Economia - Aula 10 - Aspectos Conclusivos
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Economia - Aula 10 - Aspectos Conclusivos


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privado e 
Externamente, via afluxo de poupanças do resto do mundo. 
Na bateria de exercícios criteriosamente selecionados do tópico em menção, das 
13 questões apresentadas e comentadas, 10 tiveram sua resolução vinculada 
necessariamente à identidade poupança \u2013 investimento. Apenas 3 questões 
(todas elaboradas recentemente pela ESAF) não se utilizaram estritamente da 
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identidade em questão, fazendo recurso às quatro contas da atividade produtiva 
do sistema de contas nacionais. 
Sem sombra de dúvidas, reafirmo aqui que essa aula sobre sistema de contas 
nacionais tem representado pelo menos 30% das questões do certame. Salvo 
melhor juízo, nas provas recentemente elaboradas pela ESAF, esse índice tem 
sido ainda bem maior. Só esse tópico ( a princípio independente) permite a 
continuação do candidato no certame. A lista de exercícios desse tópico só não foi 
ainda maior em razão da pura repetição das questões das bancas, alterando 
apenas valores das variáveis. Consideramos essa bateria de exercícios uma lista 
exaustiva. 
 
A segunda aula do nosso curso (Aula 02) on-line de Economia versa sobre o 
modelo keynesiano generalizado. Aqui as questões podem aparecer sob a forma 
de três contextos, a saber: hipóteses básicas do modelo keynesiano, multiplicador 
keynesiano e determinantes do investimento ( via q de Tobin). Vamos a eles! 
A proposição de Keynes se dirigia no sentido da formatação de um plano de 
investimentos públicos para assegurar uma demanda agregada mínima. 
Os keynesianos, a partir da análise empírica do modelo IS-LM ( modelo 
impostantíssimo, recorrente em concursos) detectaram que a política fiscal é mais 
eficaz que a política monetária para estabilizar a demanda agregada, 
recomendando, a discrição fiscal. Em razão disso, essa corrente ficou taxada 
como fiscalista por propor políticas de gastos e déficits. 
Sintetizando, a economia keynesiana tornou-se pouco mais do que a descrição 
das condições em que apenas saídas fiscais se constituem alternativas de política 
econômica. Em condições de depressão, investimentos são pouco sensíveis a 
variações na taxa de juros. Se os investimentos não são suficientes para sustentar 
a demanda agregada, também nada se pode esperar do consumo, dado que 
consumo e investimento variam na mesma direção ( teoria do multiplicador) ao 
invés de se compensarem mutuamente como esperado por autores pré-
keynesianos. 
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Se o comportamento do setor externo escapa ao controle das autoridades, só 
resta a demanda do governo como possível compensação para a fragilidade dos 
demais setores. Keynes tornou-se, assim, o arauto do fiscalismo, para quem a 
moeda não importa e a política monetária é impotente quando mais se precisa 
dela. 
Sobre as hipóteses, pressupostos e conclusões do modelo de Keynes, não temos 
notado questões sobre tal assunto. Acreditamos que os examinadores já o 
possuem como parte inerente do estudo avançado de temas keynesianos mais 
recentes. Todavia, algumas bancas como CESGRANRIO, VUNESP, NCE/UFRJ 
ainda se utilizam de questões desse portfólio. Exigem, em regra, quando bem 
formuladas, bastante cálculo matemático ( ainda que rudimentar). 
Acerca do multiplicador keynesiano, a ESAF e também o CESPE/UNB preferem 
as questões de assertivas sobre o multiplicador do que propriamente o cálculo do 
mesmo. Vejam novamente a listagem de assertivas que apareceram com maior 
freqüência nos últimos certames: 
i) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o 
valor do multiplicador será igual a 2. 
ii) o multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em uma 
economia aberta. 
iii) quanto maior for a propensão marginal a consumir ( ou menor a propensão 
marginal a poupar), maior será o valor do multiplicador. 
iv) em uma economia fechada e sem governo, quanto mais próximo de zero 
estiver a propensão marginal a poupar, maior será o efeito de um aumento dos 
investimentos sobre a renda. 
v) o valor do multiplicador pode ser maior do que 10. 
vi) o valor do multiplicador não pode ser menor do que zero. 
E, finalmente sobre o modelo q de Tobin, as questões são bem simples, 
requisitando o conhecimento rudimentar da teoria de investimentos em que os 
empreendedores só assumem o risco do investimento se o mercado acionário 
considerar que o capital instalado vale mais que seu custo de reposição. De forma 
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análoga, se o estoque de capital for menor do que seu custo de reposição, os 
empreendedores não substituem o capital à medida que este se desgasta. 
A conclusão é clara: tanto os investimentos quanto o mercado de ações estão 
diretamente vinculados aos mesmos fatores: lucros futuros esperados e taxas de 
juros. 
O q de Tobin é assim mensurado: 
Valor de Mercado do Capital Instalado/ Custo de Reposição do Capital Instalado. 
Se q é maior do que 1, o mercado de ações considera que o capital instalado vale 
mais do que seu custo de reposição. Neste caso, os empresários poderiam 
aumentar o valor de mercado de suas empresas comprando mais capital. De 
forma análoga, se q é menor do que 1, o estoque de capital é menor do que seu 
custo de reposição. Neste caso, os empresários não substituiriam o capital à 
medida que este se desgastasse. 
Se o produto marginal do capital excede o custo de capital, o capital instalado gera 
lucro. Esse lucro torna desejável a posse de empresas locadoras, o que aumenta 
o valor das ações dessas empresas, implicando um valor mais alto para q. Já 
quando o produto marginal do capital é menor do que o custo do capital, o capital 
instalado registra prejuízo, o que representa um baixo valor de mercado e um 
baixo valor de q. 
O que quero dizer é que tal tópico já foi mais exigido pelas bancas ( até 2003), 
mas, caso apareçam questões sobre ele nos próximos certames, julgamos, com 
relativa confiança, que se dará em cima do multiplicador e/ou acelerador! 
Em suma: a revolução keynesiana fundou a macroeconomia moderna e deu 
origem a todo um conjunto de modelos de crescimento e flutuação cíclica em cuja 
raiz está a interação entre dois mecanismos: o multiplicador e o acelerador. Tais 
mecanismos, respectivamente, descrevem o efeito do investimento autônomo 
sobre a expansão da demanda agregada e o efeito induzido pela expansão da 
demanda agregada sobre a propensão a investir. 
 
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A aula 03 é um caso à parte. Existe uma quantidade enorme de informações 
correlatas ( inflação, política monetária \u2013 agregados e instrumentos, curva de 
Phillips, para ficar entre os mais palpitantes). A seleção de exercícios desse tópico 
foi bastante trabalhosa, pois não visualizamos uma tendência das bancas para a 
elaboração de questões dessa aula. Senão vejamos! 
No que concerne à teoria monetária, o multiplicador bancário ou multiplicador dos 
meios de pagamento, como também é conhecido, é uma variável que sintetiza o 
mecanismo de multiplicação da base monetária pelo processo de criação de 
moeda operado pelos bancos comerciais. 
O multiplicador dos meios de pagamento depende, essencialmente, de dois 
parâmetros. O comportamental , que depende dos hábitos e necessidades dos 
consumidores, das famílias e empresas no gerenciamento de seus recursos 
líquidos, isto é, qual a parcela mantida em poder do público e qual fração se 
destinará aos depósitos nos bancos comerciais. E o parâmetro regulador, a cargo 
dos bancos comerciais com suas políticas de encaixes e ao BC na condução