Economia - Aula 02 - Macroeconomia Keynesiana
36 pág.

Economia - Aula 02 - Macroeconomia Keynesiana


DisciplinaEconomia I32.171 materiais240.448 seguidores
Pré-visualização8 páginas
o nível de equilíbrio da 
renda. 
4) Sobre o modelo keynesiano completo ( Y = C + I + G + X \u2013 M), vale o seguinte 
registro: 
 A demanda agregada (DA) corresponde ao somatório abaixo: 
DA = C + I + G + X 
 E a oferta agregada (OA) compreendendo o produto mais as importações, como 
demonstrado abaixo: 
 18
 OA = Y + M 
Traduzindo para o equilíbrio do produto/renda, tem-se como demonstrado: 
Y + M = C + I + G + X ou, de forma sintética, 
Y = C + I + G + X \u2013 M. 
5) E, finalmente, sobre q de Tobin, sua mensuração é dado por 
Valor de Mercado do Capital Instalado/ Custo de Reposição do Capital Instalado. 
Se o q de Tobin > 1, então, o valor julgado pelo mercado supera o preço da 
aquisição da máquina e o empresário adquire a unidade de capital, viabilizando o 
investimento. 
Se o q de Tobin < 1, então, o valor que o mercado está disposto a pagar pela 
unidade instalada é inferior ao custo de aquisição e o investimento perde sua 
viabilidade e não será concretizado. 
Se o q de Tobin = 1, o valor estimado pelo mercado acionário é exatamente igual 
ao custo de reposição da unidade de capital instalado e o investidor é indiferente 
ao novo empreendimento. 
Vejamos agora uma bateria de exercícios sobre macroeconomia keynesiana. 
 
01 \u2013 (VUNESP/IBGE \u2013 99) Na teoria de Keynes, as decisões de investimento 
dependem de: 
a) taxa de juros 
b) taxa de eficiência marginal de capital 
c) existência de poupança 
d) inovações tecnológicas 
e) comparação das taxas de juros e da eficiência marginal do investimento. 
 
Exercício bem antigo, ainda dos anos 90. Vale apenas como mostra da franca 
evolução do grau de dificuldade e especialização ocorrido a partir de 2001. Não há 
meios dessas questões aparecerem num próximo certame. Vale como fixação do 
conteúdo. 
A análise keynesiana é desenvolvida em cima de determinantes de investimento, a 
saber: taxas de juros (preço do capital) e a eficiência marginal do capital. É a lei 
 19
psicológica de Keynes. Mais adiante, teremos o avanço do pensamento com o q de 
Tobin. 
A assertiva e está correta. 
 
 
 
 
02 \u2013 (VUNESP/IBGE \u2013 99 e ESAF/ENAP - 2006) Pela teoria do multiplicador, sendo a 
propensão marginal a consumir de 75% e havendo aumento dos gastos autônomos de 
$10.000.000, a renda da economia aumentará de: ( considere que a propensão 
marginal a consumir no modelo seja igual a 0,75. Se as despesas governamentais 
aumentarem em 100 unidades monetárias, a variação na renda de equilíbrio será) : 
a) $70.000.000 
b) $55.000.000 
c) $40.000.000 
d) $25.000.000 
e) $20.000.000 
Acreditem! A mesma questão realizada pela Vunesp em 1999 foi praticamente 
revalidada pela ESAF nesse ano de 2006. Exercício igualmente trivial. Sem 
maiores esclarecimentos, vamos ao cálculo. 
O efeito multiplicador é da ordem de 1/(1-c) , em que c é a propensão marginal a 
consumir e a economia é fechada. Daí, vem que o multiplicador Km = 1/ 1 \u2013 c, 
igual a 1/0,25 = 4. 
Substituindo-se c por 0,75, vem: 
Km = 1/ 1 \u2013 0,75 = 1/ 0,25 = 4. 
A renda da economia aumentará quatro vezes, passando de 10.000.000 para 
40.000.000. 
A assertiva c está correta. 
 
 
 
 20
 
03 -(ESAF/APO-2002) Com relação ao multiplicador keynesiano, é correto afirmar 
que: 
a) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o 
seu valor será igual a 1. 
b) numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, 
pode ser menor do que um e só é válido para os gastos do governo. 
c) numa economia aberta, seu valor depende da propensão marginal a consumir e 
importar, pode ser negativo e vale apenas para os gastos do governo e 
exportações autônomas. 
d) numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a 
consumir, não pode ser menor do que um e vale para qualquer componente dos 
denominados gastos autônomos agregados. 
e) seu valor para uma economia fechada é necessariamente menor do que para 
uma aberta. 
Trazemos para a resolução dessa questão a listagem de assertivas verdadeiras 
que mencionei no decorrer da aula desse tópico e consideramos suficiente o seu 
estudo para a resolução. Isto é, até o presente momento, quando a ESAF e 
também outras bancas se utilizaram do multiplicador keynesiano de forma textual ( 
sem números, sem contas), sempre as assertivas estavam compreendidas na 
listagem abaixo ou muito próximas delas, a saber: 
i) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o 
valor do multiplicador será igual a 2. 
ii) o multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em uma 
economia aberta. 
iii) quanto maior for a propensão marginal a consumir ( ou menor a propensão 
marginal a poupar), maior será o valor do multiplicador. 
iv) em uma economia fechada e sem governo, quanto mais próximo de zero 
estiver a propensão marginal a poupar, maior será o efeito de um aumento dos 
investimentos sobre a renda. 
v) o valor do multiplicador pode ser maior do que 10. 
 21
vi) o valor do multiplicador não pode ser menor do que zero. 
Se a PMgC for igual à PMgS, elas serão iguais a 0,5 ( PmgC + PmgS = 1). 
Daí, o multiplicador será igual a 2, pois Km = 1/( 1- 0,5) = 2. 
A assertiva a está incorreta. 
Em uma economia fechada ( sem setor externo), o multiplicador não pode ser 
menor do que um e não é só válido para os gastos autônomos do governo. 
A assertiva b está incorreta. 
Em uma economia aberta, o multiplicador vale para todos os gastos autônomos e 
não pode ser negativo. 
A assertiva c está incorreta. 
O multiplicador keynesiano é maior numa economia fechada do que numa 
economia aberta. 
A assertiva e está incorreta. 
Numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a consumir, 
não pode ser menor do que um e vale para qualquer componente dos 
denominados gastos autônomos agregados. 
A assertiva d está rigorosamente correta. 
 
 
 
04 -(NCE/UFRJ- IBGE \u2013 2001) Para uma economia fechada, os dados das contas 
nacionais são: 
Y = 5000 (produto agregado) 
G = 1000 ( gastos do governo) 
T = 1000 ( total do imposto) 
C = 250 + 0,75(Y \u2013 T) ( consumo do setor privado) 
I = 1000 \u2013 50r ( investimentos) 
Para esta economia, a taxa de juros de equilíbrio será dada por: 
a) 5% 
b) 7,5% 
c) 10% 
 22
d) 15% 
e) 17,5% 
Considere a equação de equilíbrio da demanda agregada com governo e sem 
setor externo ( economia fechada com governo). Logo, Y = C + I + G. 
5000 = 250 + 0,75(4000) + 1000 + 1000 \u2013 50r 
5000 = 250 + 3000 + 2000 \u2013 50r 
5000 = 5250 \u2013 50r 
50r = 250 
r = 5%. 
A assertiva a está correta. 
 
 
 
05 -(ESAF/AFRF \u20132002) Considere os seguintes dados: 
C = 500 + cY 
I = 200 
G = 100 
X=M=50 
Com base nestas informações, é correto afirmar que: 
a) se a renda de equilíbrio for igual a 2.500, a propensão marginal a poupar será 
igual a 0,68. 
b) se a renda de equilíbrio for igual a 1.000, a propensão marginal a consumir será 
maior que a propensão marginal a poupar. 
c) se a renda de equilíbrio for igual a 2.000, a propensão marginal a consumir será 
igual a 0,5. 
d) se a renda de equilíbrio for igual a 1.600, a propensão marginal a consumir será 
igual à propensão marginal a poupar. 
e) não é possível uma renda de equilíbrio maior que 2.500. 
Tratamos agora com uma economia aberta. Daí, vem que: Y = C + I +G +X -M. 
Y = 500 +cY +200+100+50-50 
Y \u2013cY = 800 
 23
Y(1-c) = 800 
Y = 800 
 (1 \u2013c) 
Como não há dados adicionais e sabendo que PMgC + PMgS é igual a 1, temos 
que passar pelas opções e ver qual delas revela a solução da equação. Na letra d, 
se Y = 1.600, a PMgC é igual a PMgS, ou seja, 0,5. 
A assertiva d está correta. 
 
 
 
 
 
 
06 - (ESAF/AFCE/TCU \u2013 2002) Com base no multiplicador keynesiano numa 
economia fechada, é incorreto afirmar que: 
a) se a propensão marginal a poupar for igual a 0,4, então o valor do multiplicador