Economia - Aula 10 - Aspectos Conclusivos
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B. Balança de Serviços 
\u2022 Rendas de capitais ou serviços de fatores ( juros, lucros, dividendos e 
lucros reinvestidos) 
\u2022 Transportes 
\u2022 Viagens internacionais 
\u2022 Fretes 
\u2022 Seguros 
\u2022 Despesas governamentais 
C. Transferências Unilaterais ( donativos em divisas ou mercadorias) 
D. Balanço de Transações Correntes ou Saldo em Conta Corrente ( Resultado 
Líquido de A + B + C) ou Passivo Externo Líquido ( esse último termo tem sido 
uma constante nas provas de fiscal) 
E. Movimento de Capitais ou Balanço de Capitais 
\u2022 Investimentos diretos líquidos 
\u2022 Empréstimos e financiamentos 
\u2022 Amortizações 
\u2022 Capitais de curto prazo 
F. Erros e Omissões 
G. Saldo do Balanço de Pagamentos 
( Resultado Líquido de D + E + F) 
O saldo total do BP corresponde exatamente à variação física das reservas 
internacionais. 
H. Financiamento do Resultado ( capitais compensatórios) 
\u2022 Haveres e obrigações no exterior ( estoque de divisas estrangeiras 
propriamente dito e de títulos externos de curto prazo efetivamente em poder das 
autoridades monetárias) 
\u2022 Atrasados comerciais ( quando o país não paga suas obrigações na data de 
vencimento. Um lançamento nessa conta nada mais é do que a decretação de 
moratória pelo país.) 
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\u2022 Empréstimos de regularização do FMI ( quando o país tem problemas de 
liquidez internacional. Não constituem direito dos países membros do FMI e, 
portanto, sua obtenção se dá sob condicionantes. Assim, o país que o desejar tem 
de se submeter a uma série de exigências. As numerosas cartas de intenção que 
o Brasil assinou com o FMI em vários momentos de sua história recente 
constituem o exemplo mais conhecido da situação de condicionalidade que regula 
a concessão desse empréstimo.) 
\u2022 Direitos especiais de saque ( DES) o país pode se utilizar do fundo 
originado desse instrumento gestado pelo FMI. 
 
A conta de capital registra um superávit quando ela obtém mais entradas pela 
venda de ativos ao resto do mundo do que gastos, comprando ativos no exterior. 
Neste caso, dizemos que o país tem entrada líquida de capital e as reservas 
aumentarão. 
No contexto oposto, a conta de capital é deficitária quando mais ativos são 
comprados no exterior do que os estrangeiros compram no país, provocando 
saída líquida de divisas e, conseqüentemente, as reservas diminuirão. 
A análise das reservas do BC permite-nos determinar a situação de déficit ou 
superávit do balanço de pagamentos conjuntamente considerado. Dessa forma, 
processamos a seguinte situação: 
Saldo do balanço de pagamentos = Saldo do balanço de conta corrente + Saldo 
do balanço de conta de capital ( sem variação de reservas) = Variação de 
reservas. 
Portanto, o balanço de pagamentos tem um superávit quando o balanço de 
transações correntes mais o movimento de capitais autônomos apresentam, em 
sua totalidade, um superávit, o que impele aumento das divisas. No caso 
contrário, as divisas procedentes das transações correntes e da conta de capital 
estão refreando. 
O BC reduz suas reservas de divisas quando o balanço de pagamentos tem um 
déficit e as aumenta quando o balanço apresenta um superávit. 
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Um superávit global do BP será igual às compras líquidas de divisas que o BC 
realiza e um déficit do BP será exatamente igual às vendas líquidas de divisas que 
o BC realiza. 
 
A aula 07 discorre sobre o modelo IS-LM, já conhecido na aula 05, mas com uma 
peculiaridade: o modelo IS-LM ajustado para uma economia aberta ( com taxa de 
câmbio), o conhecido e famoso modelo Mundell-Fleming. 
Como o modelo IS-LM, o moldelo Mundell-Fleming também considera o nível de 
preços uma variável exógena. Tal modelo reflete a atuação das políticas 
monetária, fiscal e agora comercial face às flutuações da atividade econômica 
quando se levam em conta seus efeitos sobre a taxa de câmbio e, por tabela, 
sobre o balanço de pagamentos. 
Com taxas de câmbio flutuantes, a expansão fiscal deixa a renda inalterada. O 
capital que flui do exterior aumenta a demanda por reais no mercado de cãmbio 
(apreciação do real) reduzindo as exportações líquidas, o que anula o efeito da 
expansão na demanda interna por bens e serviços, de modo que a renda de 
equilíbrio permanece constante. Essencialmente, os efeitos expansionistas da 
política fiscal são anulados pelos impactos contracionistas da apreciação da 
moeda. 
A política monetária influencia a renda pela alteração da taxa de câmbio em lugar 
de fazê-lo através da taxa de juros. A demanda agregada aumentou em 
decorrência de uma elevação nas exportações líquidas orientadas pela 
depreciação da moeda. 
E a política comercial não afeta a renda, o consumo, o investimento ou as 
aquisições do governo. Logo, não afeta a conta corrente. Embora o deslocamento 
da curva de exportações líquidas tenda a aumentar NX, o aumento na taxa de 
câmbio reduz NX no mesmo montante. 
Com taxas de câmbio fixas, a política fiscal expansionista aumenta a renda. Isto 
porque se verifica uma expansão monetária automática. 
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Já no que tange à política monetária, é impossível fazer uma política monetária 
normal. Ao concordar com a fixação da taxa de câmbio, o BC abre mão de seu 
controle sobre a oferta de moeda. Para manter a taxa de câmbio constante, a 
oferta de moeda e a curva LM devem voltar às suas posições iniciais. 
E, finalmente, sob a ótica da política comercial, uma tarifa ou uma cota de 
importação desloca a curva IS para a direita. Isso induz um aumento na oferta de 
moeda com a finalidade de manter constante a taxa de câmbio: como 
conseqüência, a renda agregada cresce. 
Com taxas de câmbio flexíveis, apenas a política monetária afeta a renda. O 
costumeiro impacto expansionista da política fiscal é anulado pelo aumento no 
valor da moeda. Com taxas de câmbio fixas, apenas a política fiscal influi sobre a 
renda. A força da política monetária se perde porque a oferta de moeda deve ser 
manejada de forma a manter constante a taxa de câmbio. 
Tenham em mente os seguintes quadros simplificado e generalizado que auxiliará 
a resolução de todos os problemas do modelo Mundell-Fleming, com a utilização 
das políticas macroeconômicas (políticas fiscal, monetária e comercial) nos 
regimes de câmbio flutuante e fixo, sob a ótica da renda (Y), da taxa de câmbio (e) 
e das exportações líquidas (NX). 
Quadro simplificado 
Regime cambial/ Política 
macroeconômica 
Taxa de câmbio fixa Taxa de câmbio flutuante 
Política Monetária OPERANTE 
Política Fiscal OPERANTE 
Política Comercial OPERANTE 
 
Quadro generalizado 
Política/Regime 
Cambial 
Flutuante 
Y e NX 
Fixo 
Y e NX 
Expansão Fiscal - \u2191 \u2193 \u2191 - - 
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Expansão Monetária \u2191 \u2193 \u2191 - - - 
Política Comercial - \u2191 - \u2191 - \u2191 
 
A aula 08 lida com o que se convencionou chamar de economia intertemporal, 
abarcando as restrições orçamentárias intertemporais das famílias e dos 
governos, de forma a impactar as funções consumo e poupança das famílias bem 
como a dívida pública do ente governamental. É certo que haverá questões sobre 
modelos de restrição intertemporal nos próximos certames. 
A ênfase sobre a escolha intertemporal contrasta com as teorias