Economia - Aula 02 - Macroeconomia Keynesiana
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será de 2,5. 
b) na possibilidade de a propensão marginal a poupar ser igual à propensão 
marginal a consumir, o valor do multiplicador será igual a 1. 
c) se a propensão marginal a consumir for menor do que a propensão marginal a 
poupar, então o multiplicador será necessariamente menor do que 2. 
d) seu valor tende a ser maior quanto menor for a propensão marginal a poupar. 
e) o seu valor nunca pode ser negativo. 
Aqui tratamos do modelo keynesiano simplificado ( economia fechada e sem 
governo) onde o multiplicador é dado pela expressão 1/ ( 1 \u2013 c) em que c é a 
propensão marginal a consumir e (1 \u2013 c) a propensão marginal a poupar. 
Nota-se que as propensões em questão são complementares, como não poderia 
ser diferente, já que a função poupança é a imagem espelhada da função 
consumo. Em outros termos, o somatório da propensão marginal a consumir e da 
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propensão marginal a poupar é igual a 1. Outra preliminar é que as propensões 
estão compreendidas entre o intervalo 0 e 1. 
Recorrentemente, questões de modelo keynesiano simplificado aparecem em 
provas elaboradas pela ESAF, VUNESP e NCE/UFRJ. E, certamente, uma 
questão que não passa desapercebida pelos examinadores é um conjunto de 
assertivas teóricas sobre o multiplicador. Ainda que sejam teóricas, com o 
conhecimento acumulado até aqui, é suficiente que o concursando aplique valores 
hipotéticos ao que está sendo pedido, que, dessa forma, \u201ca resposta sai por 
inércia.\u201d 
Vejamos o item c: PMgC ( c) < PMgS ( 1 \u2013 c), ou seja, exemplificando a propensão 
marginal a consumir é 0,4 e a propensão marginal a poupar é 0,6. Daí, o 
multiplicador é 1/ ( 1 \u2013 0,4) = 1/0,6 , igual a aproximadamente 1,7 ( menor que 2) e 
quanto maior o denominador ( propensão marginal a poupar), menor o numerador 
( multiplicador). Dessa forma, o termo necessariamente ( palavra perigosa!) foi 
aqui devidamente empregado para tornar certa a assertiva. 
Quanto menor for a propensão marginal a poupar (PMgS), maior será a propensão 
marginal a consumir (PMgC), aumentando o valor do multiplicador. 
A assertiva d está correta. 
O valor do multiplicador keynesiano nunca é negativo. 
A assertiva e está correta. 
Já vimos em pelo menos duas questões anteriores que, quando a PMgC é 
equivalente à PMgS, o valor do multiplicador é necessariamente 2. 
A assertiva b está incorreta. 
 
 
 
 
 
 
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07 - ( FCC-ICMS/SP \u2013 2006) Suponha que numa economia fechada, o 
comportamento do setor de bens e serviços possa ser descrito pelas seguintes 
equações do modelo keynesiano simples: 
C = 100 + 0,8Yd 
I = 250 + 0,15Y 
G = 300 
T = 50 + 0,25Y 
onde: 
C = consumo de bens e serviços 
Y = renda 
Yd = renda disponível 
G = gastos do governo 
T = tributação 
Nessa economia, 
a) o multiplicador dos gastos do governo é igual a 4. 
b) o nível de renda de equilíbrio é 2.400. 
c) o governo tem um superávit de 350 no nível de renda de equilíbrio. 
d) o multiplicador da tributação é igual a 4. 
e) os investimentos apresentam certa elasticidade em relação à taxa de juros real. 
Atenção, só aparentemente complicado. Exige-se apenas bastante cálculo 
matemático bem rudimentar. O modelo keynesiano simplificado advoga que Y = C 
+ I + G ( economia fechada) e sabe-se que Yd = Y \u2013 T. 
Y = 100 + 0,8(Y \u2013 T) + 250 + 0,15Y + 300 
Y = 100 + 0,8(Y \u2013 50 \u2013 0,25Y) + 550 + 0,15Y 
Y = 100 + 0,8(0,75Y \u2013 50) + 550 + 0,15Y 
Y = 100 + 0,6Y \u2013 40 + 550 + 0,15Y 
Y \u2013 0,75Y = 610 
Y(1 \u2013 0,75) = 610 
Y = 610 = 2.440 
 0,25 
Logo, o multiplicador keynesiano é igual a 4. 
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Km = 1/ (1-c) = 1/( 1- 0,75) = 4. 
A assertiva a está correta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
08 -(ESAF/AFRF \u20132002.II ) Suponha que as seguintes equações descrevam uma 
economia: 
C = 170 + 0,6(Y \u2013 T) 
T = 200 
I = 100 \u2013 4r 
G = 350 
(M/P)d = L = 0,75Y \u2013 6r 
Ms/P = 735 
Assinale a opção verdadeira: 
a) a curva LM tem uma inclinação igual a \u2013 1/10 
b) a curva LM tem uma inclinação igual a 1/10 
c) a taxa de juros de equilíbrio é 18% 
d) o investimento de equilíbrio é 28 
e) o nível de renda de equilíbrio é de 1100 
Veja a conhecida e carimbada equação Y = C + I + G. Substituindo-se pelos 
valores, tem-se que: 
Y = 170 + 0,6(Y \u2013 T) + 100 \u2013 4r + 350 
Y = 170 + 0,6(Y \u2013 200) + 100 \u2013 4r + 350 
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Y = 170 + 100 + 350 + 0,6Y \u2013 120 \u2013 4r 
Y = 500 \u2013 4r + 0,6Y 
Y \u2013 06Y = 500 \u2013 4r 
0,4Y = 500 \u2013 4r 
Y = 500 \u2013 4r (1) 
0,4 
Pessoal, até aqui temos metade da questão resolvida ( via mercado real, de bens 
e serviços). Agora, nos resta concluir a análise via mercado monetário, igualando-
se a quantidade ofertada de moeda com a quantidade demandada de sorte a: 
0,75Y \u2013 6r = 735. 
0,75Y = 735 + 6r 
 
 
 Y = 735 + 6r (2) 
 0,75 
Igualando-se os dois lados ( mercados real e monetário), vem (1) = (2) 
735 + 6r = 500 \u2013 4r 
 0,75 0,4 
0,4( 735 + 6r) = 0,75( 500 \u2013 4r) 
294 + 2,4 r = 375 \u2013 3r 
5,4 r = 81 
r = 15% 
Substituindo-se em (1), vem : Y = 500 \u2013 4.15 = 1.100 
 0,4 
 28
A assertiva e está correta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
09 - ( FCC-ICMS/SP \u2013 2006) Os setores real e monetário de uma determinada 
economia em que o nível geral de preços é igual a 1 podem ser representados por 
um modelo IS-LM descrito pelas equações a seguir: 
C = 200 + 0,8Yd 
I = 300 \u2013 2000i 
G = 400 
T = 400 
X = 200 
M = 100 + 0,2 Y 
Md = 0,25Y \u2013 1000i 
Ms = 200 
No equilíbrio da economia: 
a) a taxa nominal de juros nominal é de 8% 
b) o nível de renda é 1.500 
c) as importações são 200 
d) o consumo é 1.000 
e) o investimento é 100. 
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Questão idêntica à anterior. Atenção: elaboradas por bancas diferentes (ESAF e 
FCC) e em anos relativamente distantes. Só para lembrá-los mais uma vez que as 
questões se repetem. 
Veja o conhecido modelo keynesiano simplificadoY = C + I + G. Substituindo-se 
pelos valores, tem-se que: 
Y = 200 + 0,8 (Y \u2013 T) + 300 \u2013 2000i + 400 + 200 \u2013 100 \u2013 0,2Y 
Y = 200 + 0,8(Y \u2013 400) + 300 \u2013 2000i + 500 \u2013 0,2Y 
Y = 200 + 0,8Y \u2013 320 + 800 \u2013 2000i \u2013 0,2Y 
Y - 0,6Y = 680 \u2013 2000i 
Y (1 \u2013 0,6) = 680 \u2013 2000i 
Y = 680 \u2013 2000i (1) 
 0,4 
Pessoal, até aqui temos metade da questão resolvida ( via mercado real, de bens 
e serviços). Agora, nos resta concluir a análise via mercado monetário, igualando-
se a quantidade ofertada de moeda com a quantidade demandada de sorte a: 
0,25Y \u2013 1000i = 200. 
 0,25Y = 200 + 1000i 
 Y = 200 + 1000i (2) 
 0,25 
Igualando-se os dois lados ( mercados real e monetário), vem (1) = (2) 
680 \u2013 2000i = 200 + 1000i 
 0,4 0,25 
0,4( 200 + 1000i) = 0,25( 280 \u2013 2000i) 
80 + 400 i = 170 \u2013 500i 
900 i = 90 
 30
i = 0,1 % ( taxa nominal de juros) 
Substituindo-se em (1), vem : Y = 680 \u2013 2000i = 1.200 ( renda de equilíbrio) 
 0,4 
As importações são da ordem de 100 + 0,2Y = 100 + 0,2.1200 = 340 
O consumo é igual a 200 + 0,8 Yd = 200 + 0,8(1.200 \u2013 400) = 200 + 0,8(800) = 
200 + 640 = 840. 
O nível de investimento é igual a 300 \u2013 2000.0,1 = 300 \u2013 200 = 100, que é a 
resposta da questão. Traiçoeira essa banca que coloca como gabarito a opção e, 
o que nos faz realizar todo esse arcabouço matemático ( se bem que muito 
rudimentar). O risco aqui é só se perder em algum dos números e errar a questão. 
A assertiva e está correta. 
 
 
10 - (ESAF/AFRF \u2013 2003) Considere as seguintes informações para uma 
economia fechada e com governo: 
Y = 1200; C = 100 + 0,7Y I = 200 
Com base nessas informações, pode-se afirmar que, considerando o modelo 
keynesiano simplificado, para que a autoridade econômica consiga um aumento 
de 10% no produto agregado, os gastos do governo terão de sofrer um aumento 
de: 
a) 60% b) 30%