DESENHO URBANO_2013

DESENHO URBANO_2013


DisciplinaUrbanismo e Planejamento Urbano86 materiais1.124 seguidores
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cabos, fibras óticas, telefones públicos, placas de sinalização viária/trânsito entre outros) e o recuo das edificações. 
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Definição de canteiros e faixas permeáveis:
Em volta das árvores plantadas deverá ser adotada uma área permeável, seja na forma de canteiro, faixa ou piso drenante, que permita a infiltração de água e a aeração do solo. 
As dimensões recomendadas para essas áreas não permeabilizadas são: 
 - 2,0m² para árvores de copa pequena (diâmetro em torno de 4,0m);
 - 3,0m² para árvores de copa grande (diâmetro em torno de 8,0m). 
O espaço livre mínimo para o trânsito de pedestre em passeios públicos deverá ser de 1,20m, conforme NBR 9050/04. 
Em BH, o Código de Posturas estabelece que a faixa livre para circulação de pedestres deve ser de:
 -1,50m em vias locais;
 - 2,00m em vias coletoras;
 - 3,00m em vias arteriais.
Implantação da arborização em vias públicas
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 Definição das Espécies a serem utilizadas:
A partir da análise do local, serão escolhidas as espécies adequadas para o plantio no logradouro público, bem como será definido o seu espaçamento. Para efeito da aplicação destas normas, as espécies são caracterizadas como:
 nativas ou exóticas de pequeno porte (até 5,0m de altura) ou arbustivas conduzidas
 nativas ou exóticas de médio porte (5 a 10 m de altura)
 nativas ou exóticas de grande porte (> que 10 m de altura) 
 Implantação da arborização em vias públicas
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Definição das Espécies a serem utilizadas:
Para escolha das espécies deve-se considerar:
 - o objetivo da arborização;
 - os aspectos geológicos e topográficos do espaço físico;
 - a localização e tipo de infraestrutura que será implantada;
 - a morfologia do recinto urbano;
 - a forma de ocupação dos lotes;
 - o clima geral da região;
 - a disponibilidade de água para a rega.
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As espécies devem estar adaptadas ao clima, ter porte adequado ao espaço disponível, ter forma e tamanho de copa compatíveis com o espaço disponível. 
Deve-se evitar espécies que tornem necessária a poda freqüente, tenham caule e ramos quebradiços, sejam suscetíveis ao ataque de cupins, brocas ou agentes patogênicos.
O uso de espécies de árvores frutíferas, com frutos comestíveis pelo homem, deve ser objeto de projeto específico (ver Aterro do Flamengo). 
As espécies devem preferencialmente:
 dar frutos pequenos;
 não apresentar princípios tóxicos perigosos;
ter sistema radicular que não prejudique o calçamento;
 não ter espinhos.
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Jardins do Aterro do Flamengo
 Projeto de Roberto Burle Max, 1965
Lopreto, 2011 Quinta da Luz,2009
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Para o plantio de árvores em vias públicas, os passeios deverão ter a largura mínima de 2,40m em locais onde não é obrigatório o recuo das edificações em relação ao alinhamento, e de 1,50m nos locais onde esse recuo for obrigatório. 
Em passeios com largura inferior a 1,50m não é recomendável o plantio de árvores. 
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Em passeios com largura igual ou superior a 1,50 m e inferior a 2,00 m, recomenda-se apenas o plantio de árvores de pequeno porte. 
Em passeios com largura igual ou superior a 2,00 m 
 e inferior a 2,40 m, poderão ser plantadas árvores de 
 pequeno e médio porte com altura até 8,00 m. 
Em passeios com largura igual ou superior a 2,40 m e inferior a 3,00 m, poderão ser plantadas árvores de pequeno, médio ou grande porte, com altura até 12,0 m 
Em passeios com largura superior a 3,00 m, poderão ser plantadas árvores de pequeno, médio ou grande porte com altura superior a 12,00 m. 
Sob rede elétrica, recomenda-se apenas o plantio de árvores de pequeno porte.
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 ESPAÇAMENTO RECOMENDÁVEL ENTRE ÁRVORES:
Vias < 7,0 m e passeios estreitos (<2,0M) = 7 a 10 metros
Vias estreitas e passeios largos (>2,0M) = 7 a 10 metros
Vias largas com passeios estreitos = 10 a 15 metros
Vias largas com passeios largos = 10 a 15 metros
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COMPATIBILIZAÇÃO COM O SISTEMA ELÉTRICO
Considerar a ALTURA das redes de SERVIÇO PÚBLICO:
POSTES: 9,0 a 12,0 m
REDE DE BAIXA TENSÃO: 7,20 m
REDE DE ALTA TENSÃO: 8,20 m a 9,40m
REDE DE TELEFONIA: 5,40m
PLACAS DE ÔNIBUS: 3,50m
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O posicionamento da árvore no passeio público com largura \u201cP\u201d superior a 1,80 m deverá admitir a distância \u201cd\u201d, do eixo da árvore até o meio fio. 
\u201cd\u201d deverá ser igual a uma vez e meia o raio \u201cR\u201d da circunferência circunscrita à base de seu tronco, quando adulta, não devendo \u201cd\u201d ser inferior a trinta centímetros: 
 d= 1,5 X R onde d > 30 cm 
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Recomendações para o plantio de árvores em passeio público :
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DISTÂNCIAS RELATIVAS PARA O PLANTIO:
6 A 8 METROS ENTRE ÁRVORES DE MÉDIO PORTE;
DE 10 A 15 METROS ENTRE ÁRVORES DE GRANDE PORTE;
0,50M DE DISTÂNCIA MÍNIMA À FACE EXTERNA DO MEIO-FIO;
2,00 DE DISTÂNCIA MÍNIMA ATÉ O ALINHAMENTO DA EDIFICAÇÃO;
5,00 DOS POSTES DE ILUMINAÇÃO OU DE DISTRIBUIÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA;
8,00 ATÉ O ALINHAMENTO DA EDIFICAÇÃO QUE COMPÕE A ESQUINA, EM CRUZAMENTO DE GRANDE FLUXO;
5,00 ATÉ O ALINHAMENTO DA EDIFICAÇÃO QUE COMPÕE A ESQUINA, EM CRUZAMENTO DE POUCO FLUXO, DISTANDO NO MÍNIMO 1,50 DA FAIXA DE TRAVESSIA DE PEDESTRE;
1,50 ATÉ ENTRADA E SAÍDA DE VEÍCULOS.
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As árvores deverão ser plantadas de forma que suas copas não venham a interferir no cone de luz projetado pelas luminárias públicas. 
No lugar onde já existe arborização, o projeto luminotécnico deve respeitar as árvores, adequando postes e luminárias às condições locais. 
Nos locais onde não existe iluminação nem arborização, deverá ser elaborado, pelos órgãos envolvidos, projeto integrado. 
O posicionamento da árvore não deverá obstruir a visão dos usuários em relação a placas de identificação e sinalizações pré-existentes para orientação ao trânsito. 
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Em BH, o Código de Posturas (2003) estabelece:
- o espaçamento entre as árvores;
- o porte das árvores em relação ao dimensionamento do logradouro e do passeio;
- o posicionamento das árvores em relação ao meio-fio, às esquinas, aos postes, às entradas de garagens, às bocas de lobo e às tubulações subterrâneas.
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Fonte: Instruções para atendimento ao código de posturas \u2013 PBH 
Lei 8.616 de 14 de julho de 2003
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Os pontos de plantio de árvores no passeio devem considerar também as seguintes distâncias mínimas:
7,0m em relação a esquinas;
5,0m em relação a postes;
1,50m em relação a entradas de garagens e estacionamentos;
1,50m em relação a bueiros e bocas de lobo;
0,60m em relação a tubulações subterrâneas de água ou esgoto;
1,50m em relação a hidrantes.
O espaçamento médio entre uma cova e outra deve ser de 7,0m, podendo ser seguidas as seguintes variações de acordo com o porte das espécies a serem utilizadas:
10,0m a 12,0m, quando entre espécies de grande porte;
 6,0m a 10,0m, quando entre espécies de médio porte;
 4,0m a 6,0m, quando entre espécies de pequeno porte.
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 Anamaria Murta
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 Considerando-se a segregação entre a via de tráfego de bicicletas e a via de tráfego de automóveis:
Tráfego compartilhado: não há nenhuma delimitação entre as faixas para automóveis ou bicicletas, a faixa é somente alargada de forma a permitir o trânsito de ambos.
Ciclofaixa: é uma faixa das vias de tráfego, geralmente no mesmo sentido de direção dos automóveis e na maioria das vezes ao lado direito em mão única.
 - a circulação de bicicletas é integrada ao trânsito de veículos, havendo somente uma faixa ou um separador físico, como blocos de concreto, entre eles.
Ciclovia: é segregada fisicamente do tráfego do automóvel. Podem ser unidirecionais (um só sentido) ou bidirecionais (dois sentidos). Normalmente