RESUMÃO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA
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RESUMÃO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA


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5- As chamadas perinatais são adquiridas no momento do nascimento. Podem ser resultado de traumatismo no parto, anoxia neonatal ou doenças adquiridas através do canal vaginal como sífilis e herpes. 
6- As alterações auditivas pós-natais podem ou não decorrer de problemas genéticos e manifestar-se de maneira isolada ou associada a outras anormalidades.
7- As de origem genética podem estar associadas a algumas síndromes, constituindo uma manifestação tardia.
8- As de origem não genética devem-se a distúrbios inflamatórios de origem bacteriana ou viral como sarampo, caxumba, herpes zoster e meningite, entre as doenças mais comuns.
9- Perdas auditivas induzidas por ruídos ou por distúrbios metabólicos (como hipotireoidismo e diabetes) também podem ocorrer. 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
O indivíduo com deficiência auditiva encontra dificuldades para se adaptar ao ambiente que o cerca, e muitas vezes, em decorrência disso, torna-se um pouco ansioso e impaciente, em especial quando não consegue se fazer entender. 
Algumas pessoas preferem certo isolamento social, evitando o contato com pessoas estranhas, demonstrando, ás vezes, um grau de imaturidade.
Alguns indivíduos que utilizam o aparelho auditivo, especialmente os modelos mais visíveis, revelam certo constrangimento em mostrá-lo.
Principalmente no caso da surdez pré-lingual, ou seja, daqueles que adquiriram a deficiência antes do aprendizado da linguagem, existe uma dificuldade na formação e na abstração de conceitos, principalmente porque muitos desses conceitos em geral se formam de maneira verbal no nosso inconsciente.
Neste caso, a informação visual é muito importante, e os conceitos devem ser absorvidos e memorizados dessa forma.
Muitas pessoas com surdez pré-lingual utilizam a Língua brasileira de Sinais (LIBRAS) para sua comunicação habitual.
 A libra, desde 2002, é reconhecida por lei como \u201cmeio legal de comunicação e expressão\u201d (Lei n. 10436/02).
AS IMPLICAÇÕES MOTORAS E O EQUILÍBRIO
Para entender melhor essas implicações, é necessário falar sobre o ouvido interno, pois ele aloja os órgãos sensoriais da audição e do equilíbrio que informam ao cérebro a posição da cabeça. 
O cérebro recebe também informações vindas de receptáculos chamados proprioceptores, embutidos em vários músculos, articulações e tendões. 
Exemplificar. 
A dinâmica corporal do indivíduo com deficiência auditiva se adequa às informações emitidas pelos órgãos dos sentidos e, se bem exploradas, elas permitem ajustar o equilíbrio aos padrões de normalidade.
Segundo Colin (1980, p.31):
\u201c Os sentidos subsistem e, em consequência, as funções que correspondem aos sentidos afetados são compensadas, ganhando-se um desenvolvimento parecido ao dos sujeitos normais. É a teoria da compensação.\u201d
Observação: As crianças com deficiência auditiva na pré-escola, requer do professor uma maior atenção, pois o seu desenvolvimento pode ser comprometido (o seu equilíbrio). Esse comprometimento se fará evidente quando a criança se enquadra no caso de surdez sensório-neural.
Além, do equilíbrio, caso a criança com DA não seja precocemente estimulada, podem ocorrer outros prejuízos motores que devem ser levados em conta pelo professor.
Esses prejuízos são evidentes principalmente na velocidade de movimento (inferior a de crianças ditas normais), problemas de coordenação motora, ritmo e noção espaço-temporal. (educação física escolar-estímulo) 
ALGUMAS dicas
1) As adaptações para o DA, nas aulas de educação física ser direcionadas para o equilíbrio (estático e dinâmico), a coordenação motora geral, a noção espaço-temporal, a ansiedade, a sociabilização, o ritmo e a propriocepção.
2)Se os indivíduos com distúrbios nos canais semicirculares, estes somente devem realizar algumas atividades, tais como: subir em alturas elevadas, pular em trampolins acrobáticos e mergulhar em piscina, com supervisão de um responsável.
3)Os alunos com DA pode perfeitamente trabalhar o equilíbrio estático e dinâmico juntamente com as outras atividades de suas aulas de educação física regular, não sendo necessário realizar algum trabalho isolado mais específico. 
4) É importante potencializar a comunicação, utilizando para isso vários tipos de estratégias, como: é preciso que o ambiente no qual a aula será desenvolvida seja protegido do excesso de ruídos, a fim de que os alunos que possuem resíduos de audição possam potencializá-los. 
5) O professor deve também estimular a leitura labial, precisando para isto falar de frente para os alunos, de forma clara e tranquila. 
6) O professor ao se comunicar com a pessoa com DA, deve fazê-lo atentamente para utilizar expressões faciais e corporais adequadas. Para aqueles que não escutam, estas expressões oferecem dicas de qual entonação se quer dar à frase, como alegria, espanto, raiva, comoção.
7) Caso a comunicação ainda esteja dificultada, o professor deve substituir as informações auditivas por outras visuais e/ou cinestésicas.
8) Estimular sempre atividades em grupo, com pessoas ouvintes e com DA, mostrando para eles o quanto eles são bem-vindos e conseguir manter sua motivação elevada, esta interação ocorrerá naturalmente.
9) A dança pode ser um grande aliado para se trabalhar com os deficientes auditivos. Pois, perceber os sons de uma música é fundamental. É preciso que o professor de educação física tenha neste caso um mínimo de conhecimento das potencialidades corporais diretamente relacionadas aos fundamentos básicos da dança.
Referencia 
GORGATTI, Márcia Greguol. COSTA, Roberto Fernando da. Organizadores. Atividade Física Adaptada. Qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais. 2ª edição revisada e ampliada. Baruri, SP: Manole, 2008.
Deficiência Intelectual
 Aspectos conceituais
 Estima-se que 5% da população mundial apresentam algum tipo de deficiência intelectual.
 Das crianças em idade escolar, cerca de 3% apresentam algum tipo de problema associado à deficiência intelectual.
Pessoas com deficiência intelectual ou cognitiva costumam apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas (como as metáforas, a noção de tempo e os valores monetários), estabelecer relações sociais, compreender e obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por exemplo, as ações de autocuidado.
A capacidade de argumentação desses alunos também pode ser afetada e precisa ser devidamente estimulada para facilitar o processo de inclusão e fazer com que a pessoa adquira independência em suas relações com o mundo.
Classificação 
Estaria associada às capacidades e às limitações desses indivíduos.
De acordo com o grau de comprometimento, os indivíduos apresentariam algumas características: 
1- Profundo (QI Binet menor igual 19)
Apresentam problemas físicos;
Graves problemas sensoriais (deficiência visual, auditiva) ou ortopédicos (derivados da falta ou da deformação de estruturas corporais).
Apresenta dependência completa e limitações extremamente acentuadas de aprendizagem.
2- Severo (QI Binet = 20-35)
Apresenta em geral, distúrbios ortopédicos e sensoriais, bem como prejuízo na comunicação e na mobilidade.
Ele pode alcançar resultados ao exercer atividades condicionadas e repetitivas, desde que devidamente supervisionado, de preferência, em domicílio.
3- Moderado (QI Binet = 36-51)
Indivíduo com considerável atraso na aprendizagem;
Apresenta, muitas vezes, problemas motores visíveis;
tem certa facilidade de \u201cajustar-se socialmente aos programas sistematizados e à formação de hábitos higiênicos, bem como à inserção social na família, na escola e na sociedade.
4- Leve (QI Binet = 55-69) 
Indivíduo que apresenta aprendizagem lenta, mas que tem plenas capacidades para desempenho de tarefas escolares e de vida cotidiana.
5- Limítrofe (QI Binet = 68-84) 
 Indivíduo considerado como portador de um desvio da inteligência, em razão de algumas dificuldades em exercer tarefas