Economia - 01 - Macroeconomia e Contabilidade Social
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Economia - 01 - Macroeconomia e Contabilidade Social


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Usos (R$ milhões) 
2.222.129 
170.403 
134.967 
 
 
 
 
9.024 
125.943 
Produção 
Importação de Bens e Serviços 
Impostos sobre produtos 
Imposto de Importação 
Demais impostos sobre produtos 
Consumo intermediário 
Despesa de consumo final 
Formação bruta de capital fixo 
Variação de estoque 
Exportação de bens e serviços 
 
 
 
 
 
1.157.036 
957.836 
233.376 
20.750 
158.501 
2.527.500 Total 2.527.500 
 
 
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MATERIAL 01 
 
ECONOMIA 
PROF. CARLOS RAMOS 
 
 21 
 
 
Tabela 2 \u2013 Economia Nacional \u2013 Contas de produção, renda e capital - 2001 
Usos (R$ milhões) Operações e Saldos Recursos (R$ milhões) 
Conta 1 \u2013 Conta de Produção 
 
1.157.036 
 
 
 
1.200.060 
Produção 
Consumo intermediário 
Impostos sobre produtos 
Imposto de Importação 
Demais impostos sobre produtos 
Produto Interno Bruto 
 
 
 
9.024 
125.944 
2.222.129 
 
134.967 
Conta 2 \u2013 Conta da Renda 
Conta 2.1 \u2013 Conta de distribuição primária da renda 
Conta 2.1.1 \u2013 Conta de geração da Renda 
 Produto Interno Bruto 1.200.060 
444.002 Remuneração dos empregados 
 444.589 Residentes 
 413 Não-residentes 
208.578 Impostos sobre a produção e de importação 
( - ) 4.704 Subsídios à produção ( - ) 
552.185 Excedente Operacional Bruto inclusive Rendimento de Autônomos 
 
 60.469 Rendimentos de Autônomos (rendimento misto) 
 491.716 Excedente Operacional Bruto 
Conta 2.1.2 \u2013 Conta de alocação da Renda 
 Excedente Operacional Bruto inclusive rendimento de autõnomos 552.185 
 Rendimentos de Autônomos (rendimento misto) 60.469 
 Excedente Operacional Bruto 491.716 
 Remuneração dos empregados 444.221 
 Residentes 443.589 
 Não-residentes 632 
 Impostos sobre a produção e de importação 208.578 
 Subsídios à produção ( - ) ( - ) 4.704 
 53.689 Rendas de propriedade enviadas e recebidas do resto do mundo 7.002 
 1.153.592 Renda Nacional Bruta 
Conta 2.2 \u2013 Conta de distribuição secundária da renda 
 Renda Nacional Bruta 1.153.592 
 1.004 Outras transferências correntes enviadas e recebidas do resto do 
mundo 
 4.934 
 1.157.522 Renda Disponível Bruta 
Conta 2.3 \u2013 Conta de uso da renda 
 Renda disponível bruta 1.157.522 
 957.836 Despesa de consumo final 
 199.686 Poupança Bruta 
Conta 3 \u2013 Conta de acumulação 
Conta 3.1 \u2013 Conta de capital 
 Poupança bruta 199.686 
 233.376 Formação bruta de capital fixo 
 20.750 Variação de estoque 
 65 Transferências de capital enviadas e recebidas do resto do mundo 2 
 ( - ) 54.503 Capacidade ( + ) ou Necessidade ( - ) líquida de financiamento 
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ECONOMIA 
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 22 
Tabela 3 \u2013 Economia Nacional \u2013 Conta das transações do resto do mundo com a 
economia nacional - 2001 
Usos (R$ milhões) Operações e Saldos Recursos (R$ milhões) 
Conta 1 \u2013 Conta de bens e serviços do resto do mundo com a economia nacional 
158.501 Exportação de bens e serviços 
 138.554 Exportação de bens 
 19.947 Exportação de serviços 
 Importação de bens e serviços 170.403 
 Importação de bens 131.576 
 Importação de serviços 38.827 
11.902 Saldo externo de bens e serviços 
Conta 2 \u2013 Conta de distribuição primária da renda e transferências correntes do resto do mundo com a economia 
nacional 
 Saldo externo de bens e serviços 11.902 
632 Remuneração dos empregados 413 
7.002 Rendas de propriedade 53.689 
 6.377 Juros 41.512 
 625 Dividendos 12.177 
4.934 Outras transferências correntes enviadas e recebidas do resto do 
mundo 
 1.004 
 7 Prêmios líquidos de seguros não-vida 371 
 371 Indenizações de seguros não vida 6 
 4.556 Transferências correntes diversas 628 
54.440 Saldo externo corrente 
Conta 3 \u2013 Conta de acumulação do resto de mundo com a economia nacional 
 Saldo externo corrente 54.440 
 2 Transferências de capital enviadas e recebidas do resto do mundo 65 
 Variações do patrimônio líquido resultantes de poupança e de 
transferências de capital 
 54.503 
54.503 Capacidade ( + ) ou Necessidade ( - ) líquida de financiamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8. Valores Reais e Valores Nominais 
Vimos que o investimento aumenta a capacidade produtiva da economia, pois amplia 
o estoque de capital físico existente. Ao longo dos anos, deverá haver aumento do 
valor do Produto em termos físicos (quantidades produzidas). 
Até o momento estávamos trabalhando com a hipótese de que os preços dos bens e 
serviços não se alteravam com o passar dos anos, isto é, não havia inflação. 
Portanto, se o PIB de um determinado país no ano de 2005 foi igual a US$ 600 
bilhões, e no ano de 2006 foi igual a US$ 630 bilhões, podemos afirmar que houve 
um crescimento percentual de 5%, calculado da seguinte forma: 
 
PIB2006 \u2013 PIB2005 630 - 600 30 
Variação Nominal % = 
PIB2005 
= 
600 
= 
600 
= 0,05 
 
Assim, o crescimento nominal do PIB entre os anos de 2005 e 2006 foi igual a 
5%. O crescimento nominal compara os valores nominais do PIB nos dois anos, sem 
se preocupar com a variação de preços que ocorreu durante este período. 
Observe que se a inflação foi igual a zero, então o crescimento real também 
seria igual a 5%. O crescimento real compara os valores reais do PIB nos dois 
exercícios, ou seja, os valores descontados da inflação do período. Em outras 
palavras, os valores deflacionados. 
Suponhamos que a inflação entre o ano de 2005 e o de 2006 tenha sido igual a 8%. 
Isso significa que o produto real de 2006 (ou seja, o produto nominal de 2006 
deflacionado, ou ainda, o produto de 2006 a preços de 2005) seria igual a: 
630 
Produto Real de 2006 (a preços de 2005) = 
108 
x 100 = 583,33 
 
Então a variação real do produto entre os dois períodos seria igual a: 
PIB (deflacionado) 2006 \u2013 PIB2005 583,33 - 600 -16,67 
Variação Real % = 
PIB2005 
= 
600 
= 
600 
= -0,0277 
 
Assim, houve uma queda real de 2,77%, aproximadamente, na produção física de 
bens e serviços. Isto ocorreu porque o crescimento nominal do produto é de 5% e a 
inflação do período é de 8%, ou seja, de fato a produção física se reduziu no período 
considerado. 
Observe também que usamos um deflator, que nada mais é do que um fator 
empregado para descontar o efeito da inflação e transformar um valor nominal em 
um valor real. 
O deflator pode ser qualquer índice de preços. No Brasil temos diversos índices de 
preços, tais como o IGP-M, IGP-DI, INPC (calculados pela FGV), o IPCA 
(calculado pelo IBGE), etc, cada um deles com sua metodologia própria de cálculo. 
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 24 
Todo índice de preço busca captar a variação dos preços de uma determinada cesta 
de mercadorias ao longo de certo período de tempo. De acordo com a forma de 
cálculo podemos ter índices do tipo Laspeyres ou índices do tipo Paasche. 
Vejamos a aplicação destes conceitos na tabela a seguir. Suponhamos uma 
economia hipotética que só produza três tipos de bens: arroz, feijão e milho. 
Vejamos na tabela o desempenho desta economia nos anos de 2005 e 2006: 
 
 
A pergunta é: qual foi a variação do produto nominal neste período? Vamos fazer o 
somatório: 
 
Então, temos: 
PIB2006 \u2013 PIB2005 73,50 \u2013 65 8,5 
Variação Nominal % = 
PIB2005 
= 
65 
= 
65 
= 0,1307 
Ou seja, um crescimento nominal de 13% do PIB entre 2005 e 2006.