Introducao toxicologia
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Introducao toxicologia

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\u21d2 Quando uma agente químico que não tem ação sobre um
órgão, aumenta a ação de um outro agente sobre este órgão (0 + 1 = 10)
Ex: isopropanol não é hepatotóxico e aumenta a hepatotoxicidade do CCl4.
Algumas definições importantes
Efeito antagônico \u21d2 Ocorre quando dois agentes interferem um com a
ação do outro, diminuindo o efeito final. Normalmente é desejável na
toxicologia.
# Antagonismo químico: o antagonista reagem quimicamente com
o agonista. Ex: EDTA sequestram metais (As, Hg, Pb).
# Antagonismo funcional: dois agentes produzem efeitos
contrários. Ex: barbitúricos diminuem a pressão sanguínea e a
norepinefrina produz hipertensão.
# Antagonismo competitivo: quando dois agentes tóxicos atuam no
mesmo receptor biológico, um antagonizando o efeito do outro.
São os bloqueadores. Ex: naloxone no tratamento com opiáceos.
Divisão
Toxicologia analítica
Detecção do agente tóxico 
ou de parâmetros 
relacionados (ar, água...)
Toxicologia clínica
detecção de sintomas 
tóxicos no organismo para 
aplicar terapêutica específica
Toxicologia Experimental
Estudo do mecanismo de 
ação do agente sobre o 
sistema biológico
Áreas de atuação
Toxicologia ambiental
Toxicologia ocupacional
Toxicologia de alimentos
Toxicologia social
Toxicologia de medicamentos
Toxinologia
Fases da intoxicação
Fase I
Exposição
Fase II
Toxicocinética
Fase III
Toxicodinâmica
Fase IV
Clínica
TOXICANTE TOXICIDADE INTOXICAÇÃO
DISPONIBILIDADE 
QUÍMICA
BIODISPONIBILIDADE
4
Fases da intoxicação
Fase Exposição Toxicocinética
Movimento
Toxicodinâmica
Contato Interação
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(A)Dose ou concentração: concentração por m3 de ar. Ex: HCL em laboratório.
(B)Via de introdução: Intravenosa > pulmonar > subcutânea > intramuscular >
intradermica > TGI > dérmica.
Ex: 1) DL50 para DDT (ratos) -pele = 2500 mg/kg
\u2013oral = 118 mg/kg
2) Hg0 \u2013 Absorção TGI é praticamente nula e por v pulmonar é quase 100%
3) Cocaína \u2013 maior intoxicação: pulmão > nasal > oral.
(C)Duração e freqüência da exposição:
Ex: Benzeno - CP\u21d2 perturbações do SNC
- MP\u21d2 só afeta SN com diferentes efeitos
- LP \u21d2 aplasia de medula óssea e hiperplasia de leucócitos
Freqüência \u2191\u2191\u2191\u2191 \u21d2\u21d2\u21d2\u21d2 disponibilidade \u2191\u2191\u2191\u2191
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(D) Suscetibilidade individual:
1 - Causas genéticas (idiossincrasia);
2 \u2013 Sexo: Ex: mulher normalmente é mais
3 - Idade: Ex: criança absorve 50 % de Pb e adulto só 10 %.
4 - Peso: Para compostos altamente lipossolúveis a camada de gordura segura +
a substância antes de chegar á corrente sangüínea.
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(E) Propriedades físico-químicas do AT
1 \u2013 Solubilidade: definida pelo coeficiente de partição O/A.
Quanto mais lipofílico \u21d2 maior a possibilidade absorção.
Quanto maior o CPO/A \u21d2 maior a possibilidade de absorção. 
Grupos que aumentam as propriedades hidrofílicas: -OH, -NH, -SO2H, 
-SO2NH2, COOCH3, -CONH2, -OCH3
água na solúvel Fração
óleo no solúvel FraçãoCPO/A =
O
OH
OH
NCH3
O
CH3COO
CH3COO
NCH3
Morfina Heroína
H
O
H
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(E) Propriedades físico-químicas do AT
água na solúvel Fração
óleo no solúvel FraçãoCPO/A =
Substância CPO/A
Paracetamol 1,79
AAS 11,7
Clorpromazina 79,7
CPO/A em n-octanol/água; \u3b8 = 37 oC
1 \u2013 Solubilidade: definida pelo coeficiente de partição O/A.
N
S
N
Cl
Clorpromazina
O
O
COOH
AAS
N
O
H
OH
Paracetamol
500 mg700 mg 100 mg
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(E) Propriedades físico-químicas do AT
2 \u2013 Grau de ionização: compostos ionizados não são normalmente absorvidos
O grau de ionização depende do pkA do composto e do pH do meio. 
\uf8f7\uf8f7
\uf8f8
\uf8f6
\uf8ec\uf8ec
\uf8ed
\uf8eb
+=
COOH-R
COO-Rlog pKa pH
-
Moléculas 
ácidas
O que é pKa??
Ex: 
OCOCH3
COOH
AAS
R-COOH R-COO- + H+
5
[1] [1000]
HA A- + H+
Plasma - pH 7,4
Suco gástrico - pH 1,4
[1] [0,001]
HA A- + H+
Ácido fraco HA A- + H+ (pKa 4,4)
Barreira lipídica da mucosa
MEPBS 
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(E) Propriedades físico-químicas do AT
2 \u2013 Grau de ionização: compostos ionizados não são normalmente absorvidos
O grau de ionização depende do pkA do composto e do pH do meio. 
\uf8f7\uf8f7
\uf8f8
\uf8f6
\uf8ec\uf8ec
\uf8ed
\uf8eb
+=
+
2
3
NH-R
NH-Rlog pKb pOH
Moléculas 
básicas
R-NH2 + H2O R-NH3+ + OH-
\uf8f7\uf8f7
\uf8f8
\uf8f6
\uf8ec\uf8ec
\uf8ed
\uf8eb
\u2212=
+
2
3
NH-R
NH-Rlog pKa pH
Ex: 
N
N
N
N O
CH3
O
CH3
CH3
cafeina
A maioria dos 
fármacos são básicos 
Fases da intoxicação
Fase I \u2013Exposição
Disponibilidade química do AT que precede a absorção
Fatores que afetam a disponibilidade
(E) Propriedades físico-químicas do AT
3 \u2013 Tamanho da molécula 
Moléculas pequenas \u21d2 maior facilidade de atravessar membranas
4 \u2013 Forma das moléculas: -linear com PM \u223c 600 kDa 
-esférica com PM \u223c 150 kDa 
5 \u2013 Pressão de vapor (PV): quanto \u2191 PV, \u2191 o número de partículas no ar. 
\u2191 disponibilidade química do produto.
Absorvida mais 
facilmente 
Tolueno 22,5
Éter 267
Clorofórmio 160
Benzeno 75
Pressão de vapor a 25 oC em mm Hg
Fases da intoxicação
Fase II \u2013 Toxicocinética
Movimento do agente tóxico no organismo
Absorção 
distribuição 
biotranformação 
excreção 
Fases da intoxicação
Fase II \u2013 Toxicocinética
Movimento do agente tóxico no organismo
 
T r a t o 
G a s t r i n t e s t in a l 
P e l e 
P u lm õ e s 
Ó r g ã o s , O s s o s e 
T e c id o A d i p o s o 
P u l m ã o 
F lu id o 
E x t r a c e lu l a r 
M e t a b o l i s m o 
 
M e t a b ó l i t o s 
F í g a d o 
R im D e p ó s i t o 
B i l e 
A r E x a l a d o 
U r in a F e z e s 
C i r c u l a ç ã o 
S i s t ê m i c a 
A B S O R Ç Ã O 
E L IM I N A Ç Ã O 
D I S T R I B U I Ç Ã O / 
M E T A B O L I S M O 
Fases da intoxicação
Fase II \u2013 Toxicocinética
Movimento do agente tóxico no organismo
Absorção
Membrana plasmática
Singer 
& 
Nicholson 
1972
6
Fases da intoxicação
Fase II \u2013 Toxicocinética
Movimento do agente tóxico no organismo
Absorção
Mecanismos de transporte através das membranas 
A) Difusão simples ou passiva: passagem através da camada lipídica (não requer 
gasto de energia)
Depende: - CPO/A. 
- Gradiente de concentração.
- grau de ionização. Meio aquoso
Meio aquoso
)CC(
d
AKp 21 \u2212×
×
=
Lei de Fick
Principal mecanismo de
absorção de agente tóxicos
CKp \u2206×=
Fases da intoxicação
Fase II \u2013 Toxicocinética
Movimento do agente tóxico no organismo
Absorção
Mecanismos de transporte através das membranas 
B) Difusão facilitada: mediada por carregador (não requer gasto de energia)
Depende: - Gradiente de concentração.
- carreador.
Meio aquoso
Meio aquoso
Ex: glicose
Fases da intoxicação
Fase II \u2013 Toxicocinética
Movimento do agente tóxico no organismo
Absorção
Mecanismos de transporte através das membranas 
C) Filtração: Passagem de toxicantes hidrossolúveis e de \u2193 PM pelos poros da 
membrana
Depende: - hidrossolubilidade;
- diâmetro dos poros - Glomérulo renal e capilares \u2205 = 40 Ao;
-