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PROJETO DE ENSINO ED FISICA

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em instituições especializadas para se tratar, não tendo contato com o lado pedagógico, embora estudos mostrem que o atendimento pedagógico junto a outras crianças é mas eficaz. A Inclusão não trás benefícios somente para os alunos SD beneficia a escola inteira, os alunos aprendem a ser mais solidários, afetuosos e a respeitar as diferenças. Portanto estes alunos têm muito a oferecer a escola.
2.4 ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA.
 É inerente ao ser humano a necessidade de movimentação e expressão, pois precisa desenvolver-se de forma harmoniosa em seus aspectos físicos e cognitivos, dessa forma, há separação entre corpo e mente os dois agem em concomitância, e esta dinâmica incentiva o ser humano ao aprendizado. Mesmo que alguns sujeitos sejam limitados por serem portadores de necessidades especiais. 
 A disciplina tem o dever de proporcionar ao aluno, práticas que desenvolvam suas dimensões cognitivas, afetivas, motoras e socioculturais, essas são práticas pedagógicas que favorecem a inclusão, que em alguns pontos, ainda se encontra somente no papel. O professor deve ter plena consciência do importante papel da educação física para o desenvolvimento dos alunos com necessidades especiais, pois quanto mais exercícios físicos uma pessoa com mobilidade reduzida fizer, melhor seu corpo irá responder aos movimentos, possibilitando assim, uma vida mais saudável e independente, bem como a melhoria de sua autoestima e o desenvolvimento das habilidades motoras e funcionais para uma melhor realização das atividades diárias, aprimorando sua coordenação motora e superando as situações de dificuldades.
 Nas aulas de Educação Física a criança portadora de Síndrome de Down deve ser incluída nos jogos ou brincadeiras como as demais crianças, mesmo que necessite de apoio, lembrando que esse apoio não deve ser uma proteção, pois assim estaria dificultando o processo de inclusão do aluno com os demais. Portanto o professor deve estar atento as necessidades dos alunos para que possam conviver uns com os outros num processo de transição civilizatória.
 Ao elaborar as atividades físicas para a criança com Síndrome de Donw deve-se levar em consideração seu contexto sociocultural e suas deficiências, suas dificuldades e anomalias corporais, enfim, suas potencialidades. Para que seja construído um trabalho focado no desenvolvimento individual, garantindo o direito ao aprendizado e a cidadania. Portanto o professor de Educação Física pode buscar atividades que sejam compatíveis para o desenvolvimento das crianças com SD, junto às outras crianças, para que haja a socialização e um bom desempenho no aprendizado cognitivo e corporal das mesmas, sem que tenha maiores problemas. Vale ressaltar que é de máxima importância que a criança com SD antes de ser inserida nas atividades físicas faça exames específicos sobre a instabilidade antlo-axial. A instabilidade antlo-axial configura-se como um aumento do espaço intervertebral entre a primeira e a segunda vértebra da coluna cervical, atinge a região do pescoço, não exibe sintomas e advém da razão das duas primeiras vértebras não estarem alinhadas. Neste caso o docente deverá estar atento aos possíveis sintomas como: torcicolos frequentes, postura anormal da cabeça, dor localizada, em casos mais graves deteriorização motora progressiva, que pode levar o aluno a ter dificuldades para andar e posteriormente se tornar dependente para todas as atividades.
 A criança com Síndrome de Down nasce com hipotonia muscular, a hipotonia é caracterizada pela flacidez da musculatura e está ligada ao atraso do desenvolvimento psicomotor, e se desenvolve a medida que a criança for crescendo, nas aulas o professor deve incluir atividades aeróbicas voltadas para o fortalecimento muscular pois irão colaborar para um desenvolvimento mais rápido facilitando a realização de diversas tarefas.
 De acordo com o Ministério da Saúde (2013), as atividades de estimulação visual, auditiva, sensitiva, labiríntica e social devem ser propiciadas desde cedo, a fim de que a criança vá desenvolvendo sua acuidade, equilíbrio e domínio no espaço e no tempo, na relação consigo mesma e com as outras pessoas. Por isso, as brincadeiras, os jogos e esportes são estratégias favoráveis ao desenvolvimento de qualquer pessoa, inclusive a que possui síndrome de Down.
 Espera-se que por meio da educação física os alunos tenham condições de desenvolver suas potencialidades corporais e cognitivas e participarem de forma ativa perante a sociedade.
 
 
2.5 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATENDER AOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS.
 
 A aceitação dos professores em relação a um aluno com deficiência pode parecer muito complicado, mas na realidade ter um aluno portador de deficiência, é aceitar que todos de alguma forma são diferentes uns dos outros, mas devem ter direitos e oportunidades iguais. Porém há dificuldades por parte dos professores, pois nem sempre estes fizeram ou fazem formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais porque, muitas vezes, não tiveram na formação conhecimentos a respeito de como fazer adaptação curricular para esses sujeitos. 
 Em muitas escolas municipais ainda se vê profissionais com outras formações dando aulas de Educação Física, a formação do profissional é de máxima importância é ela que vai nortear todo o trabalho a ser desenvolvido com os alunos, as aulas de educação Física são muito mais do que dar uma bola e deixar que os alunos joguem, é dar devida importância e embasamento as atividades físicas, por isso é necessária uma formação adequada, domínio de conteúdo para fornecer um atendimento especializado mediante a necessidade dos alunos.
 Há necessidade urgente de repensar a escola e suas práticas pedagógicas visando benefícios ao aluno e o professor, não há exatamente uma fórmula para agir, pois cada aluno cada professor pertence a diferentes realidades, mas é preciso reunir possibilidade para ser capaz de realizar adaptações em prol de uma educação inclusiva e de qualidade.
DESENVOLVIMENTO (METODOLOGIA)
 Para a realização deste projeto foi utilizado uma pesquisa bibliográfica
 
 Pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro do registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores em documentos impressos, como livros, artigos e teses. Utiliza-se de dados ou categorias teóricos já trabalhados por outros pesquisadores devidamente registrados. (SEVERINO 2007, pag.122)
Usando abordagem qualitativa descritiva que faz a analise de experiências para o estudo realizado. 
 Abordagem qualitativa são varias metodologias de pesquisa que podem adotar uma abordagem qualitativa, modo de dizer que faz referência a mais a seus fundamentos epistemológico do que propriamente a especificidades metodológicas. (SEVERINO 2007,pag.118)
 Este estudo foi embasado em artigos retirados do Google Academico, Books Google, Scielo, revistas cientificas, sites voltados para a educação inclusiva, Educação Física adaptada e Síndrome de Down, principalmente nas idéias dos seguintes autores: PUESCHEL(1993), SASSAKI(2005), entre outros.
 
TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO – CRONOGRAMA
	Escolha do tema
	1 semana
	Levantamento bibliográfico.
	1 mês
	Leitura do material coletado 
	3 semanas
	Analise dos dados
	1 semanas
	Elaboração do projeto
	2 semanas
	Organização dos itens do projeto
	1 semana
	Revisão final do projeto
	1 semana
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a realização desse trabalho podemos perceber a importância da atividade física no desenvolvimento motor e socio-afetivo dos alunos com Síndrome de Down ressaltando a importância do papel do professor,

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