Apostila de Contabilidade e Exercicios
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Apostila de Contabilidade e Exercicios


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Fontes de Recursos 
\u2751 Aumento a fornecedores 
\u2751 Aumento do Capital Social 
\u2751 Redução de Estoques  
Aplicações de Recursos 
\u2751 Aumento de Contas a Receber 
9 
 
 
\u2751 Redução de Títulos a Pagar 
\u2751 Aumento de Estoques  
 
67677648.67677697. ÍNDICES E ANÁLISES DECORRENTES 
A partir das demonstrações financeiras, vários índices são obtidos e utilizados                     
pelos administradores e investidores para avaliar a saúde financeira da                   
organização. 
Como se verá mais adiante (item 2.5) estes índices não possibilitam uma                       
análise completa do desempenho empresarial, porém, em alguns casos são                   
a única opção. 
Além disto estes índices possibilitam comparações entre empresas e da                   
empresa em análise com valores de referência. 
O conjunto de índices a seguir apresentados, é um resumo obtido a partir de                           
BRIGHAM e HOUSTON (1999) e ROSS  et all (1998).  
 
ÍNDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE 
Um dos mais conhecidos e utilizados, este índice possibilita avaliar a                     
capacidade da empresa de pagar suas contas no curto prazo. 
 
 
  
 
ÍNDICE DE LIQUIDEZ SECA 
Representa a capacidade de pagamento das contas no curto prazo sem                     
considerar a necessidade de venda dos estoques.  
O cálculo da liquidez sem os estoques justifica­se pelo fato de que: 
\u2751 Os estoques geralmente são os ativos de menor liquidez 
\u2751 Os valores contábeis dos estoques, em decorrência, por exemplo, da                   
qualidade e obsolecência, são menos confiáveis como medida de valor de                     
mercado. 
 
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ÍNDICE DE GIRO DO ESTOQUE  
Partindo do princípio de que estoques excedentes são improdutivos, este                   
índice dá uma visão da eficiência com que a empresa usa seus estoques.  
 
 
 
ÍNDICE DE GIRO DE CONTAS A RECEBER   
Este índice possibilita avaliar a velocidade com que a empresa cobra suas                       
dívidas.  
 
 
 
GIRO DO ATIVO TOTAL  
O giro do ativo total dá a idéia da eficiência da utilização do ativo total.  
 
 
 
 
ÍNDICE DE ENDIVIDAMENTO GERAL 
Este índice mostra quanto do financiamento total da empresa foi fornecido por                       
terceiros.  
 
 
 
 
 
ÍNDICE DE COBERTURA DE JUROS 
Com este índice é possível avaliar a capacidade da empresa de atender as                         
suas despesas anuais de juros.  
 
 
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ÍNDICE DE COBERTURA DE CAIXA 
Semelhante ao índice Cobertura de Juros, porém considerando a depreciação                   
(que efetivamente não é desembolsada) o que mostra melhor a capacidade                     
de pagamento dos juros.  
 
 
 
ÍNDICES DE RENTABILIDADE 
Como conseqüência das ações e políticas empresariais, que podem ser                   
analisadas pelos índices anteriormente apresentados, ocorrem os resultados               
da organização cuja rentabilidade é expressa pelos índices a seguir definidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67677648.67677698. ANÁLISES COMPARATIVAS 
As demonstrações financeiras e os índices delas decorrentes possibilitam,                 
também a realização de análises comparativas de dois tipos: 
   
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ANÁLISE DE TENDÊNCIAS 
Este tipo de análise possibilita informações para a tomada de decisão dos                       
administradores e dos investidores, tendo por base o comportamento dos                   
índices financeiros da organização nos últimos anos. 
 
ANÁLISE COMPARATIVA DE REFERÊNCIA 
Com esta análise é possível comparar os resultados da organização com os                       
de outra do mesmo ramo, cujos índices são definidos como valores de                       
referência de desempenho. 
É possível também, com este método, fazer a comparação de resultados                     
e desempenho entre unidades e/ou filiais de um organização. 
 
 
 
67677648.67677699. AS LIMITAÇÕES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 
Na era da informação e do conhecimento caracterizada por um nível de                       
mudanças cada vez mais rápido, por inovações tecnológicas, por nível de                     
obsolescência elevado e por clientes cada vez mais exigentes, a missão do                       
administrador de \u201cmaximizar o valor de mercado do capital dos proprietários                     
existentes \u201c (ROSS et all, 1998) não pode ser alcançado somente com a                         
análise de índices financeiros, em virtude das limitações em responder as                     
questões hoje necessárias ao desempenho satisfatório das organizações.               
Dentre esta limitações destacam­se:  
Para KAPLAN e COOPER (1998), estes demonstrativos, além de não                   
possibilitarem aos administradores a definição de um novo e rentável caminho                     
para o futuro, pois relatam o passado, eles têm as seguintes lacunas: 
\u2751 Os custos dos produtos são distorcidos\u37e 
\u2751 Os gastos com obtenção de clientes, quando apresentados, são também                   
bastante distorcidos\u37e 
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\u2751 Os custos não são levantados por atividades ou processos e sim por                       
centro de responsabilidades sem distinção de atividades primárias (ligadas                 
ao produto) ou secundários (de apoio)\u37e 
\u2751 Não oferecem condições de melhoria dos produtos, processos,               
aprendizado e relacionamento com clientes e 
\u2751 As informações além de serem essencialmente financeiras e insuficientes                 
para a tomada de decisão nesta época de acirrada competição, chegam                     
com atraso para os gerentes. 
 
Na visão de BRIGHAM e HOUSTON (1999) são as seguintes, as principais                       
limitações das análises de demonstrações financeiras. 
\u2751 Os números apresentados nos balanços são históricos e muitas vezes                   
bastante diferentes dos valores de mercado\u37e 
\u2751 O contas a receber, pode apresentar contas incobráveis, o que                   
dependendo dos valores, distorcem o resultado das análises\u37e 
\u2751 A qualidade dos estoques não pode ser verificada e, dependendo da                     
quantidade de itens com defeitos e/ou obsoletos, mais uma vez, os                     
números não são confiáveis\u37e 
\u2751 Ainda que realizadas com base nos \u201c\u200bprincípios contábeis geralmente                 
aceitos\u200b\u201d as demonstrações diferem, por exemplo, de país para país                   
induzindo a análises comparativas equivocadas e 
\u2751 As empresas podem utilizar técnicas de \u201cmaquiagem\u201d para fazer com que                     
suas demonstrações financeiras pareçam melhores do que realmente são.                 
Por exemplo, empréstimos feitos quase no fim do período e pagos no                       
início  do outro, para melhorar os índices de liquidez.  
 
Em ROSS et all (1998) as limitações apresentadas são bastante semelhantes                     
as mostradas por BRIGHAM e HOUSTON (1999) nas quais é acrescida a                       
limitação relativa à pequena ajuda que as demonstrações financeiras                 
proporcionam no processo de análise de valor e de risco. 
 
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No artigo \u201c\u200bA Stakeholder Approach to Strategic Performance Management\u200b\u201d,                 
ATKINSON et all (1999) mostram que o uso das demonstrações financeiras                     
para análise de desempenho empresarial apresenta as seguintes falhas:  
\u2751 Não são adequadas para o processo estratégico de tomada de decisão\u37e 
\u2751 Não podem ser usadas para