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PROJETO DE ENSINO ED FISICA

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educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. 
 Sabendo das dificuldades da inserção dos portadores de Síndrome de Down nas aulas de Educação Física, e da recusa de algumas escolas em aceitarem a estes alunos e da falta de formação de alguns professores para atender as necessidades destes alunos nos anos iniciais do ensino fundamental.
 Durante meus estágios foi possível perceber que os professores ainda possuem o mesmo método de ensino que é aplicado a crianças sem necessidades especiais e que exclusão deste aluno era nítida. A falta de conhecimento e especialização destes professores implica diretamente sobre o desenvolvimento motor, fazendo com que este aluno fique sempre na mesma, sem evolução. A escola como parte integrante da sociedade tem o dever de acolher e se adaptar as necessidades a todos os alunos. 
	
 OBJETIVOS
Promover a inclusão de alunos com Síndrome de Down nas aulas de Educação Física fazendo com que esse aluno desenvolva suas habilidades motoras de forma prazerosa.
Desenvolver o processo de inclusão dos alunos nas aulas de Educação Física; 
Promover atividades lúdicas para a aproximação de todos;
Desenvolver atividades que aprimore o desenvolvimento motor, afetivo e social;
Desenvolver atividades físicas adequada para as crianças com síndrome de Down.
REVISÃO DE LITERATURA
2.1 CARACTERIZANDO A SÍNDROME DE DOWN
Síndrome Down ou Trissomia do cromossomo 21 é um distúrbio genético ou anomalia causada pela presença de um cromossomo extra no par 21, que dá origem a alterações no desenvolvimento e funcionamento de diversos órgãos.
 Entre 1864 e 1866, o médico inglês John Langdon Down listou o primeiro relato sobre a síndrome, que na época era chamada de mongolismo, observou características físicas similares de crianças européias com características da população da Mongólia, observou também que as maiores incidências de casos de SD eram de crianças nascidas de mães acima de 35 anos de idade. As pessoas com Síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento e face típica, a maior parte tem retardo mental leve a moderado mas podem apresentar retardo mental severo ou não apresentar retardo e estão entre as faixas limítrofes e médias baixas.
 Puechel (1993), também contribui relatando que existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso de desenvolvimento das crianças com síndrome de Down. Quem sofre o acidente genético síndrome de Down possuem capacidades de desenvolvimento, porém, em geral, as capacidades são inferiores em relação às pessoas que não possuem necessidades especiais. Estas têm o desenvolvimento motor mais lento, a linguagem também é bastante atrasada. É de grande relevância que haja um ambiente amoroso e estimulante, intervenção precoce e esforços integrados de educação, pois irão sempre influenciar positivamente o desenvolvimento desta criança, fazendo com que esta participe de todas as atividades escolares, inclusive das aulas de educação física porque a tal prática contribuirá para o desenvolvimento desses estudantes na sociabilização, afetividade e acima de tudo o respeito pelas diferenças.
 É importante deixar claro que a síndrome de Down não é uma doença e ninguém pode falar, portanto, que a criança vai sarar com tratamentos específicos. A Síndrome de Down é uma condição de vida do indivíduo, um estado biológico alterado, em decorrência de anormalidades cromossômicas. Assim, quem porta essa alteração, sempre terá essa síndrome. (MARTINS, 2002).
2.2 INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN
 
 Segundo SASSAKY(2005), a inclusão consiste em adequar os sistemas sociais gerais da sociedade de tal modo que sejam eliminados os fatores que excluam certas pessoas do seu seio e mantenham afastadas aquelas que foram excluídas. A eliminação de tais fatores deve ser um processo contínuo e concomitante com o esforço que a sociedade deve empreender no sentido de acolher todas as pessoas, independentemente de suas diferenças individuais e das suas origens na diversidade humana. Pois, para incluir todas as pessoas, a sociedade deve ser modificada a partir do entendimento de que ela é que precisa ser capaz de atender às necessidades de seus membros. As pessoas portadoras da síndrome de down possuem limitações físicas e psicológicas, mas nada as impedem de realizar diversas atividades, são discriminadas e muitas vezes isolada por falta de conhecimento da sociedade a respeito das suas necessidades e características.
 As pessoas com síndrome de Down possuem limitações físicas e psicológicas que nem sempre as impedem de desenvolver determinadas atividades, mas geram preconceitos individuais e coletivos devido à falta de conhecimento da população a respeito das necessidades e características desse grupo social (PUESCHEL, 1993; NERI, 2003). 
 Segundo dados, no Brasil existem cerca de 270 mil brasileiros tem Síndrome de Donw, dados do censo, em 2010, 23,9% dos das pessoas que foram entrevistadas dizem possuir alguma deficiência, sendo que 2.617.025 declararam ter deficiência intelectual. Portanto ao falar de inclusão deve se levar em conta que os direitos fundamentais devem ser iguais a todos, pois todos são iguais em dignidade mas cada um tem um modo de viver a vida e sua individualidade deve ser respeitada.
2.3 DIFICULDADES DA INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN NA ESCOLA.
 Uma das maiores preocupações que envolvem o meio escolar é a inclusão de crianças com Síndrome de Down e no desenvolvimento do potencial cognitivo da criança, visto que esta síndrome traz como conseqüência uma deficiência intelectual. Acredita-se que colocar uma criança com Síndrome de Down em uma escola regular é dar-lhe a mesma chance que todas as crianças têm de desenvolver o seu potencial cognitivo e sócio-afetivo.
A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação do Brasil (Lei nº 9394/96) prescreve que as crianças com necessidades educativas especiais devem ter sua escolaridade atendida, fundamentalmente, pela escola regular, de modo a promover sua integração/inclusão, porém ainda é um grande desafio, pois as políticas públicas não contemplam cem por cento em formação, infraestrutura e recursos didáticos e tecnológicos para que a inclusão seja ética, humana e igualitária (BRASIL, 2006).. 
	Em uma educação voltada para inclusão surgem muitas dificuldades, pois as escolas não apresentam um projeto arquitetônico, adequado, para atender as individualidades que estas crianças apresentam os professores por sua vez, também não possuem o conhecimento necessário sobre o assunto e muitas vezes não são habilitados para lidarem com essa situação, até mesmo os alunos estão com um conceito ainda muito preconceituoso em relação aos alunos com necessidades especiais, e a falta de professores preparados dificultará ainda mais a interação destes alunos com os demais no ambiente escolar.
	Somente a partir Declaração de Salamanca em Brasil (1994) houve uma quebra paradigmática nas propostas de equidade educacional. De acordo com a referida declaração:
Em vez de focalizar a deficiência da pessoa, enfatiza o ensino e a escola, 
bem como as formas e condições de aprendizagem; em vez de procurar, no aluno, a origem de um problema, define-se pelo tipo de resposta educativa e de recursos e apoios que a escola deve proporcionar-lhe para que obtenha sucesso escolar; por fim, em vez de pressupor que o aluno deva ajustar-se a padrões de “normalidade” para aprender, aponta para a escola o desafio de ajustar-se para atender à diversidade de seus alunos (p. 12).
 Com isso a concepção de inclusão presume que o dever da adaptação não cabe mais ao aluno e sim a escola é que tem que se adaptar as necessidades deste aluno.
 Antigamente as pessoas com deficiência eram colocados

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