à variação da quantidade utilizada dos 
fatores de produção. Por exemplo, aumentando-se a utilização dos fatores em 10%, o 
produto cresce 20%. 
Os rendimentos constantes de escala ocorrem quando a variação do produto total é 
proporcional à variação da quantidade utilizada dos fatores de produção. Por exemplo, 
aumentando-se a utilização dos fatores em 10%, o produto também aumenta em 10%. 
Finalmente, os rendimentos decrescentes de escala ocorrem quando a variação do 
produto é menos do que proporcional à variação na utilização dos fatores. Por 
exemplo, aumenta-se a utilização dos fatores em 10% e o produto cresce em 5%. 
É possível representar graficamente os três tipos de rendimentos de escala. Para isso deve 
ser admitido que a distância entre as isoquantas represente a escala de produção e 
identifique o comportamento dos rendimentos marginais de escala. 
Nessas condições, quando, respeitada a escala, as isoquantas deslocam-se para a direita, 
revelando aumento do nível de produção, e a distância entre elas diminui, tem-se a 
visualização gráfica do caso de rendimentos crescentes de escala; 
Aulas on line 
 
 
www.cursoparaconcursos.com.br 
 
 MATERIAL 01 MICROECONOMIA 
PROFº CARLOS RAMOS 
 
 
 61 
 
Quando, ao contrário, a distância entre as isoquantas aumenta, tem-se a visualização 
gráfica do caso de rendimentos decrescentes de escala; 
 
Finalmente, quando a distância entre as isoquantas permanece constante, têm-se 
rendimentos constantes de escala. 
Aulas on line 
 
 
www.cursoparaconcursos.com.br 
 
 MATERIAL 01 MICROECONOMIA 
PROFº CARLOS RAMOS 
 
 
 62 
 
 
Teoria dos Custos 
 
O objetivo básico da firma, quando realiza sua atividade produtiva, é a maximização dos 
seus resultados. Dessa forma, procurará sempre obter a máxima produção possível em 
face da utilização de certa combinação de fatores. 
Contudo, os fatores de produção, que são bens escassos, não podem ser obtidos 
gratuitamente. Possuem um preço que a firma necessita pagar para poder utilizá-los. 
Portanto, a quantidade utilizada de cada um, multiplicada pelo respectivo preço, 
constituirá a despesa total que a firma realizará para poder dar andamento à produção. 
Essa despesa é denominada \u201ccusto total de produção\u201d. 
A otimização dos resultados da firma poderá ser obtida quando for possível resolver um 
dos dois problemas seguintes: maximizar a produção para determinado custo total ou 
minimizar o custo total para certo nível de produção. 
Em qualquer uma das situações, a firma maximizará os seus resultados. Estará, pois, em 
uma situação que a teoria econômica denomina equilíbrio da firma. 
 
Os custos de produção 
Entendidas as posições de equilíbrio da firma como situações de otimização, constata-se 
que a cada uma dessas posições corresponderá uma despesa total ou um custo total de 
produção ótimo. Dessa forma, conhecidos os preços dos fatores, é sempre viável 
determinar um custo total de produção ótimo para cada nível de produção. 
Aulas on line 
 
 
www.cursoparaconcursos.com.br 
 
 MATERIAL 01 MICROECONOMIA 
PROFº CARLOS RAMOS 
 
 
 63 
Definimos custo total de produção como o total das despesas realizadas pela firma com 
a utilização da combinação mais econômica dos fatores, por meio da qual é obtida 
determinada quantidade do produto. 
Os custos totais de produção são genericamente classificados em dois tipos: 
\u2022 Custos Fixos Totais (CFT) - correspondem à parcela dos custos totais que 
independem do volume físico da produção. São decorrentes dos gastos com 
os fatores fixos de produção, como por exemplo: aluguéis, depreciação, 
manutenção preventiva, etc. 
\u2022 Custos Variáveis Totais (CVT) - são parcelas dos custos totais que dependem 
do volume físico da produção e assim mudam com a variação das quantidades 
produzidas, como por exemplo: matérias-primas e mão-de-obra direta. 
Representam, dessa forma, as despesas realizadas com os fatores variáveis de 
produção. 
A análise dos Custos de Produção depende do grau de utilização dos diversos recursos 
produtivos (fatores) e, portanto, deverá ser feita também considerando-se os períodos de 
tempo do Curto Prazo e de Longo Prazo. 
 
Custos no Curto Prazo 
No Curto Prazo teremos pelo menos um fator de produção fixo, portanto parte dos custos 
da firma serão fixos em relação ao seu volume de produção. 
O custo total é formado por duas parcelas: uma variável (custo variável total) decorrente 
das despesas com os fatores variáveis, e outra fixa (custo fixo total) resultado das 
despesas com o fator fixo. 
Podemos especificar os custos de curto prazo, da maneira que segue: 
CT = CVT + CFT 
em que: 
\u2022 CT = custo total de curto prazo; 
\u2022 CVT = custo variável total; 
\u2022 CFT = custo fixo total. 
Dessa forma, considerando o custo fixo total inalterado, o custo total de curto prazo se 
modificará somente em decorrência de alterações no custo variável total. Como este está 
intimamente relacionado com o comportamento da produção, conclui-se que o custo total 
Aulas on line 
 
 
www.cursoparaconcursos.com.br 
 
 MATERIAL 01 MICROECONOMIA 
PROFº CARLOS RAMOS 
 
 
 64 
fixo de produção no curto prazo depende diretamente do nível de produção estabelecido 
pela firma, associado aos gastos com os fatores fixos de produção. 
A teoria da produção, além da análise dos custos totais de curto prazo, se interessa 
também em estudar outros custos, decorrentes deste último, e que também estão 
relacionados com o comportamento da produção. Esses custos são os custos médios ou 
unitários e o custo marginal. 
O custo total médio é obtido por meio do quociente entre o custo total e a quantidade 
produzida. Assim, podemos enunciá-lo com a seguinte expressão: 
 
CMe = CT 
 q 
 
Mas, como o custo total de curto prazo é decomposto em duas parcelas, uma variável e 
outra fixa, representando cada uma, respectivamente, o custo variável total e o custo fixo 
total, podemos alterar a igualdade acima para: 
 
CMe = CVT + CFT ou ainda: CMe = CVT + CFT 
 q q q 
 
O custo variável médio é obtido pelo quociente entre
Fábio
Fábio fez um comentário
extraordinário
0 aprovações
Carregar mais