Economia - 05 - Economia Aberta – Relações com o Setor Externo
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Economia - 05 - Economia Aberta – Relações com o Setor Externo


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elevação na 
renda e na taxa de juros. 
Com a pressão ascendente na taxa 
de juros interna forçando-a para 
níveis superiores às taxas 
internacionais, haverá uma grande 
entrada de capitais no país 
(superávit no balanço de 
pagamentos) que será adquirida 
pelo Banco Central emitindo moeda, 
o que deslocará a LM para a direita, 
ampliando o efeito expansionista da 
política fiscal. 
 
Percebe-se, então, que a nesse caso a política fiscal é extremamente eficiente 
para afetar o nível de produto. 
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Observe que nessa situação, com câmbio fixo e livre mobilidade de capitais, o 
resultado da política fiscal é melhor do que no caso do modelo IS-LM com economia 
fechada, porque não ocorre o efeito-deslocamento, uma vez que a taxa de juros não 
subiu. 
Com livre mobilidade de capital, a taxa de juros interna é ditada pelo mercado 
internacional, e com taxa de câmbio fixa o agregado monetário ajustar-se-á para 
garantir esta igualdade, de modo a poder preservar a taxa de câmbio fixa. Com isso, 
a taxa de juros não se altera em decorrência do maior gasto público (o que se ajusta 
é a quantidade de moeda), não havendo, portanto, redução do investimento. 
 
3) Câmbio flutuante: política monetária expansionista 
Com livre mobilidade de capitais, uma expansão monetária, supondo livre flutuação 
da taxa de câmbio, terá os seguintes impactos: inicialmente a LM se desloca para a 
direita, gerando pressões no sentido de redução da taxa de juros, o que provocará 
um aumento na demanda por moeda estrangeira para remeter capital ao exterior. 
Essa maior demanda por moeda 
estrangeira provocará a 
desvalorização da moeda 
nacional, ampliando as 
exportações e deslocando a IS 
para a direita. A taxa de câmbio 
se desvalorizará até que a IS 
intercepte a LM ao nível da taxa 
de juros internacional, quando 
cessa a pressão pela 
desvalorização. 
 
 
Portanto, nesse caso, a política monetária é plenamente eficaz, pois, ao 
induzir a desvalorização da moeda nacional, melhora o saldo em transações 
correntes, ampliando a demanda por produto doméstico e, portanto, ampliando a 
renda nacional. 
 
4) Câmbio flutuante: política fiscal expansionista 
Supondo uma expansão nos gastos públicos, o efeito imediato será o deslocamento 
da IS para a direita, o que exigirá por elevação da taxa de juros e, 
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conseqüentemente, maior demanda por moeda nacional, devido ao ingresso de 
capitais estrangeiros. Este processo induzirá uma valorização da moeda nacional, 
encarecendo o produto nacional em relação ao estrangeiro, reduzindo a demanda, e 
fazendo com que a IS se desloque para a esquerda. Esse processo se manterá até 
que a IS volte à posição original, eliminando a pressão da entrada de capitais no 
mercado de câmbio. 
Note que, nesse processo, a taxa de 
câmbio se valoriza, de forma que a 
queda da demanda externa seja 
exatamente igual ao aumento do 
gasto público, com o que o resultado 
final em relação ao produto 
apresenta-se nulo. Ou seja, ocorre 
um tipo de crowdingout, só que 
agora expulsando demanda externa 
por meio do movimento da taxa de 
câmbio. Nesse caso a Política Fiscal 
não funciona. 
O modelo desenvolvido para analisar o impacto da política econômica em uma 
economia aberta é bastante simples, mas permite chegar a conclusões importantes: 
\u2022 Com taxa de câmbio fixa, a oferta de moeda torna-se endógena, 
portanto o Banco Central perde a política monetária; 
\u2022 Com a taxa de câmbio flutuante, recupera-se a política monetária e 
perde-se a política fiscal, como um instrumento para afetar o nível de 
renda. 
 
 
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Questões de Concursos 
 
 
01. (ESAF) - Identifique a transação classificada como movimento de capitais autônomos na 
estrutura do balanço de pagamentos. 
a) Remessa de lucros para o exterior. 
b) Amortização de empréstimos externos. 
c) Remessa de royalties para o exterior. 
d) Pagamento de seguros sobre importação. 
e) Pagamento de juros sobre empréstimos externos. 
 
02. (ESAF) - Identifique o item abaixo que não se acha incluído na rubrica de conta corrente 
do balanço de pagamentos. 
a) Exportações de bens e serviços. 
b) Importações de bens e serviços. 
c) Fluxos de entrada de capital. 
d) Doações do governo. 
e) Doações recebidas pelo governo. 
 
03. (ESAF) - Em um certo ano o Balanço de Pagamentos do Brasil registrou, em milhões de 
dólares: 
Exportações de mercadorias (FOB) ............................................................ 36.103,00 
Importações de mercadorias (FOB) ............................................................ 20.577,90 
Balanço de serviço .................................................................................... - 11.305,70 
Movimento de capitais autônomos ................................................................ 5.524,60 
Transferências unilaterais ............................................................................. 2.055,60 
Erros e omissões ........................................................................................... 1.123,20 
Então, naquele ano, o saldo de transações correntes foi: 
a) 6.275,00. 
b) 4.219,40. 
c) 3.096,20. 
d) 10.676,40. 
e) 15.525,10. 
 
04. (ESAF) - Uma remessa de royalties para o exterior é contabilizada 
a) como exportação de serviços não fatores. 
b) no balanço comercial. 
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c) no balanço de serviços. 
d) no movimento de capitais autônomos. 
e) no movimento de capitais compensatórios. 
 
05. (ESAF) - Conhecidos: 
\u2022 Exportações de bens e serviços não fatores .................................. 1.200 
\u2022 Importações de bens e serviços não fatores ..................................... 850 
\u2022 Saldo do balanço de serviços ....................................................... - 2.600 
\u2022 Transferências unilaterais .................................................................. - 85 
\u2022 Movimento de capitais autônomos ......................................................750 
\u2022 Erros e omissões .................................................................................. 12 
O saldo total do balanço de pagamentos é 
a) - 1.573. 
b) - 2.250. 
c) - 1.585. 
d) - 2.335. 
e) - 750. 
 
06. (ESAF) - Os déficits no balanço de pagamentos de um determinado país 
a) decorrem fundamentalmente de déficits comerciais, mas também dependem do nível 
de reservas internacionais de que dispõe esse país. 
b) decorrem de desvalorizações cambiais, que aumentam a competitividade mas 
tornam o produto exportado relativamente barato, reduzindo, assim, as receitas 
líquidas de exportações desse país. 
c) ocorrem como conseqüência da elevação das taxas de juros internacionais, que 
incidem tanto sobre as exportações, reduzindo as receitas, quanto sobre as 
importações, que se tornam relativamente mais caras para esse país. 
d) decorrem, em geral, de déficits nas transações correntes (comércio visível e 
invisível), mas podem ocorrer, em casos muito particulares, em razão de fluxos muito 
inesperados nas contas de transferências e/ou de capitais desse país. 
e) são conseqüências da falta de proteção adequada ao mercado interno desse país. 
Por essa razão, países com baixos níveis de proteção tarifária apresentam-se 
deficitários, enquanto países com níveis mais elevados de proteção dificilmente 
apresentam esse tipo de problema. 
 
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